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Guerra, Estratégia e Armas


Sábado, 14.09.19

Nova Espingarda Automática para o Exército Português

 

 

Chegou à idade da reforma, a velhinha G-3 de 1962/63 e anos seguintes que serviu nas guerras coloniais e das quais Portugal fabricou 250 mil unidades, além de ter recebido da Alemanha um primeiro lote de 2.400 armas. Na história do armamento português só o mosquete inglês “Brown Bess” de 1808 é que foi utilizado em maior quantidade nas guerras napoleónicas e depois na guerra entre absolutistas e liberais.

A G3 com o calibre 7,92x51 mm não se adequava ao atual calibre oficial de 5,56x45 mm, além de que a maior parte das armas em stock necessitavam de canos novos e muitas peças do percutor e mola recuperadora.

Para evitar que alguma PGR ou magistrado do ministério público diga que houve corrupção, o governo de António Costa teve a perclara ideia de incumbir o Departamento de Compras do Quartel Geral da Nato de escolher a melhor arma para o exército português. Por enquanto a Marinha e a Força Aérea continuam com as G-3, já que a espingarda não é a sua arma principal.

A arma escolhida, fabricada pelo gigante da defesa FN Herstal, é a SCAR L em calibre 5,56x45mm. Esta é uma das melhores espingardas de assalto da atualidade, se não mesmo a melhor. Com uso extenso pelo Exército Belga, Norte Americano, Francês, Esloveno e Lituano, assim como inúmeras Forças Especiais de outras nações, trata-se de  uma arma extremamente moderna, com tudo o que é requerido de uma arma para umas Forças Armadas bem equipadas e preparadas para combate de alta intensidade, e que apresenta uma fiabilidade e ergonomia adequada aos rigores do campo de batalha.

A escolha da nova espingarda de assalto vai influenciar muito positivamente a performance do Exército Português em combate. Isto porque não só estamos a reequipar com um novo calibre (5,56x45mm) que permite aumentar em muito a probabilidade de impactos no inimigo (aquilo que no estrangeiro se chama de Hit Probability) em relação ao antigo calibre (7,62x51mm) que não consente grandes cadências e demora demasiado tempo a reenquadrar a arma no alvo, como porque esta arma em especifico tem um sistema de amortecimento de recuo que permite ao militar não perder o alvo do seu enquadramento, mesmo em rajadas de fogo automático.

A velocidade de saída a bala da nova arma é superior à da G 3, atingindo os 900 m/segundo e o alcance vai de 300 a 800 metros, sendo de 600 metros o padrão. O acionamento automático é do tipo gás como nas Kalashnikov em que de um pequeno tubo ligado ao cano na ponta de saída recua um fluxo de gás que vai acionar o mecanismo de substituição da bala na câmara do percutor e de ejeção do cartucho.

Os paraquedistas portugueses utilizam já 2 mil espingardas com esse mecanismo que são as Galil de fabrico israelita, mas desenvolvidas pelos finlandeses a partir da AK-47 Kalashnikov, dado que a AR-10 e a G-3 são tidas como muito pesadas para estas tropas e envelheceram igualmente.

A substituição da Espingarda Automática G3 deverá começar já este ano de 2019, sendo que a Brigada de Reação Rápida terá a prioridade. Força de Operações Especiais, Comandos e Paraquedistas serão das primeiras unidades a receber a SCAR de modo a poder emprega-la nos teatros de operações onde estão empenhados.

O custo é de 41 milhões de euros a pagar de modo faseado com as entregas e incluindo no total 15.000 armas automáticas, 2 mil lança granadas, 550 espingardas de precisão de tiro a tiro tipo “Sniper” para serem utilizadas por aqueles soldados todos camuflados numa espécie de arbusto do qual só sai a ponta da arma. Também serão fornecidas 1.500 metralhadoras baseadas na espingarda automática.

Estas armas são fabricadas pela belga Herstal com base numa encomenda de desenvolvimento das forças militares norte-americanas, estando atualmente em serviço em 20 países nos quais é tida como a melhor arma automática de assalto.

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por DD às 19:26

Sábado, 18.11.17

Portugal vai Substituir a Velha G-3

 

O concurso para aquisição de quase 15 mil armas de guerra – desde espingardas de assalto a metralhadoras ligeiras ou lança-granadas – será lançado até ao final do ano.

O negócio, previsto na Lei de Programação Militar 2015-2026, ascende a 40,2 milhões de euros e será feito através da NSPA, a agência da NATO que coordena as ‘compras’ de material militar dos países-membros. Evita-se assim qualquer suspeita de corrupção, pelo menos portuguesa.

A maior parte deste armamento destina-se ao Exército e vai substituir as velhinhas G3, que já não são fabricadas e cuja renovação era aguardada pelos militares há quase 20 anos. Aliás, todo o processo negocial será acompanhado pelo Chefe do Estado Maior do Exército, em quem o ministro da Defesa Nacional delegou a prática de "todos os atos necessários à execução contratual.

As forças que têm participado em missões no estrangeiro têm utilizado pequenos lotes de armas estrangeiras e mais modernas que as G-3 como a israelita Galil que aguenta mergulho na água e o pó dos desertos com o calibre Nato de 5,56 mm, mas tem como defeito ser bastante pesada. Razão pelo que os israelitas só a fabricam para exportação. Na verdade a Galil é uma cópia da arma soviética AK-47 (Kalashnikov) ligeiramente melhorada. Os israelitas recrutam tropas com 17 anos de idade, já treinadas nas escolas com tiro real a partir dos 15 anos, pelo que o peso é importante, enquanto os miúdos palestinianos de 12 anos manejam muito bem as velhas Kalashnikovs.

Além disso, o exército também usa um lote de uma arma suíça, a SIG SG 540 também de calibre 5,56 mm que foi agora substituída por um modelo mais moderno o SG 550.

Estas duas armas são operadas a gás, isto é, uma parte do gás formado com a explosão do cartucho volta para trás através de um tubo ligado ao cano e faz mover o carregador para disparar de imediato outra bala logo a seguir à expulsão do cartucho.

O problema que o Governo tem de examinar, nomeadamente, as chefias militares é saber quanto tempo vai durar o calibre 5,56 mm, dado que dizem os especialistas que a bala mata pouco e tem dificuldade em atravessar os coletes balísticos. Talvez fosse melhor esperar por uma decisão da Nato quanto às armas ligeiras e calibres do futuro próximo para Portugal não adquirir uma arma obsoleta se a mudança de calibre e arma for feito dentro de poucos anos.

As chefias militares também podem estudar a aquisição de armas em stock não usadas de outros exércitos como a americana M-4 que é descendente da A 10 utilizada pelos paraquedistas nas guerras coloniais, mas como o calibre 5,56 mm. A mudança de calibre a nível NATO terá custos exorbitantes, mas ter armas pouco letais também tem os seus custos, tanto mais que não se esperam guerras com armas pesadas, mas apenas pequenos conflitos em que a arma de infantaria é principal com viaturas semi-blindadas como os Humvee ou ligeiramente blindadas como os Pandur.

Para já, parece que a G-3 mata mais devido ao seu maior calibre que se traduz em maior peso e carregadores com menos

 

 Foto: Espingarda Galila fabricada em Israel como cópia da AK-47

 

 Militares Canadianos com a SIG SG 540 de fabrico suíço

 

 

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por DD às 23:25


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