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Guerra, Estratégia e Armas



Sexta-feira, 26.02.16

A Derrota Russa na Síria

 

O poderoso SU-24M abatido por um "baratinho" F-16 turco quando voava acompanhado por outro caça igual que não soube reagir, apesar dos seus muitos mísseis..

 

 

Aparentemente chegou-se a um acordo de cessar-fogo na Síria que não inclui o Daesh e Al Qaeda local, mas envolve russos, iranianos e libaneses do Hezbollah ao serviço do ditador dinástico Assad e o Exército Livre da Síria, um verdadeiro émulo do que foi em Portugal o Movimento das Forças Armadas
A Rússia parece ter desistido rapidamente por estar a mostrar na Síria todas as fragilidades da sua força aérea e já saiu derrotada na Síria, mesmo que consiga os seus objetivos por ausência dos americanos e europeus. Os seus três mil homens de forças especiais armados com uma poderosa artilharia de longa alcance e tanques moderno não conseguiram conquistar Alepo destruída por centenas de ações de bombardeamento realizadas pelos poderosos caça bombardeiros Su-34 que levavam em cada missão 42 bombas de 250 kg de queda indiscriminada..
A Federação Russa saiu derrotada, apesar de ter assassinado centenas de milhares de sírios e provocado o êxodo de grande parte da população da maior cidade do país, Alepo, e de muitas vilas e pequenas cidades que estavam e estão em parte sob o controle do Exército Livre.


As causas da quase derrota russa foram:


Primeiro: a utilização de tapetes de bombas “estúpidas”, ou seja, de fragmentação lançadas, sem sistemas de orientação inteligentes, indiscriminadamente sobre alvo civis ou militares, matando crianças e civis de ambos os sexos e destruindo prédios de habitação, mesquitas, hospitais de um povo que não atacou a Rússia de Putin e, simplesmente, começou a fazer o que fizeram os portugueses no dia 25 de Abril de 1974. Também muitos sírios vieram para a rua aplaudir a revolta de parte do exército contra o sanguinário ditador dinástico.
Os russos bombardeavam com os seus SU-34 de três em três horas sem atingirem alvos militares, a não ser alguns campos de treino, utilizando bombas estúpidas. A arma estúpida ou burra é um prolongamento do soldado (força armada) estúpido que, por sua vez, tenta realizar por outros meios a política de dirigentes estúpidos que não conhecem a história e não sabem como foi estúpida a batalha de Verdun iniciada há um século.


Segundo: os pilotos russos mostram pouca prática e viu-se que um F-16 turco conseguiu abater um poderoso caça SU-24M que vinha acompanhado por outro igual..
O F16 é um avião concebido em 1974, sendo o mais tão baratinho que há e é utilizado não só por turcos como pela Força Aérea Portuguesa e de todos os países mais pobres e aliados dos EUA. Só tem um motor, enquanto SU-24M tem dois, mede 15 m de comprimento contra os 22,5 do russo, 9 metros de envergadura contra 17 do russo que voa com asas de geometria variável e atinge uma velocidade muito superior de quase dois mil km/h.


Terceiro: na sequência da destruição de Alepo, as forças ao serviço de Assad lançaram um grande ataque com blindados para conquistarem rapidamente Alepo e foram surpreendidas pelos mísseis Tow guiados por um fio e muito antigos que destruíram dezenas de tanques e blindados russos de transporte de tropas, levando a ofensiva a parar. O Tow é um míssel anti-tanque muito antigos que o exército português também possui, mas muito eficiente porque destrói quase todos os blindados, excepto, talvez, os poderosos e pesadíssimos T-90 russos. Continuar a batalha com infantaria no meio de bairros de prédios de cimento destruídos seria um suicídio porque as tropas de Assad não possuem o fanatismo dos combatentes do Califado Islâmico. Seria uma espécie de batalha de “Estalingrado” em que os russos ou saiam derrotados ou teriam de enviar rapidamente 100 a 200 mil homens, algo que o povo russo não compreendia porque ninguém se sente obrigado a morrer por um ditador de meia tigela e assassino como Bashar Al-Assad.


Quarto: Os mísseis de cruzeiro modernos dos russos, Kalibr-NK de longo alcance, disparados de navios no Mar Cáspio mostraram pouca pontaria. Um ou mais caiu no Irão e os outros poucos efeitos militares produziram porque os djihadistas não têm concentrações de tropas e grandes instalações militares, já que estão sempre a ser sobrevoados por drones americanos e atacados por aviões F-15 dos EUA e Rafale da França. Os mísseis Kalibr-NK são perigosos com ogivas nucleares e criaram receios no Irão, Turcomenistão, Arménia e outros países da antiga URSS que têm costas no Mar Cáspio ou que estão nas proximidades, incluindo a Turquia.
Os EUA não reagiram às intervenções russas e a Europa também não porque viram forças russas muito frágeis, mas agora interessa é criar uma solução que faça regressar os refugiados sírio ao seu País e ajudar a reconstruir, o que será sempre mais barato do que prosseguir numa guerra. Até porque os djihadistas estão enfraquecidos por serem muito batidos pelos curdos, mesmo divididos em facções e não muito fiáveis para o Ocidente em termos bélicos e as extraordinárias bombas inteligentes dos Ocidente não deixam os combatentes islâmicos deslocarem e concentrarem-se para alguma ataque.

 

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por DD às 22:36


1 comentário

De MOHAMED a 24.04.2016 às 05:16

ISSO EU JÁ SABIA, RUSSO É TUDO FROUXO
SPIRIA NÃO GANHA UMA BATALHA, O EL SE RETIRA DE ONDE NÃO IMPOSTA MAIS

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