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Guerra, Estratégia e Armas


Sábado, 18.11.17

Portugal vai Substituir a Velha G-3

 

O concurso para aquisição de quase 15 mil armas de guerra – desde espingardas de assalto a metralhadoras ligeiras ou lança-granadas – será lançado até ao final do ano.

O negócio, previsto na Lei de Programação Militar 2015-2026, ascende a 40,2 milhões de euros e será feito através da NSPA, a agência da NATO que coordena as ‘compras’ de material militar dos países-membros. Evita-se assim qualquer suspeita de corrupção, pelo menos portuguesa.

A maior parte deste armamento destina-se ao Exército e vai substituir as velhinhas G3, que já não são fabricadas e cuja renovação era aguardada pelos militares há quase 20 anos. Aliás, todo o processo negocial será acompanhado pelo Chefe do Estado Maior do Exército, em quem o ministro da Defesa Nacional delegou a prática de "todos os atos necessários à execução contratual.

As forças que têm participado em missões no estrangeiro têm utilizado pequenos lotes de armas estrangeiras e mais modernas que as G-3 como a israelita Galil que aguenta mergulho na água e o pó dos desertos com o calibre Nato de 5,56 mm, mas tem como defeito ser bastante pesada. Razão pelo que os israelitas só a fabricam para exportação. Na verdade a Galil é uma cópia da arma soviética AK-47 (Kalashnikov) ligeiramente melhorada. Os israelitas recrutam tropas com 17 anos de idade, já treinadas nas escolas com tiro real a partir dos 15 anos, pelo que o peso é importante, enquanto os miúdos palestinianos de 12 anos manejam muito bem as velhas Kalashnikovs.

Além disso, o exército também usa um lote de uma arma suíça, a SIG SG 540 também de calibre 5,56 mm que foi agora substituída por um modelo mais moderno o SG 550.

Estas duas armas são operadas a gás, isto é, uma parte do gás formado com a explosão do cartucho volta para trás através de um tubo ligado ao cano e faz mover o carregador para disparar de imediato outra bala logo a seguir à expulsão do cartucho.

O problema que o Governo tem de examinar, nomeadamente, as chefias militares é saber quanto tempo vai durar o calibre 5,56 mm, dado que dizem os especialistas que a bala mata pouco e tem dificuldade em atravessar os coletes balísticos. Talvez fosse melhor esperar por uma decisão da Nato quanto às armas ligeiras e calibres do futuro próximo para Portugal não adquirir uma arma obsoleta se a mudança de calibre e arma for feito dentro de poucos anos.

As chefias militares também podem estudar a aquisição de armas em stock não usadas de outros exércitos como a americana M-4 que é descendente da A 10 utilizada pelos paraquedistas nas guerras coloniais, mas como o calibre 5,56 mm. A mudança de calibre a nível NATO terá custos exorbitantes, mas ter armas pouco letais também tem os seus custos, tanto mais que não se esperam guerras com armas pesadas, mas apenas pequenos conflitos em que a arma de infantaria é principal com viaturas semi-blindadas como os Humvee ou ligeiramente blindadas como os Pandur.

Para já, parece que a G-3 mata mais devido ao seu maior calibre que se traduz em maior peso e carregadores com menos

 

 Foto: Espingarda Galila fabricada em Israel como cópia da AK-47

 

 Militares Canadianos com a SIG SG 540 de fabrico suíço

 

 

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por DD às 23:25


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