20.11.25
Franco Morreu há 50 Anos
DD
Franco, o maior assassino de sempre da PENÍNSULA ibérica morreu há 50 anos sem deixar saudades.
Ele não planeou o "alzamiento", revolta militar contra a democracia da República Espanhola. Conseguiu que todos os seus comparsas morressem antes de chegar ao poder e todos os oficiais que não estiverem com ele logo no início. Primeiro morreu o verdadeiro líder da revolta, o general Sanjurno, num desastre pouco explicado perto da praia do Guincho, depois noutro desastre aéreo morre o diretor da revolta, general Mola e sucessivamente todos os generais importantes. Franco estava nas Canárias quando começou a revolta alugou um avião particular na Grã-Bretanhe que passou por Portugal para o ir buscar às Canárias e levar a Tetuan onde estava o exército espanhol de África, o único que não estava em vias de ser derrotado pelo povo de Madrid, Barcelona e outras cidades. Ao aterrar na base aérea de Tetuan disseram-lhe que os oficiais da força aérea não estavam com a revolta, incluindo o seu primo direto. Franco ordenou imediatamente que todos fossem fuzilados sem julgamento ou acusação quando não eram os criminosos contra a Constituição Espanhola e ordem estabelecida, sendo antes o próprio Franco. Não tendo apoio na marinha de guerra não conseguia transferir para a Península as tropas espanholas e marroquinas do exército de África, pelo que pediu a ajuda de Hitler e Mussolini para transportar de avião os primeiros contingentes que se apoderaram de Sevilha com uma matança total dos habitantes dos bairros operários da capital andaluza. Depois com apoio da marinha italiana desembarcou as tropas africanas no continente e avançou até Madrid onde esbarrou com a resistência das milícias operárias. Nunca conseguiu conquistar a capital espanhola apesar de ter pedido a Hitler para bombardear os operários de Madrid e a célebre cidade de Guernica. Vieram entretanto tropas fascistas de Mussolini e nazis de Hitler que formou uma legião para conquistar o poder para o assassino Franco que negociou a entrega da Ilha de Ibiza à Itália e das minas do País Basco à Alemanha nazi, Para chegar ao poder, Franco esteve disposto a vender parcelas da pátria. As suas tropas assassinaram todos os sindicalistas, socialistas, comunistas, republicanos de esquerda e a élite intelectual da Espanha. Os primeiros bombardeiros nazis bombardearam Madrid às ordens de um facínora que manda destruir a sua pátria para chegar a ditador.
Depois de assassinar quase todos os democratas e esquerdistas, Franco conquista o poder com a Pátria destruída.
No poder fechou as suas fronteiras, impedindo depois de 1945 o turismo. Aflito, sem divisas nem indústria exportadora, Franco foi pedir uns dólares aos americanos e negociou a venda da Pátria às forças americanas, cedendo uma base em Terragona perto de Madrid e outra na zona de Cádiz que serviram para os aviões que reabasteciam os bombardeiro B 29 e B 52 que com bombas atómicas que voavam todos os dias dos EUA até perto das fronteiras com a União Soviética para a eliminar se um presidente americano ordenasse. Uma vez um bombardeiro chocou com o avião reabastecedor e deixou cair 3 bombas termonucleares nas águas perto de uma praia. Não explodiram porque tinham um dispositivo de segurança, mas levaram imenso tempo para apanhar aterceira bomba. Os EUA passaram a pagar em dólares e emprestar dinheiro, obrigando contudo o facínora a acabar com um sistema de licenciamento em que para qualquer atividade, mesmo a venda de lotaria e jornais na rua, era preciso uma licença especial que implicava a obtenção de uma carta de bom compartamento do pároco católico da aldeia ou bairro onde o requerente vivia e outra do partido Fascista Falange, cujo fundador foi indiretamente assassinado por Franco ao recusar trocá-lo pela filha do presidente republicano Azana. durante a guerra civil. Franco levou 12 anos a perceber que o turismo dava dinheiro e acabou por abrir as fronteiras por onde entraram imensos turistas franceses que começaram por se instalar em centenas de parques de campismo que conheci quando percorri toda a Espanha com o meu pai no seu Ford Perfect primeiro e depois no Carocha familiar.
No anos 50 eu ganhei dinheiro a contrabandear Pencilina que comprava no laboratório em que trabalhava um primo e levava a Madrid para vender diretamente a médicos a troco de pesetas. Depois com os amigos passávamos umas férias na borga e comprava livros e tudo o que estava à venda nas lojas. Era um grande favor que praticávamos aos espanhóis que não podiam comprar antibióticos porque não havia divisas.
Enfim, Franco foi a cara da morte de mais de meio milhão de espanhóis para se sentar nas cadeiras do poder.
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Na Península e, talvez, ma Europa Franco foi o primeiro a utilizar mão de obra imigrante, pois durante muito tempo a sua guarda pessoal era consituída por soldados marroquinos que vestiam os seus trajes tradicionais.
Foto: Guarda pessoal marroquina do ditador Franco.