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Guerra, Estratégia e Armas



Segunda-feira, 01.10.18

Erdogan obriga Putin a Recuar

 

 

 

 

Apesar de Putin manter “boas” relações com o presidente Erdogan da Turquia, a realidade é que os turcos obrigaram-no a recuar no seu plano de promover a conquista da cidade e província de Idlib pela tropas de Assad e do Irão que lutam lado a lado.

Putin mostrou que não é pessoa de confiança e com a idade está a tornar-se pior. A Rússia inventou e assinou com todos os intervenientes no conflito sírio um Tratado contra a Escalada do Conflito em que ninguém faria algo para agravar a situação. Mesmo assim, ajudou Assad a reconquistar a região de Guta Oriental com a ajuda de milícias libanesas, iranianas, paquistanesas e outras sob a proteção sem oposição da força aérea russa.

Putin, como escrevi antes, queria que Idlib fosse conquistada e os seus dois a três milhões de refugiados, incluindo todos os djihadistas que sobreviveram passassem através da Turquia para a Europa.

Saliente-se que a província de Idlib que tinha cerca de um milhão de habitantes, mas que fugiram ou foram mortos muitos, não tem acesso ao mar, pelo que só havia duas alternativas: passar pela Turquia ou serem assassinados.

Putin prometeu fornecer aos turcos uns mísseis antiaéreos de grande alcance para substituir os “Patriot” que os alemães lá instalaram e querem retirar ou já retiraram. Entretanto, Trump está disposto a fornecer “Patriot” aos turcos para defenderem o seu espaço aéreo.

Putin julgava que os turcos iriam aceitar 3 milhões de refugiados no seu território e a Europa também ou ficar com o peso na consciência de ter contribuído para um holocausto.

Diz a imprensa internacional que Erdogan teria dito a Lavrov, o ministro dos estrangeiros russo, que não é maluco nem brinca com o fogo e para evitar a conquista de Idlib começou a fornecer armas ao Exército Sírio de Libertação, incluindo tanques e artilharia pesada, colocando os seus F-16 a patrulharem a zona. Aceitou, contudo, um corredor desmilitarizado em torno da província de Idlib e está a fornecer alimentos e bens de consumo. De resto, a província de Idlib é a zona mais fértil da Síria

Enquanto isso, Israel tem estado a bombardear alvos iranianos no sul da Síria para evitar a instalação de um poderoso exército iraniano com milhares de mísseis e roquetes a juntar a outros tantos das milícias libanesas do Hezbolah.

Erdogan salvou Putin de cometer a maior asneira da sua vida e criar uma tensão na Europa que nunca mais poderia ser reposta. Toda a gente diz que Putin estará a sofrer de alguma patologia mental ou meteu-se em assuntos e zonas que não entende, parecendo que quer fazer promover a vitória do partido nazi alemão nas próximas eleições, agora que a Merkel está praticamente de saída. Aparentemente não leu a história da URSS.

A população de Idlib prefere ficar numa espécie de protetorado turco desde que viva em paz e muitos habitantes estão já reconstruir as casas que a força aérea russa destruiu. Quase toda a gente preferia a proteção da Europa, mas a Alemanha e outras nações não se querem meter no conflito e acham que a Turquia pode e deve ser a potência mandatária da região porque o quase ditador Erdogan pode ser feroz, mas não dá a ideia de ter enlouquecido.

Saliente-se ainda que os chineses ofereceram tropas a Assad para conquistar Idlib, mas parece que ainda não chegaram e se chegarem podem entrar em combate com forças aéreas de todos os países europeus, Turquia, Israel e até com os EUA.

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por DD às 22:46



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