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Guerra, Estratégia e Armas



Sábado, 02.05.15

Dieter Dellinger: A Rússia prepara-se para a Guerra

 

 

T 14 Armata 

 

A Rússia prepara-se ativamente para a guerra.

Já demonstrou a eficácia dos seus mísseis antiaéreos BUK ao abater um avião malaio. Agora mostrou o seu novo supertanque T-14 que diz ser superior aos tanques ocidentais que datam dos anos setenta e oitenta do século passado. Para além disso, estão a chegar ao Mediterrâneo navios de guerra russos e chineses para realizarem manobras conjuntas que são uma provocação à Europa enfraquecida e desunida pela estúpido política da Alemanha e um perigo para a navegação intensa num mar fechado de dimensões reduzidas em que uma esquadra em manobras acabará sempre por entrar em águas territoriais de alguma das nações mediterrânicas.

O tanque T 14 denominado “Armata” baseia-se numa plataforma blindada com o mesmo motor, suspensão e tração para um tanque de combate, um canhão blindado auto propulsionado, um blindado de transporte de pessoal, um blindado de recuperação de tanques avariados, um blindado de comando, etc.

Na sua versão principal de tanque principal de combate está armado com uma peça de 125 mm e um lança-mísseis antitanques com um alcance preciso de 5 mil metros. A característica mais inovadora deste tanque será a ausência de pessoal na torre e, como tal, nas operações de disparo e carregamento da peça que serão feitas por controle remoto a partir da guarnição instalada numa cápsula blindada no posto de direção do tanque. Por isso, poderá levar apenas dois a três operadores.

A Rússia tenciona construir 2.300 tanques T 14 ate 2020. Só a fábrica Uralvagonzavod deverá produzir 500 unidades por ano.

Segundo o tenente-general Kovalenko, o T 14 é uma versão melhorada do protótipo T 95 com simplificação da estrutura e equipamentos e menor peso. É pois um tanque perfeitamente adequada a qualquer teatro de combate, mas menos radical que o T 95 e, como tal, mais barato e melhor para uma produção em série. A blindagem é feita numa nova liga de aço mais leve e que não perde qualidades em temperaturas extremamente baixas , o que denota o interesse russo na militarização das suas zonas árticas sem que se saiba para quê, já que a abundância de petróleo e gás natural, além do novo combustível alemão sintético e.Diesel estão a tornar pouco interessantes as explorações dos recursos subterrâneos e submarinos polares.

É pois um tanque de 57 toneladas que deverá custar uns 400 milhões de rublos por unidade ou cerca de 7,4 milhões de dólares. Para chegar às 2.300 unidades, os russos terão de gastar 126 mil milhões de euros ou dólares, pelo que não é certo que venha a dotar o seu exército deste número de tanques T 14 até 2020, a não ser que estejam mesmo dispostos a conquistarem a Ucrânia e impor a sua vontade à antigas repúblicas da Ásia Soviética.

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por DD às 18:01


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