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Guerra, Estratégia e Armas


Terça-feira, 25.04.17

Dieter Dellinger: Perigo para a China em Caso de Guerra na Coreia

 

 

 

Na costa oeste da Coreia da do Norte que dá para a gigantesca China há uma pequena península que se prolonga ao longo da costa chinesa.

Aí, o ditador Kim instalou os silos dos mísseis intercontinentais "Taepong 2" que poderão ter ou vir a ter ogivas termonucleares..

O inacreditável disto é a China permitir este violento atentado à sua segurança e soberania, mesmo vinda de um "aliado".

As nações nunca são "aliadas". Determinados partidos ou detentores do poder político é que são enquanto os seus homens viverem nos palácios presidenciais, Neste caso, o ditador Kim.

A imprudência da China é enorme porque a Coreia do Norte ainda está oficialmente em guerra com a Coreia do Sul e com os EUA, tendo assinado apenas um armistício e não algum tratado de paz em mais de sessenta anos desde que terminou a guerra da Coreia.

Como podem os chineses tolerar tal coisa?

Já do lado leste, os silos dos mísseis norte coreanos estão mais distantes da fronteira com a Rússia que, de resto, é só de uns 30 km.

Em caso de ataque norte-americano aos silos dos mísseis norte-coreanos, o território chinês pode ser atingido e não interessa à China responder e entrar em guerra com o Ocidente por duas razões: primeiro porque não ganharia nada, antes pelo contrário, e segundo porque perdia o imenso mercado de exportações para os EUA, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia, União Europeia e outros países aliados ao Ocidente.

Numa situação de guerra não há transações comerciais e as muitas comunidades chinesas residentes em dezenas de países ricos seriam expulsas.

 

 

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por DD às 23:41

Terça-feira, 25.04.17

Dieter Dellinger: O Inimigo Ideal dos EUA

 

Para os belicistas americanos, a Coreia do Norte é o inimigo ideal.

Tem 25 milhões de habitantes (ca. 8% da população americana) e 120 mil km2 (ca. 20% mais que Portugal) e um PIB baixíssimo e muito inferior ao português. Enquanto a Coreia do Sul tem 50 milhões de habitantes e é a nação mais rica da Ásia depois do Japão, sem contar com o minúsculo Brunei.

A Coreia do Norte está a armar-se com mísseis balísticos e terá umas 20 ogivas nucleares ou poderá vir a ter dentro de pouco tempo.

Os americanos têm trabalhado muito nas últimas décadas em mísseis para abater outros mísseis, sejam balísticos ou não, o que tem irritado russos e chineses, duas potências com as quais os EUA não poderão entrar em conflito, dado o tamanho, população e armamento, tendo sido sempre obrigados a conter

os seus impetos e chegar a acordos de redução de mísseis balísticos, ogivas e não entrar naquilo que chegou a chamar-se "guerra das estrelas" que nunca foi para a frente.

Agora, a Coreia do Norte dá essa oportunidade aos EUA e ao Japão, cujo PM Abes quer alterar a Constituição que é demasiado pacifista e não permite ter grandes forças armadas e intervir em qualquer conflito, salvo em legítima defesa. Mesmo assim, o Japão possui forças muito modernas e eficazes, apesar de relativamente pequenas.

Por enquanto, ninguém teme os mísseis balísticos norte coreanos, mas há a certeza que poderão vir a conseguir fabricá-los em alguns anos ter uma ou duas centenas equipados com ogivas termonucleares que poderiam originar uma guerra assimétrica em que a potência mais fraca impõe a sua vontade por ter armas terríveis e ser mais descarada.

O maior perigo, segundo os EUA, é a disseminação de armas nucleares por via da sua venda a vários países. Os norte-coreanos em vez de venderem os carros KIA, Hyunday, etc. podem vender bombas de hidrogénio e mísseis a países como o Irão que podem pagar bem em petróleo. De resto, isso já é feito, mas com mísseis não nucleares, por enquanto. Israel pode ser arrasado com os seus 20 mil km2 (tamanho inferior ao Alentejo).

De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Coreia do Norte tem o quinto maior exército do mundo, com uma população de militares estimada em 1,21 milhão, com cerca de 20% dos homens situados na faixa de 17 a 54 anos de idade nas forças armadas regulares que, em caso de guerra, farão muita falta à produção de alimentos e bens civis e militares.

A Coreia do Norte tem a maior percentagem de pessoas militares per capita da população inteira, com aproximadamente 1 soldado alistado para 25 cidadãos norte-coreanos.[

A estratégia militar é designada para inserção de agentes e sabotagem atrás de linhas inimigas durante uma guerra, com grande parte das forças da Coreia do Sul estacionadas ao longo da altamente fortificada Zona Desmilitarizada da Coreia.

O Exército Popular da Coreia opera uma grande quantidade de equipamentos, incluindo 4 060 tanques de guerra, 2 500 VBTPs, 17 900 peças de artilharia (incl. morteiros), 11 000 armas aéreas de defesa da Força Terrestre; pelo menos 915 navios da Marinha e 1 748 aviões da Força Aérea, bem como cerca de 10 000 MANPADS e mísseis antitanques, mas quase tudo de baixo nível técnico e até antiquado.

A Coreia do Sul diz, por sua vez, que possui forças especiais altamente treinadas com material supermoderno para atacar a capital do Norte, Pyongpiang, e prender o ditador, o que obrigará o Norte a manter poderosas forças de infantaria e blindadas na sua capital.

O equipamento é uma mistura de veículos da Segunda Guerra Mundial e pequenas armas, altamente proliferadas da tecnologia da Guerra Fria, e algumas (poucas) modernas armas soviéticas. De acordo com os meios de informação oficiais norte-coreana, os gastos militares para 2009 são 15,8% do Produto Interno Bruto.

A Coreia do Norte possui programas de armas nucleares e de mísseis balísticos o que motivou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a aprovarem as resoluções 1695 de julho de 2006, 1718 de outubro de 2006 e 1874 de junho de 2009, para verificações e precauções com a realização de testes nucleares e de mísseis.

O país provavelmente tem material físsil para até 9 armas nucleares e tem a capacidade de implantar ogivas nucleares em mísseis balísticos de médio alcance.

A Coreia do Norte também vende seus mísseis e equipamentos militares para o exterior.

Em abril de 2009 as Nações Unidas chamaram a Corporação de Vendas de Minas da Coreia ( KOMID) como o negociante primário de armas da Coreia do Norte e principal exportador de equipamentos relacionados a mísseis balísticos e armas convencionais. A ONU também chamou a Ryonbong coreana de ajudante das vendas militares norte-coreanas.

Em 6 de outubro de 2009, a Coreia do Norte anunciou que estava pronta para retomar o seu centro nuclear em Yongbyon, embora o alto-escalão do governo anunciassem que o país ainda mantém em aberto a possibilidade de desarmamento nuclear, porém apenas depois dos Estados Unidos concordarem em conduzir conversas diretas com a Coreia.

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por DD às 23:20

Terça-feira, 03.01.17

Dieter Dellinger: A Noite em que Putin Chorou

 

Os soviéticos desenvolveram há décadas vários mísseis supersónicos contra navios que resolveram agora utiliza-los a partir de plataformas móveis terrestres e fabricar uma versão de exportação não muito fiável que têm fornecido à Índia, Indonésia e outros países. A Síria recebeu em 2010 setenta e duas unidades do Modelo Yakhount/Bastion que não preocuparam muito os israelitas porque nem sabiam em que mãos estavam e não tinham radar de pontaria.

Mas, em Maio de 2013, os russos colocaram umas dezenas desses mísseis na sua versão mais moderna com um radar melhorado na sua base de Latáquia na costa da Síria.

São mísseis que alcançam velocidade de 3 mil km/h e distâncias de 300 a 600 km conforme voam rente ao solo ou em altitude onde são mais vulneráveis aos mísseis antimísseis. Os israelitas quiseram mostrar a Putin que a Rússia não é uma superpotência e não havendo alvos militares na Síria para a pequena bomba de 250 kg de explosivo convencional seriam um perigo para Israel.

Por isso, na noite do dia 5 Julho de 2013, meios aéreos israelitas destruíram esses mísseis com tal energia que Putin teve vergonha em protestar e ninguém sabe se o ataque foi feito pelos poderosos drones israelitas ou por aviões e nem sequer de onde vieram, mais presumível foi que tivessem voado do mar. Putin terá chorado de raiva.

Em 5 minutos deram cabo de todo o stock russo desses mísseis que custam mais 3 milhões de dólares cada um. Qualquer alvo que não seja um silo de míssil ou mísseis antiaéreos vale menos que o custo do míssil atacante. Uma bomba de 250 kg pode fazer grandes estragos num prédio, mas o mesmo custa menos que os 3 milhões do míssil.

Isso levou os russos a colocarem na base os seus mísseis antiaéreos S-500, S-400 e S-300 muito bons para atacar alvos aéreos em altitude, mas de pouco préstimo para serem lançados contra drones a voarem a 10 ou 20 metros do solo.

Os russos queriam criar perto de Alleppo uma bolha de denegação de voos de ataque por parte da marinha americana, mas esqueceram-se de Israel com os seus 20 mil km2 (menos de ¼ de Portugal) não se pode dar ao luxo de ter mísseis poderosos que alcancem as suas três cidades. Mesmo com cargas explosivas de 250 kg, uma centena desses mísseis representa 25 toneladas explosivas capazes de matar muito civis, mas não a aviação e outros meios militares israelitas que estão em hangares subterrâneos bem à prova de bombas tão pequenas. Também contra forças djihadistas dispersas esses mísseis poucos danos podem provocar, já que foram concebidos para atacarem navios ou lançarem ogivas nucleares de pequena dimensão e todos têm cargas nucleares que vão de 10% do poder da bomba de Hiroshima até 10 vezes mais. As mais pequenas podem destruir um aeroporto ou alguns batalhões de tanques ou artilharia e infantaria se não estiverem dispersos numa área de muitos km2.

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por DD às 18:33

Quinta-feira, 01.09.16

Os Tanques Turcos

 

 Sabra – M60

Nas fotos vemos muitos tanques turcos que entraram na Síria onde estão a sofrer uma resistência muito forte da parte do Daesh depois de conquistarem a cidade fronteiriça de Dscharablus. Os djihadistas possuem uma grande quantidade de lançadores de granadas anti-tanques RPG 7 que disparam a curta distância porque não se importam de morrer e aquilo a 10 ou 20 metros de distância é letal para qualquer blindado, acertando sempre.

Em princípio a Turquia possui 4243 tanques, mas é provável que uma grande parte dos 2576 tanques de origem americana e modelo M-48 A5 tenham já ido para o ferro velho dado terem em geral mais de 50 anos.

Por isso, o modelo que os turcos possuem em maior quantidade são os 658 Sabra que são do modelo americano M 60 completamente transformado pelos israelitas com blindagem adicional, novos motores e novo armamento, etc. Praticamente são tanques novos, como dizem os israelitas, mas ainda mantêm 254 M 60 originais que deverão estar em parte desativados ou à espera de uma renovação completa.

Para além disso, os turcos têm 354 Leopard 2 A4 alemães comprados em segunda mão ao exército germânicos e 397 Leopard 1 A3/A4 também dos stocks alemães.

Os turcos fizeram um acordo com a Coreia do Sul para fabricarem 1.000 tanques do modelo coreano K2 equipados com o motor alemão MTU também fabricado sob licença na Turquia e o canhão Rheinstahl 125 mm. Já têm 4 unidades que receberam o nome de Altay e a produção em série já começou e vai prolongar-se por alguns anos.

 

 

Tanque Leopard 1

 

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por DD às 19:12

Sábado, 27.08.16

Dieter Dellinger: Ucrânia - 25 Anos de Independência

 

 

A Ucrânia festejou há dois dias os seus 25 anos de independência depois de um longo período de domínio e até escravidão de uma parte da população e dos famosos genocídios de 1930 a 1938.

Recordo que há muitas décadas atrás, publiquei um artigo no Diário de Notícias em que dizia que a independência de S. Tomé e Príncipe é o fim da União Soviética. Muita gente achou que estava doido, mas eu não me referia a qualquer relação entre as duas nações, mas sim ao princípio estabelecido a nível mundial de que os povos querem ser independentes, sejam grandes ou pequenos e mal sabia ainda que nações fictícias como a Jugoslávia e a Tcheco-Eslováquia se iriam também partir em unidades correspondentes aos povos que as compõem.

A Ucrânia é a maior nação europeia, na medida em que a Federação Russa, é maioritariamente asiática sob o ponto de vista geográfico. Após a perda da Crimeia, a Ucrânia ainda abrange uma área com 577 mil km2, o que é praticamente o tamanho da Península Ibérica e contém cerca de 45 milhões de habitantes, sendo rica em terras agrícolas, minas de carvão e muita indústria que tem atravessado uma crise pela chantagem contínua perpetrada pela Federação Russa quanto ao fornecimento de petróleo e devido à imprevidência soviética, a gigantesca central nuclear de Tchernobil não pode fornecer a energia elétrica que o país necessita.

Teoricamente, a Ucrânia teria vantagens em associar-se à Rússia, mas não há ninguém na população ucraniana que não tenha um antepassado assassinado pelo estalinismo nos dois grandes genocídios de 1930-1934 e 1930-1938.

Para financiar a industrialização da URSS, Estaline apoderou-se dos cereais ucranianos e exportou-os em grande parte para a Alemanha, a fim de pagar as modernas máquinas e altos-fornos da nova indústria produtora de aço e de produtos metalúrgicos. Os camponeses ucranianos morreram à fome em grande quantidade e milhões foram deportados para a Sibéria.

Há anos, o parlamento russo (Duma) reconheceu oficialmente o monstruoso crime e aprovou um pedido de desculpa e solidariedade eterna. As desculpas foram aceites, mas a solidariedade ficou nas gavetas, apesar dos ucranianos terem cometido o “erro” de entregarem os 1272 mísseis nucleares que tinham no seu território aos russos e que alguns foram fabricados na própria Ucrânia e, naturalmente, com muitos recursos económicos ucranianos. Entre esses mísseis, contavam-se 130 intercontinentais com 6 ogivas termonucleares cada e que poderiam atingir qualquer ponto do Globo.

Os ucranianos quiseram mostrar aos russos que pretendiam uma independência pacífica sem qualquer perigo para os russos. A entrega foi feita ao abrigo do Memorando de Budapeste assinado a 5 de Dezembro de 1994 entre a Rússia e Ucrânia com as restantes potências nucleares na qualidade de garantes do cumprimento do mesmo que previa o não ataque à Ucrânia direta ou indiretamente por parte de qualquer nação do Mundo, visando-se aqui principalmente a Rússia que não cumpriu e conquistou a Crimeia e instalou com as suas forças disfarçadas de insurgentes a República de Donetsk na fronteira entre os dois países.

Foi um erro colossal. Hoje em dia, a independência de qualquer nação do Mundo baseia-se na posse de armamento nuclear ou numa aliança com potências que possuam esse armamento. Vê-se hoje como a China se está a expandir para as águas das Filipinas, Vietname, Tailândia e ouros países sem armamento nuclear e não integrados numa aliança tipo Nato com outras nações.

Uma Ucrânia com os tais 1230 mísseis receberia o gás russo quase de graça e Putin nunca se teria atrevido a conquistar a Crimeia e a chamada República de Donetsk e expulsar dali todos os ucranianos, roubando-lhes as casas, móveis, carros, contas bancárias, etc.

A Ucrânia entrou em crise porque as suas fábricas de aviões (Antonov), mísseis e ogivas nucleares fecharam e até foram desmanteladas, tendo muito ucranianos emigrado. Em Portugal estarão uns 40 mil ucranianos, segundo o SEF.

Conheço um engenheiro a viver em Portugal que trabalhou numa fábrica ucraniana de ogivas nucleares e disse-me que Putin brinca com o fogo, pois já no tempo dele se faziam experiências de enriquecimento de urânio em U-235 para o tornar explosivo com base em raios laser em vez dos morosos centrifugadores. Com os lasers pode ser possível fabricar dezenas de armas nucleares por mês.

Qualquer política que assente na guerra com potências é uma corrida para a morte, dado que as armas modernas, mesmo não nucleares, não permitem a guerra.

A Ucrânia tem em torno do pequeno território de Donetsk mais de 100 mil homens bem armados com tanques, artilharia e muitos mísseis antitanques pequenos para enfrentar as novas divisões blindados que Putin está a instalar no outro lado da fronteira. Há revistas militares como a francesa DSI que dizem que os ucranianos estão a receber ou já receberam mais de 2 mil mísseis antitanques e outros tanques antiaéreos. São armas que tornam a guerra impossível ou excessivamente cara para quem queira atacar em força.

Contudo a Rússia tem um exército de mais de 800 mil homens e muito mais material moderno, pelo que sem a ajuda da Europa, a Ucrânia pode perder a sua independência.

Os ucranianos têm um exército de 204 mil homens acrescidos de uma Guarda Nacional de 60 mil homens (tipo GNR) e 53 mil guardas fronteiriços, mas podem mobilizar mais de meio milhão de combatentes equipados com, pelo menos, 10 mil armas direcionadas a alvos específicos, contra as quais as novas divisões blindadas russas instaladas perto de Rostov nada poderão fazer.

Ao longo da fronteira foram instalados campos minados e o exército possui milhares de mísseis antiaéreos e antitanques que podem facilmente cobrir um avanço sobre Donetsk. O resto da fronteira com a Rússia está minado e ninguém sabe se a Ucrânia não estará a fabricar secretamente bombas nucleares táticas para evitar que a Rússia tenha a veleidade de usar as suas contra os ucranianos.

Claro, não acredito numa guerra e não vejo Putin conseguir ocupar o território ucraniano que liga à Crimeia através da cidade de Mariopol, dado que também os russos sofrem com a crise económica provocada pela queda do preço do petróleo.

Em caso de agravamento da crise política entre a Rússia e a Ucrânia, os americanos podem fazer descer o petróleo para 30 dólares o barril, deixando o orçamento russo sem dinheiro.

A Ucrânia conheceu duas revoluções populares até se instalar um regime semipresidencialista que começa a combater a corrupção que surgiu sempre que um regime comunista caiu e ninguém sabe a quem pertencem as indústrias e bens do Estado.

Tudo indica que o futuro da Ucrânia será brilhante. Os seus inimigos não têm dinheiro e os amigos têm as contas cheias.

Nota Curiosa: O conhecido pudim de claras de ovo denominado Molotov está, como tal, associado ao nome do homem que organizou ao serviço de Estaline a maior fome alguma vez provocada artificalmente por seres humanos contra outros na Ucrânia e depois foi na qualidade de Ministro dos Negócios Estrangeiros da URSS de Estaline o signatário com o homólogo alemão Ribbentrop do Pacto Germano-Soviético que permitiu a Hitler invadir a Polónia e, como tal, iniciar a maior guerra mundial de sempre na História da Humanidade.

Molotov na tem nada a ver com o referido pudim ou qualquer comida que foi uma criação de um cozinheiro russo chamado Malakov do fim do Século XIX e início do XX que, além de muitas receitas, criou também muitas espécies vegetais comestíveis porque era também um gande horticultor e serviu o último Czar russo, assassinado com a família pelos bolcheviques às ordens de Lenine e reabilitado há poucos anos por Putin e pela Duma (Parlamento) russo.

Também Molotov nada tem a ver com o célebre cocktail Molotov que foi uma invenção finlandesa para se defenderem dos tanques sociéticos quando em 1939 Estaline mandou as suas tropas invadir aquele antigo grão ducado da "Prisão de Nações" que era como Lenine denominava o Império do Czar.

Os finlandeses chamaram cocktail Molotovo por este ser chefe da diplomacia estalinista que, como todas as diplomacias, está habituada aos cocktails.

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por DD às 20:52

Terça-feira, 12.07.16

Fragata Russa tentou perturbar a manobra do super porta-aviões americano USS Harry S. Truman

 

O porta-aviões Harry S. Trumann tem estado no Mediterrâneo Oriental desde Junho passado para apoiar os ataques aéreos ao Daesh, tendo já tido um quase incidente bélico com uma fragata russa que tentou impedir a manobra do porta-aviões. A fragata americana USS Groves colocou-se entre o porta-aviões e o navio russo para o obrigar a desviar o seu curso da linha de navegação do Harry S. Truman. Os russos acusam a fragata americana de não ter respeitado as regras de navegação, o que sendo verdade resultou da necessidade de proteger um dos maiores navios de guerra americanos na sua capacidade de manobra que implica muito mais espaço marítimo. A presença de um navio de guerra russo à frente do porta-aviões americano foi quase um ato de guerra, pelo que, nessas condições, não há regras pacíficas de navegação. Os EUA não permitem que navios de qualquer nação se aproximem demasiado dos seus gigantescos porta-aviões.

O Harry S. Truman faz parte da classe Nimitz que é constituída por dez super porta-aviões, movidos por energia nuclear, ao serviço da Marinha dos Estados Unidos. Com um deslocamento aproximado de cem mil toneladas,[2] são os maiores navios de guerra da atualidade.[1] O uso da energia nuclear proporciona uma autonomia ilimitada, entre reabastecimentos a cada 20 a 25 anos de vida útil operacional, permite ainda pela libertação de espaço outrora utilizado pelo combustível de origem fóssil usado na propulsão do navio, uma maior e melhor organização e gestão do armazenamento de outros consumíveis, como combustível para aviação e ou munições, espaçando assim a necessidade deste tipo de suprimentos.

Todos os navio da classe foram construídos nos estaleiros Northrop Grumman Newport News, os únicos no mundo ocidental providos de espaço e tecnologia para tal. Os navios possuem uma vida operacional expectável superior a cinquenta anos e necessitam, de aproximadamente cinco a seis anos desde o assentamento da quilha até ao seu comissionamento provisório, para serem completados, incluindo neste período a instalação de equipamentos e os testes de mar, por um custo médio de seis mil milhões (seis bilhões) de dólares (preços de 2006).

A posse de 10 unidades da classe Nimitz proporciona uma certa superioridade naval americana, mas não tanto como se admite, já que há sempre uma unidade em prolongada manutenção nuclear e geral e duas a três em manutenção mais reduzida. Portanto, apenas 6 a 7 unidades é que estão disponíveis a partir do Pacífico e do Atlântico

 

Nome:

Classe Nimitz

Construtor(es):

Northrop Grumman Newport News

Unidade inicial:

USS Nimitz (CVN-68)

Unidade final

USS George H.W. Bush (CVN-77)

Em serviço:

1975 até ao presente

Operadores:

Marinha dos Estados Unidos

Construídos:

10

Ativos:

10

Características gerais

Tipo:

Porta-aviões nuclear

Deslocamento:

100 000 t

Comprimento:

333 m no convés 317 m na linha de flutuação[1]

Boca:

76,8 m ao nível do convés 40,8 m na linha de flutuação

Calado:

11,3 m

Propulsão:

Velocidade:

30+ nós (56+ km/h)

Autonomia:

ilimitado (20-25 anos)

Sensores:

  • AN/SPS-48E radar de pesquisa aérea 3-D
  • AN/SPS-49(V) 5 radar de pesquisa aérea 2-D
  • AN/SPQ-9B radar de aquisição de alvos
  • AN/SPN-46 radar de controlo de tráfego aéreo
  • AN/SPN-43C radar de controlo de tráfego aéreo
  • AN/SPN-41 radar de ajuda ao pouso de aeronaves
  • 4 × Mk 91 sistema de controlo duplo para disparo e guiamento de mísseis
  • 4 × Mk 95 radar de controlo de fogo

Armamento:

Aeronaves:

85 a 90 aeronaves de asa fixa e helicópteros[1]

 

O Harry S Truman, CVW-7, transporta nove esquqdrões aéreos de combate, vigilância e salvamento que são os seguintes:

.The “Pukin’ Dogs” of Strike Fighter Squadron (VFA) 143 flying F/A-18E Super Hornets; .

The “Jolly Rogers” of VFA-103 flying F/A-18F Super Hornets; .

The “Rampagers” of VFA-83 flying F/A-18C Hornets; .

The “Fist of the Fleet” of VFA-25 flying F/A-18E Super Hornets; .

The “Nightdippers” of Helicopter Sea Combat Squadron (HSC) 5 flying MH-60S Sea Hawks; .

The “Rawhides” of Fleet Logistic Support Squadron (VRC) 40, Det. 1 flying C-2A Greyhounds;

The “Wallbangers” of Airborne Early Warning Squadron (VAW) 117, flying E-2C Hawkeyes; .

The “Patriots” of Electronic Attack Squadron (VAQ) 140 flying F/A-18G Growlers; .

The “Proud Warriors” of Helicopter Maritime Strike Squadron (HSM) 72 flying MH-60R Sea Hawks

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por DD às 22:51

Segunda-feira, 04.07.16

Russos Apoiam o Ditador Dinástico Assad

 

Segundo a agência de informações síria Sana, o ministro da Defesa russo visitou a Síria no passado dia 16 para observar a atividade militar russa contra o Daesh ou Estado Islâmico e ver as obras de alargamento e reforço da base aérea Hmeinim utilizada pelos aviões de bombardeamento russos.

A visita foi organizada por Putin, mas enquanto o presidente russo diz que as suas forças atacam só os terroristas do Daesh surgem queixas respeitantes a ferozes ataques aéreos contra posições do “Novo Exército Sírio” constituído por militares moderados oriundos em grande parte do próprio exército do ditador Assad e apoiados pelos EUA. Muitos diplomatas americanos lamentam que Obama não tenha apoiado mais cedo esse “Novo Exército Sírio” e que há o perigo de um confronto entre forças apoiadas pela Rússia e outras apoiadas pelo Ocidente, já que Putin está inteiramente ao lado do ditador Assad.

Para evitar o afluxo excessivo de refugiados sírios à Europa, torna-se necessário derrotar Assad e apoiar o retorno dos sírios às suas casas com apoio monetário para a reconstrução das cidades há muito destruídas pelo ditador dinástico que iniciou há quatro anos atrás uma guerra contra o seu povo que produziu mais de dois milhões de refugiados e um número enorme de vítimas mortais.

Os americanos estão a utilizar com êxito os seus drones contra forças do Daesh e até do ditador, mas os pequenos drones disparam apenas os mísseis Hellfires com uma carga explosiva de poucos quilos que tem permitido destruir veículos do Daesh nas estradas dos desertos e postos de controle, campos de treino e comandantes militares. Nas cidades, os mísseis não são muito eficazes por haver proteção em tuneis e os americanos não quererem provocar danos colaterais nas populações civis.

O “Novo Exército Sírio” aliou-se às tribus do sul da Síria, estando aí a combater as forças do ditador.

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por DD às 00:40

Domingo, 19.06.16

Drone Global Hawk RQ 4A-B

 

O drone “Global Hawk RQ-4A” é uma das mais fantásticas máquinas concebidas pelo cérebro humano. Trata-se de um avião de reconhecimento sem piloto que pode levantar voo na Florida e voar até ao Afeganistão e Iraque para fotografar o terreno, detetar a presença de radares e outros equipamentos eletrónicos em terra e regressar à base na Florida. Terá percorrido uns 22 mil km e atingido uma altitude de 20 mil metros.

O voo é totalmente sem piloto, incluindo descolar e aterrar. A aeronave obedece aos parâmetros da missão gravados no seu computador de bordo, os quais podem prever alterações na rota para eventual disfarce e comando direto a partir dos monitores instalados na base.

No caso de o “Global Hawk” aterrar numa base nas proximidades do local da missão de vigilância e controle poderá fazer voos de 30 horas em observação permanente e detetar qualquer veículo ou pessoa no terreno, reconhecendo a marca e até ler um jornal aberto por alguém sentado à porta de casa. Para uma melhor observação pode descer aos 3 a 5 mil metros de altitude e fazer um zumbido contínuo e enervante para quem está em baixo que não sabe se é uma aeronave armada com os célebres mísseis de precisão “Hellfire” ou desarmada. Em princípio o “Global Hawk poderia levar armas, mas não é o ataque o seu principal objetivo e se for levará uns pequenos drones lançadores dos tais mísseis que receberam os parâmetros de um determinado alvo, dado que, no fundo, a descoberta das coordenadas de um alvo militar é a principal missão do “Glibal Hawk”.

A altitude de voo é de 20 mil metros, sendo a velocidade de cruzeiro da ordem dos 575 km/h e velocidade máxima de 630 km/h. Parece pouco, mas a observação perfeito do que se passa no terreno não permite velocidades superiores e a maior parte dos mísseis antiaéreos têm muita dificuldade em atingir um alvo a essa altitude.

Para além das câmaras de vídeo de banda larga que transmitem à base tudo o que veem, a aeronave transporte o novo sistema SIGINT para detetar a grande altitude todos os sinais eletrónicos emitidos por radares voadores e ou terrestres, comunicações eletrónicas, etc., desenvolvido pela empresa construtora do drone, a Northrop Grumman.

A aeronave nem é nova, dado que começou a voar em 2006 no maior secretismo, estando agora na versão 4A-B a que se seguirão outras que possam atingir velocidades superiores se for necessário, o que não deve ser o caso, dado que durante todo o voo o veículo aéreo não emitirá qualquer sinal, salvo em caso de alarme em que transmitirá a presença próxima de um avião que não deverá ser civil dado que estes voam apenas a uns 9 mil metros de altitude.

O “Global Hawk” R (reconhecimento) Q 4A-B (modelo de produção) faz parte de uma vasta panóplia de drones que os EUA possuem, sendo muitos de combate, e que já fizeram vários milhões de horas de voo dos quais se salientam os “Predator” e “Reaper” e “Sentinell” entre outros que já operam em missões bélicas ou estão a sair das linhas de montagem e serão descritos em artigo posteriores.

A unidade básica comporta 4 aeronaves com plataformas de comunicação, radar, manutenção, etc. Em 2014, já mais de 12 mil homens da Força Aérea americana estavam em serviço nas bases dos aviões não tripulados e outros tantios do exército e da marinha americana.

Segundo os estrategas do Pentágono, o F-35 que está a equipar as forças americanas será o último avião tripulado, dado que os drones são mais baratos, principalmente os pequenos e não colocam vidas americanas em risco, mas podem causar a morte de muita gente, mas não tanta como os aviões tripulados.

O essencial do combate com drone é a precisão porque usam como arma principal o míssil guiado “Hellfire”, cuja carga explosiva ronda os 9 kg, portanto, suficiente para destruir viaturas com tropas e comandos à porta de casa, mas já não bunkers e habitações protegidas por fortes placas de cimento.

No tipo de combate travado no Iraque, Afeganistão e Síria não interessa destruir habitações. Os americanos deixam essa tarefa aos incapazes aviões de Assad e da Rússia. O principal é evitar qualquer concentração de tropas jihadistas no terreno e destruir os seus postos de controlo nas estradas, o que tem sido feito pelos drones de combate e atacar o inimigo psicologicamente com o enervante zumbido do drone, cujo nome em inglês significa abelha macho.

O Global Hawk tem 14,5 metros de comprimento e 39,9 de envergadura, pesando em vazio sem combustível 6.781 kg e o seu peso máximo é de 14.628 kg. Leva um peso em combustível superior ao da aeronave vazia.

O seu custo é enorme, ou seja, 131,4 milhões de dólares, mas para os americanos compensa porque é muito menos que um F-35 ou um B-1 e nunca se perde um piloto, já que um só morto é demais para os EUA.

Para além disso, no Mundo globalizado, o fabrico deste tipo de armas com sensores complicados permite manter trabalhadores muito bem pagos a trabalharem e uma engenharia desenvolvimento ativa sem a concorrência de países esclavagistas como a China Comunista que nada pagam aos seus trabalhadores e assim fornecem a preços baixíssimos o material civil que os americanos podem comprar com os salários mais elevados do Mundo.

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por DD às 22:17

Quinta-feira, 31.12.15

A China quer ser uma Grande Potência Militar

 

 

De acordo com a revista alemão “Der Spiegel”, a China anunciou através do seu Ministro da Defesa o início da construção no porto de Dalian de um porta-aviões de 50.000 toneladas de deslocamento, acionado com motorização convencional, isto é, provavelmente motores Diesel e turbinas marítimas do tipo das fabricadas pela GE.

Para alguns especialistas, será a primeira de uma série de unidades caso essa sair bem. Os chineses estudam há alguns anos a possibilidade de construção de porta-aviões para utilizarem os seus aviões de combate J-15.

Presentemente a China possui o porta-aviões “Lianoning” construído há 25 anos na União Soviética, pelo que possuem uma certa experiência nos métodos de manobra e no essencial da sua construção.

A China tem o segundo maior orçamento militar do Mundo, logo a seguir ao dos EUA, sendo da ordem dos 127 mil milhões de euros e, ao mesmo tempo, uma política de expansão marítima para englobar Taiwan na sua ditadura monopartidária e expandir-se no Mar Amarelo até às costas das Filipinas, Vietname, Indonésia, Japão, do qual reivindica várias ilhas. Os chineses já chegaram a construir ilhas artificiais, lançando grandes quantidades de areia e pedras sobre bancos de corais para instalarem pistas para aeronaves e pontos de apoio navais.

Naturalmente, o imenso orçamento militar chinês é financiado pelos países do Ocidente que fecharam todas as suas fábricas de computadores e material informático, além de muitos outros produtos como vestuário, eletrodomésticos, etc..

O capitalismo ocidental financia o comunismo chinês e até um governo de direita como o de Passos-Portas vendeu empresas altamente lucrativas e estratégicas a interesses chineses. Os lucros da EDP, REN, Fidelidade e outras empresas vão financiar a maior potência militar e populacional do Mundo ao longo deste Século porque no Ocidente degenerado só conta o lucro e não há pensamento estratégico. Se algo sai mais barato vindo da China é de lá que virá, independentemente da soberania e independência das nações do Ocidente.

Obama teve de se impor para que os EUA não ficassem sem uma única fábrica de pneus e aplicou direitos aduaneiros elevados aos que vêm da China porque em caso de conflito, todo o parque automóvel americano poderia parar de repente.

 

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por DD às 20:31

Sexta-feira, 27.11.15

283 camiões tanque do Daesh destruídos

 

 Os bombardeamentos na Síria e Iraque afetam pouco as forças do Daesh por se dispersarem no terreno e não possuirem grandes concentrações de material pesado, mas não deixam de fazer alguma moça e impedir a circulação, tanmto de forças militares em quantidade como de abastecimentos e petróleo.

Assim, os taques aéreos lançados pelos EUA no fim de semana na zona controlada pelo Daesh no leste da Síria destruíram 283 camiões-cisterna, no valor de mais de 20 milhões de euros, usados pelos ‘jihadistas’ para transportar petróleo para se financiarem, informou, esta segunda-feira, o Pentágono.

Os ‘jihadistas’ utilizam estes camiões para transportar o petróleo que se produz na zona para distintos pontos de contrabando, o que constitui uma fonte de financiamento fundamental para o Estado Islâmico (EI) e que se converteu num dos principais objetivos dos militares dos Estados Unidos. Em conferência de imprensa, o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) Jeff Davis indicou que nos ataques foram usados quatro aviões A-10 e dois AC-130, no sábado, numa zona entre as cidades de Al Hasakah e Dayr Az Zawr, no leste do país. Os ataques na Síria têm-se intensificado desde os atentados de 13 de novembro em Paris, reivindicados pelo Estado Islâmico.

 

 

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por DD às 23:06


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