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Guerra, Estratégia e Armas


Quarta-feira, 05.07.17

O Roubo de Armas em Tancos

 

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na televisão que o roubo de armamento perigoso de um paiol de Tancos deve ser investigado de alto a baixo, doa a quem doer.

Esta frase permite deduzir que o roubo foi feito por pessoal do exército, apesar de não ter sido comunicado se as portas do paiol foram arrombadas ou foram abertas ou fechadas por alguém que teria na sua posse as respetivas chaves. Falou-se num buraco na cerca, mas não é suficiente para provar que foram pessoas vindas do exterior dado que a base de Tancos tem portas de entrada e saída com guardas e, além disso, é sede da Brigada de Reação Rápida e unidades da Força Aérea e outras. Há muita tropa em Tancos.

Marcelo também referiu que deve ser investigada a relação entre o roubo em Tancos e alguns assaltos com roubo de armas feitos em países da Nato, salientando-se em particular um assalto ocorrido na região de Lyon (França), apenas 24 horas após o roubo em Tancos.

Os jornais franceses relatam que quatro homens armados com espingardas automáticas AK 47 assaltaram o campo de tiro de Saint-Chef, roubando 75 armas. O assalto deu-se na noite de 29 de Junho e até agora não se conhecia o paradeiro do grupo de assaltantes. As câmaras de vigilância lá instalada não permitem ver bem o grupo de assaltantes e, menos ainda, identificá-los. Parece que vinham mascarados.

Mas, em França ninguém anda a pedir a demissão do ministro da Defesa ou do presidente Macron porque os franceses sabem que a guarda das unidades militares é assunto dos comandantes e do Chefe do Estado-Maior.

Sob suspeita está ainda a ligação a um roubo em larga escala ocorrido em julho de 2015 perto de Marselha, em França: 40 granadas, 180 detonadores e vários explosivos desapareceram da base militar de Miramas. Os assaltantes cortaram em dois locais diferentes a rede de proteção da base logística de 250 hectares — onde circulavam diariamente cerca de 200 militares e civis — , levando material suficiente para “explodir um banco ou cometer um ataque terrorista”, de acordo com as autoridades francesas. O Ministério da Defesa francês abriu um inquérito numa altura em que o país se encontrava em alerta máximo, após o atentado em Paris de janeiro desse ano.

Há seis anos foram roubadas dez armas do quartel da Carregueira

O assalto ao quartel da Carregueira (Sintra) ocorrido entre o Natal e a passagem de ano de 2010 ainda está envolto em mistério. Um grupo de homens roubou pelo menos dez armas de guerra, entre espingardas e pistolas, de uma arrecadação que necessitava de um código secreto para ser aberta. Cinco anos depois do crime, só foi encontrada uma das HK de 9 milímetros e nem sobre esta arma o Exército revela pormenores: não se sabe quando, onde e como foi recuperada.

O caso, investigado pela Polícia Judiciária Militar, acabou por ser arquivado pelo Ministério Público algum tempo após o assalto. “A razão é simples: não foi possível identificar os suspeitos do ilícito”, confidenciou uma fonte ligada à investigação.

Ou seja, em seis anos ninguém chegou a ser preso. Mas o arquivamento não será irreversível.

Logo após o roubo, as suspeitas recaíram sobre um oficial de baixa patente com acesso ao local onde se encontrava o armamento, estando referenciado por eventuais ligações a outros episódios de compra e venda de armas. Só que os interrogatórios foram inconclusivos. Os restantes militares do quartel foram também alvo de uma investigação exaustiva, sem qualquer resultado digno de registo.

Na Alemanha também tem havido vários roubos de material de guerra e igualmente sem consequências políticas e até criminais por não se encontrarem culpados.

 

A Cristas falou cedo sem sequer ir à Net (Google ou certos jornais) para saber algo sobre roubos de armas. Deve ser analfabeta no que respeito à Internet

 

 

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por DD às 20:57


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