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Guerra, Estratégia e Armas



Domingo, 11.11.18

Os Alemães ou Americanos podem estar a enganar os portugueses

 

 

O Diário de Notícias revelou que nos estaleiros do Arsenal do Alfeite (AA) entraram esta quinta-feira num novo patamar da sua atividade, ao receberem pela primeira vez um submarino da classe Tridente para reparar um tubo lançador de armas onde se detetou a entrada de água.

Na minha opinião, admito que o submarino tenha navegado à superfície e a meter água por um tubo lança torpedos ou mísseis em mergulho profundo poderia ser o seu fim e a morte de uma guarnição inteira.

A reparação vai decorrer dentro da garantia e ocorre semanas após o submarino ter regressado dos estaleiros alemães de Kiel, onde esteve vários meses a ser objeto da primeira revisão intermédia, explicou ao DN o porta-voz da Marinha, comandante Pereira da Fonseca.

Eu falei com uma pessoa da Marinha que me disse que nunca houve unidades navais que envergonhassem tanto a Armada portuguesa por causa de tudo o que é dito acerca da corrupção dos 30 milhões comprovada na Alemanha com a condenação de dois administradores da empresa vendedora a 2 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização de 144 milhões no caso de ter havido a condenação de um decisor português. A PGR e o DCIAP ainda quiseram tornar arguido um advogado português que deve ter redigido os contratos, mas viram logo que o jurista fez o que lhe mandaram fazer e não teve parte ativa na decisão nem em qualquer acordo de pagamento de comissões.

Os estaleiros ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) dizem que querem que o Arsenal do Alfeite (AA) seja seu parceiro para reparar submarinos de países terceiros construídos na Alemanha, revelou ao DN a presidente da empresa, Andreia Ventura.

O negócio promete traduzir-se em “milhões de euros” para os estaleiros portugueses, tendo em conta o número de países com submarinos alemães e os valores que o AA vai receber, a partir de 2020, por reparar e manter os dois navios portugueses Tridente (fabricados pela TKMS em Kiel): cerca de cinco milhões de euros nas pequenas reparações e 25 milhões nas intermédias - mais o conhecimento, competências e experiência dos seus profissionais (engenheiros, mestres, operários).

 

Andreia Ventura, tendo participado em reuniões realizadas na semana passada em Lisboa com uma delegação da TKMS, explicou que o objetivo destes estaleiros de Kiel passa por subcontratar o AA ao longo da década de 2020, ano a partir do qual ficam responsáveis pela manutenção e reparação dos submarinos portugueses.

Note-se que o primeiro dos submarinos, o Tridente, já está em manutenção nos estaleiros de Kiel. O processo está a ser acompanhado por elementos do AA, a obter formação para fazerem o mesmo no Arpão em 2018 e no Alfeite - sob supervisão dos técnicos alemães.

 

Os responsáveis germânicos assinaram um contrato de prestação de serviços com o AA e outro para formar 12 funcionários portugueses. Depois foram ao Ministério da Defesa e ao Estado-Maior da Marinha, onde disseram que "apoiavam e acreditavam no AA" para atuar como estaleiros subcontratados da TKMS, referiu Andreia Ventura.

O Ministério e a Marinha adiantaram ao DN que a TKMS - uma companhia que se apresenta "com mais de 300 anos acumulados" de tecnologia e engenharia "Made in Germany" - lhes apresentou os projetos de parceria com o AA para a manutenção dos navios portugueses e de formação profissional.

Este será "um processo gradual de transferência de know-how" e envolve "um investimento de quase um milhão de euros" na formação dos elementos enviados para Kiel, lembrou a presidente do AA.

Vários fatores - além de eventuais considerações de natureza política - jogaram a favor da opção germânica, referiu Andreia Ventura: ser "uma empresa competitiva, porque a mão-de-obra é mais barata que a alemã"; a sobrelotação dos estaleiros alemães "durante uma década", com a construção de mais navios; a existência de espaço para esse efeito após as obras de alargamento da doca seca (dos 138 metros para os 220); a localização geográfica na ponta sudeste da Europa, poupando tempo e dinheiro aos clientes.

Note-se que os estaleiros do AA são de construção alemã (contrapartidas da I Grande Guerra) e estão quase a comemorar 78 anos.

Àquele conjunto de vantagens juntam-se "a capacitação" técnica do pessoal e "a vontade" do AA - as quais implicam investir tanto na formação dos seus engenheiros, mestres e operários como na modernização das infraestruturas, o que já começou a ser assegurado pela tutela política no final do ano passado ao transferir 10 milhões de euros para o Arsenal.

O Brasil, que tem cinco submarinos alemães e dois deles vão necessitar de fazer reparações dentro de três a cinco anos, poderá ser o primeiro dos países estrangeiros - e em particular da América Latina - com esse tipo de navios alemães a utilizar o AA, admitiu outro responsável da empresa ao DN.

Nesse período, acrescentou esta fonte, os estaleiros de Kiel - mais vocacionados para a área da construção naval - "não terão os recursos necessários" para assumir essas responsabilidades e por isso está na mesa a subcontratação dos estaleiros portugueses pela TKMS.

 

Nota de DD: “Um milhão para formar 12 especialistas operacionais e mais uns 30 milhões para a aquisição de equipamento técnico para fazer a manutenção dos submarinos que é algo que o DN não diz, mas deve saber bem. Também deve saber que os 30 milhões terão sido roubados pelo Ministro da Defesa que fez a aquisição dos submarinos, pelo que ainda têm de ir à Alemanha para manutenção, o que custa uma fortuna, tanto na viagem como em trabalhos com pessoal alemão muito bem pago. A notícia em si destina-se a atirar areia para os olhos dos portugueses e desviar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por DD às 00:13


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