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Guerra, Estratégia e Armas



Domingo, 19.06.16

Drone Global Hawk RQ 4A-B

 

O drone “Global Hawk RQ-4A” é uma das mais fantásticas máquinas concebidas pelo cérebro humano. Trata-se de um avião de reconhecimento sem piloto que pode levantar voo na Florida e voar até ao Afeganistão e Iraque para fotografar o terreno, detetar a presença de radares e outros equipamentos eletrónicos em terra e regressar à base na Florida. Terá percorrido uns 22 mil km e atingido uma altitude de 20 mil metros.

O voo é totalmente sem piloto, incluindo descolar e aterrar. A aeronave obedece aos parâmetros da missão gravados no seu computador de bordo, os quais podem prever alterações na rota para eventual disfarce e comando direto a partir dos monitores instalados na base.

No caso de o “Global Hawk” aterrar numa base nas proximidades do local da missão de vigilância e controle poderá fazer voos de 30 horas em observação permanente e detetar qualquer veículo ou pessoa no terreno, reconhecendo a marca e até ler um jornal aberto por alguém sentado à porta de casa. Para uma melhor observação pode descer aos 3 a 5 mil metros de altitude e fazer um zumbido contínuo e enervante para quem está em baixo que não sabe se é uma aeronave armada com os célebres mísseis de precisão “Hellfire” ou desarmada. Em princípio o “Global Hawk poderia levar armas, mas não é o ataque o seu principal objetivo e se for levará uns pequenos drones lançadores dos tais mísseis que receberam os parâmetros de um determinado alvo, dado que, no fundo, a descoberta das coordenadas de um alvo militar é a principal missão do “Glibal Hawk”.

A altitude de voo é de 20 mil metros, sendo a velocidade de cruzeiro da ordem dos 575 km/h e velocidade máxima de 630 km/h. Parece pouco, mas a observação perfeito do que se passa no terreno não permite velocidades superiores e a maior parte dos mísseis antiaéreos têm muita dificuldade em atingir um alvo a essa altitude.

Para além das câmaras de vídeo de banda larga que transmitem à base tudo o que veem, a aeronave transporte o novo sistema SIGINT para detetar a grande altitude todos os sinais eletrónicos emitidos por radares voadores e ou terrestres, comunicações eletrónicas, etc., desenvolvido pela empresa construtora do drone, a Northrop Grumman.

A aeronave nem é nova, dado que começou a voar em 2006 no maior secretismo, estando agora na versão 4A-B a que se seguirão outras que possam atingir velocidades superiores se for necessário, o que não deve ser o caso, dado que durante todo o voo o veículo aéreo não emitirá qualquer sinal, salvo em caso de alarme em que transmitirá a presença próxima de um avião que não deverá ser civil dado que estes voam apenas a uns 9 mil metros de altitude.

O “Global Hawk” R (reconhecimento) Q 4A-B (modelo de produção) faz parte de uma vasta panóplia de drones que os EUA possuem, sendo muitos de combate, e que já fizeram vários milhões de horas de voo dos quais se salientam os “Predator” e “Reaper” e “Sentinell” entre outros que já operam em missões bélicas ou estão a sair das linhas de montagem e serão descritos em artigo posteriores.

A unidade básica comporta 4 aeronaves com plataformas de comunicação, radar, manutenção, etc. Em 2014, já mais de 12 mil homens da Força Aérea americana estavam em serviço nas bases dos aviões não tripulados e outros tantios do exército e da marinha americana.

Segundo os estrategas do Pentágono, o F-35 que está a equipar as forças americanas será o último avião tripulado, dado que os drones são mais baratos, principalmente os pequenos e não colocam vidas americanas em risco, mas podem causar a morte de muita gente, mas não tanta como os aviões tripulados.

O essencial do combate com drone é a precisão porque usam como arma principal o míssil guiado “Hellfire”, cuja carga explosiva ronda os 9 kg, portanto, suficiente para destruir viaturas com tropas e comandos à porta de casa, mas já não bunkers e habitações protegidas por fortes placas de cimento.

No tipo de combate travado no Iraque, Afeganistão e Síria não interessa destruir habitações. Os americanos deixam essa tarefa aos incapazes aviões de Assad e da Rússia. O principal é evitar qualquer concentração de tropas jihadistas no terreno e destruir os seus postos de controlo nas estradas, o que tem sido feito pelos drones de combate e atacar o inimigo psicologicamente com o enervante zumbido do drone, cujo nome em inglês significa abelha macho.

O Global Hawk tem 14,5 metros de comprimento e 39,9 de envergadura, pesando em vazio sem combustível 6.781 kg e o seu peso máximo é de 14.628 kg. Leva um peso em combustível superior ao da aeronave vazia.

O seu custo é enorme, ou seja, 131,4 milhões de dólares, mas para os americanos compensa porque é muito menos que um F-35 ou um B-1 e nunca se perde um piloto, já que um só morto é demais para os EUA.

Para além disso, no Mundo globalizado, o fabrico deste tipo de armas com sensores complicados permite manter trabalhadores muito bem pagos a trabalharem e uma engenharia desenvolvimento ativa sem a concorrência de países esclavagistas como a China Comunista que nada pagam aos seus trabalhadores e assim fornecem a preços baixíssimos o material civil que os americanos podem comprar com os salários mais elevados do Mundo.

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por DD às 22:17


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