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Guerra, Estratégia e Armas



Quarta-feira, 07.08.19

Nova Guerra Fria com dois Loucos: Putin e Trump.

 

 

 

Fabrico em série de mísseis hipersónicos russos

 

Devido à jactância que Putin mostrou no texto em baixo, o Tratado de Força Nucleares de Alcance Intermédio foi denunciado a 20 de outubro de 2018 pelo Trump com um prazo até 2 de Agosto de 2019 para negociações que não foram aceites por Putin por várias razões.

Putin diz que os sistemas e defesa antiaérea e antimíssil com os poderosos radares Aegis instalados na Roménia pelos americanos podem servir para lançar bombas nucleares.

Na verdade, a tecnologia atual permite miniaturizar de tal maneira a arma nuclear que até pode ser instalada em balas de 12,5 das metralhadoras Browning, havendo aqui uma reciprocidade total porque os mísseis russos do tipo do que abateu o avião de passageiros malaio sobre a Ucrânia também pode lançar explosivos nucleares e está instalado em camiões que circulam rapidamente de um ponto para o outro.

Por outro lado, os mísseis de cruzeiro hipersónicos não têm defesa possível por voarem a baixa altitude e serem detetados pelos radares demasiado tardes ou depois de terem passado por cima. Putin diz que o novo 9M729 (SSC-8 na designação Nato) pode voar a mais de 10 mil km/k, atingindo qualquer objetivo na Europa em minutos, até porque podem ser instalados na antiga Prússia Oriental (Kaliningrad) entre a Polónia e a Lituânia, dois países da Nato.

Os EUA não têm mísseis de alcance intermédio na Europa nem a França e o Reino Unido que só possuem míseis balísticos instalados em submarinos. Assim, uma invasão da Ucrânia com armas nucleares seguida da cnquista da Rep+ubkicas Bálticas só poderia ter como resposta o lançamento de mísseis balísticos que, por sua vez, teriam uma contra resposta russa nuclear contra Nova Iorque, Paris e Londres. Claro que ninguém vai querer sofrer danos tão irreparáveis por causa da Ucrânia e Repúbkicas Bálticas e talvez a Polónia.

Toda a gente sabe que o sistema Aegis instalado na Roménia não está lá para defender aquele país da Nato, mas sim para amedrontar Putin quando este concretizar o seu plano de conquista da Ucrânia que é a maior nação não imperialista totalmente instalada na Europa com os seus 603,6 mil km2 menos a pequena porção da Crimeia que he foi retirada e o enclave de Donetsk.

Putin não quer conquistar a Europa, mas refazer territorialmente a antiga URSS que nos tempos o Czar era designada por Lenine como a "prisão de nações", mas quando conquistou o poder tratou de invadir todas essas nações que se tornaram independentes, incluindo a Ucrânia comunista soviética sem obediência a Moscovo. Putin disse que a maior desgraça do Século foi a independência das Repúblicas soviéticas que foram desenhadas por Estaline e eram juridicamente independentes, mas sob o domínio do Partido Comunista da União que em todos mandava. Curiosamente não foram essas repúblicas que se declararam independentes, mas a Rússia que se declarou independente desses territórios, mas queria fazer uma espécie de União Europeia que só conseguiu em parte.

Uma invasão russa da Ucrânia nunca seria feita com armas nucleares, mas com mísseis equipados com explosivos convencionais, aviões e outro material como foi feito contra a Crimeia, Donetsk, Georgia, etc.

O problema para Putin é que a Rússia tem um PIB igual ao da Itália e um orçamento militar semelhante ao da França, pelo que meter-se numa corrida aos armamentos do tipo da guerra fria é condenar-se a uma morte certa e já o povo de Moscovo anda a protestar contra a chamada ditadura de Putin e o seu baixo nível de vida.

 

 

O presidente russo Vladimir Putin mostrou imagens novas de armas avançadas do exército russo, que não existem em mais lugar nenhum do mundo.

A Rússia começou o desenvolvimento de armas estratégicas invulneráveis para os sistemas de defesa antimísseis inimigos, anunciou esta quinta-feira o presidente da Rússia Vladimir Putin, na sua mensagem anual perante as Câmaras da Assembleia Federal.

Segundo a RT, que citou o presidente russo, nenhum país levava a Rússia a sério até que o país desenvolveu sistemas de armas de última geração, mas agora têm a prova de que deveriam começar a fazê-lo.

“Não fizemos segredo dos nossos planos. Sempre falamos deles abertamente para, antes de tudo, chamar os nosso aliados a dialogar. Foi em 2004. Surpreendentemente, apesar de todos os problemas que enfrentamos na economia, finanças, indústria de defesa e no exército, a Rússia permaneceu e permanece como a maior potência nuclear. Ninguém queria falar connosco. Ninguém nos ouvia. Ouçam agora”, afirmou Putin.

O mandatário mostrou imagens de novas e avançadas armas do Exército russo. “Ninguém tem esta classe de armamento no mundo”, apontou o presidente, assinalando que, quando os outros países conseguirem desenvolver um arsenal similar, já Moscovo terá desenvolvido “algo novo”.

Sistema de mísseis Sarmat

Durante o discurso, Putin mostrou imagens do novo sistema de mísseis Sarmat, que não tem limites no que toca ao alcance e capacidade de portar ogivas nucleares.

“Nenhum sistema de defesa antimíssil é impedimento para o Sarmat”, assegurou, agregando que o novo míssil pesa mais de 200 toneladas.

Outro dos mísseis revelados pelo chefe de estado russo é o Avantgard, capaz de alcançar velocidades hipersónicas e manobrar por entre as densas camadas da atmosfera terrestre. O Avantgard será “como um meteorito”, advertiu.

Além disso, também foi iniciado um pequeno sistema energético nuclear com o qual se equiparão os submarinos autónomos e os mísseis de cruzeiro. Com estes dispositivos, os mísseis de cruzeiro serão invulneráveis perante os sistemas de defesa antimísseis e terão um alcance ilimitado.

Sistema Kinzhal

Num dos vídeos, foi também exibido o sistema Kinzhal (Daga). Putin informou que o sistema já entrou em serviço nos aeródromos do Distrito Militar Sul em dezembro do ano passado.

“As características técnicas e de voo do avião portador permitem levar o míssil ao ponto de lançamento numa questão de minutos“, destacou. “Ao mesmo tempo, o míssil que atinge velocidades hipersónicas e supera em 10 vezes a velocidade do som, é possível de manobrar em todas as secções da trajetória de voo”, afirmou Putin.

“Isto permite-lhe superar todos os sistemas existentes e, acredito eu, todas as perspetivas de defesa antimíssil e antiaérea, levando as cargas convencionais e nucleares até 2.000 quilómetros de distância”, detalhou.

Veículo submarino não tripulado

Putin anunciou também a criação de um veículo submarino não tripulado para grandes profundidades e distâncias intercontinentais. “A sua velocidade supera várias vezes a dos submarinos e torpedos mais rápidos. É fantástico”, sublinhou o presidente.

Nas fronteiras da Rússia, criou-se uma “área de radio-localização única com um sistema de alerta de ataque com mísseis”.

Assim, Putin detalhou que 80 novos mísseis balísticos intercontinentais entraram ao serviços em diferentes ramos das Forças Armadas russas. Enquanto que 12 divisões de mísseis estratégicos do Exército foram equipadas com os mísseis balísticos intercontinentais Yars.

Por outro lado, o presidente russo fez questão de esclarecer que o “crescente potencial militar da Rússia não ameaça ninguém“: “O poderio militar russo é uma firme garantia da paz no nosso planeta, porque este poder mantém e continuará a manter um equilíbrio estratégico e um balanço de orças no mundo, o que continua a ser um fator chave da segurança internacional desde a II Guerra Mundial até hoje”, ressaltou Putin.

Todos estes trabalhos realizam-se “no marco dos acordos vigentes no âmbito do controlo do armamento. Não violamos nada, concluiu o presidente.

 

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por DD às 22:46



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