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Guerra, Estratégia e Armas


Quinta-feira, 06.08.15

Há 70 ANOS O AUSCHWITZ AMERICANO

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 Bomba "Little Boy" utilizada em Hiroshima

 

 

Faz hoje 70 anos que os americanos realizaram o primeiro dos seus dois "Auschwitz" ao lançarem a bomba atómica de urânio sobre Hiroshima. Três dias depois lançaram sobre Nagasaqui a bomba nuclear de plutónio. A história é sempre uma realidade contada depois segundo as conveniências de cada um. O presidente Rosevelt tomou a decisão de mandar construir bombas atómicos em 1939, antes da guerra começar, na sequência de duas cartas assinadas por Albert Einstein. Nessa altura. apenas uma meia dúzia de físicos no Mundo admitiam a possibilidade de concretizar a primeira reação entre núcleos de átomos e não entre átomos através das suas camadas externas de eletrões que são as reações químicas conhecidas, incluindo as dos explosivos ditos convencionais. O físico alemão Otto Hahn tinha descoberto numa pequena experiência laboratorial que elementos altamente radioativos poderiam reagir em cadeia com grande produção de energia, o que foi do conhecimento da sua assistente judia que fugiu para os EUA e falou sobre a descoberta com um conjunto de físicos igualmente refugiados nos EUA. Roosevelt nada percebia de física, mas perguntou a várias pessoas quem era esse signatário de nome Albert Einstein. Disseram-lhe que era um físico já premiado com dois prémios Nobel. Sendo assim, pensou Roosevelt, o que o homem escreve deve ser verdade e reuniu Einstein com o general Grooves encarregado das pesquisas do exército americano e físicos como Oppenheimer e outros. Todos concordaram que havia alguma possibilidade de se construir uma bomba capaz de destruir uma cidade inteira e, a partir daí surgiu o projeto Manhatan que chegou a envolver 150 mil pessoas empenhadas em construir tanto a bomba de urânio U 238 altamente enriquecido em U-235 radioativo como a de plutónio Pu 239 muito radioativo. As duas bombas significam o maior crime cometido contra a Humanidade e a partir daí nunca mais a espécie humana deixou de se sentir segura. A qualquer momento pode surgir uma guerra que envolva bombas nucleares muito mais desenvolvidas, incluindo as de hidrogénio com poder destrutivo superior a 50 megatoneladas de explosivos convencionai. O tipo de bomba utilizada em Nagasaqui há 70 anos nunca foi testado e pode dizer-se que a explosão foi um "milagre" a demonstrar a ausência de Deus no sentido de ter produzido um ser, o "homo sapiens", à sua imagem e semelhança. Efetivamente a bomba denominada "Little Boy" continha 600 kgs de Urânio U-238 altamente enriquecido com o seu isótopo U-235 que é radioativo, isto é, emite neutrões do seu núcleo instável. A ideia inventada pelos cientistas nos EUA era de que comprimindo duas meias massas críticas uma contra a outra por via de explosivos convencionais a densidade física do material seria tal que a emissão de neutrões iria provocar uma reação em cadeia de tal ordem que provocaria uma explosão impensável até à data. Cálculos e experiência posteriores demonstraram que a fissão do urânio da bomba de Nagasaqui se verificou apenas em 60 gramas do material nuclear porque a explosão dessa pequena quantidade dispersou mais meia tonelada de material radioativo. Os americanos não só não se arrependeram desses dois crimes como desataram a aperfeiçoar as suas bombas e construíram milhares de ogivas de todos os tamanhos e potências, incluindo a famosa bomba B-61 com 3 metros de comprimento e pouco mais de 30 cm de largura de que possuem um stock de 4 mil unidades e que podem ser lançadas de um caça F-16 como de qualquer míssil de cruzeiro ou balístico. A bomba B-61 pode levar material cindível para produzir uma explosão superior a 10 vezes a da Nagasaqui e igualmente para produzir uma pequena explosão inferior a 5% do poder da "little boy" para ser utilizada numa guerra quase convencional para destruir bases aéreas, concentrações de artilharia ou blindados, etc. Os alemães chegaram a pensar na bomba atómica, mas os aliados sobrevoavam as minas de urânio na região do Harz e nunca detetaram uma atividade de extração do minérios que contêm urânio em quantidade suficiente para fazerem bombas. Os alemães também nunca se lembraram que criar a massa crítica com explosivos convencionais. Chegaram a planear uma bomba com o Urânio envolto em cera que rebentaria no choque com a terra quando lançada num foguetão V2. Os americanos experimentaram essa solução e não deu nenhuma explosão. Os grandes físicos alemães nunca estiveram com Hitler e não se esforçaram por lhe colocar algo tão perigoso nas suas mãos. Alguns físicos fizeram poemas em honra da bomba, mas o britânico Kenneth Bainbridge, numa tentativa de ser menos poético, ou talvez ainda mais, terá replicado: "Agora somos todos filhos da puta" (no original "Now we are all sons of bitches"). https://www.facebook.com/photo.php?fbid=860222037398913&set=gm.906943046063626&type=1 Faz hoje 70 anos que os americanos realizaram o primeiro dos seus dois "Auschwitz" ao lançarem a bomba atómica de urânio sobre Hiroshima. Três dias depois lançaram sobre Nagasaqui a bomba nuclear de plutónio. A história é sempre uma realidade contada depois segundo as conveniências de cada um. O presidente Rosevelt tomou a decisão de mandar construir bombas atómicos em 1939, antes da guerra começar, na sequência de duas cartas assinadas por Albert Einstein. Nessa altura. apenas uma meia dúzia de físicos no Mundo admitiam a possibilidade de concretizar a primeira reação entre núcleos de átomos e não entre átomos através das suas camadas externas de eletrões que são as reações químicas conhecidas, incluindo as dos explosivos ditos convencionais. O físico alemão Otto Hahn tinha descoberto numa pequena experiência laboratorial que elementos altamente radioativos poderiam reagir em cadeia com grande produção de energia, o que foi do conhecimento da sua assistente judia que fugiu para os EUA e falou sobre a descoberta com um conjunto de físicos igualmente refugiados nos EUA. Roosevelt nada percebia de física, mas perguntou a várias pessoas quem era esse signatário de nome Albert Einstein. Disseram-lhe que era um físico já premiado com dois prémios Nobel. Sendo assim, pensou Roosevelt, o que o homem escreve deve ser verdade e reuniu Einstein com o general Grooves encarregado das pesquisas do exército americano e físicos como Oppenheimer e outros. Todos concordaram que havia alguma possibilidade de se construir uma bomba capaz de destruir uma cidade inteira e, a partir daí surgiu o projeto Manhatan que chegou a envolver 150 mil pessoas empenhadas em construir tanto a bomba de urânio U 238 altamente enriquecido em U-235 radioativo como a de plutónio Pu 239 muito radioativo. As duas bombas significam o maior crime cometido contra a Humanidade e a partir daí nunca mais a espécie humana deixou de se sentir segura. A qualquer momento pode surgir uma guerra que envolva bombas nucleares muito mais desenvolvidas, incluindo as de hidrogénio com poder destrutivo superior a 50 megatoneladas de explosivos convencionai. O tipo de bomba utilizada em Nagasaqui há 70 anos nunca foi testado e pode dizer-se que a explosão foi um "milagre" a demonstrar a ausência de Deus no sentido de ter produzido um ser, o "homo sapiens", à sua imagem e semelhança. Efetivamente a bomba denominada "Little Boy" continha 600 kgs de Urânio U-238 altamente enriquecido com o seu isótopo U-235 que é radioativo, isto é, emite neutrões do seu núcleo instável. A ideia inventada pelos cientistas nos EUA era de que comprimindo duas meias massas críticas uma contra a outra por via de explosivos convencionais a densidade física do material seria tal que a emissão de neutrões iria provocar uma reação em cadeia de tal ordem que provocaria uma explosão impensável até à data. Cálculos e experiência posteriores demonstraram que a fissão do urânio da bomba de Nagasaqui se verificou apenas em 60 gramas do material nuclear porque a explosão dessa pequena quantidade dispersou mais meia tonelada de material radioativo. Os americanos não só não se arrependeram desses dois crimes como desataram a aperfeiçoar as suas bombas e construíram milhares de ogivas de todos os tamanhos e potências, incluindo a famosa bomba B-61 com 3 metros de comprimento e pouco mais de 30 cm de largura de que possuem um stock de 4 mil unidades e que podem ser lançadas de um caça F-16 como de qualquer míssil de cruzeiro ou balístico. A bomba B-61 pode levar material cindível para produzir uma explosão superior a 10 vezes a de Hiroshima (200 kilotoneladas equivalentes de explosivo convencional) igualmente para produzir uma pequena explosão inferior a 5% do poder da "little boy" (5 kilotoneladas) para ser utilizada numa guerra quase convencional para destruir bases aéreas, concentrações de artilharia ou blindados, etc.

Os alemães chegaram a pensar na bomba atómica, mas os aliados sobrevoavam as minas de urânio na região do Harz e nunca detetaram uma atividade de extração do minérios que contêm urânio em quantidade suficiente para fazerem bombas. Os alemães também nunca se lembraram que criar a massa crítica com explosivos convencionais. Chegaram a planear uma bomba com o Urânio envolto em cera que rebentaria no choque com a terra quando lançada num foguetão V2. Os americanos experimentaram essa solução e não deu nenhuma explosão. Os grandes físicos alemães nunca estiveram com Hitler e não se esforçaram por lhe colocar algo tão perigoso nas suas mãos. Alguns físicos fizeram poemas em honra da bomba, mas o britânico Kenneth Bainbridge, numa tentativa de ser menos poético, ou talvez ainda mais, terá replicado: "Agora somos todos filhos da puta" (no original "Now we are all sons of bitches").

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por DD às 22:34


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