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Guerra, Estratégia e Armas


Segunda-feira, 22.10.18

Armas Portuguesas

 

 

 

 

Tanque Leopard 

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por DD às 23:27

Segunda-feira, 01.10.18

Erdogan obriga Putin a Recuar

 

 

 

 

Apesar de Putin manter “boas” relações com o presidente Erdogan da Turquia, a realidade é que os turcos obrigaram-no a recuar no seu plano de promover a conquista da cidade e província de Idlib pela tropas de Assad e do Irão que lutam lado a lado.

Putin mostrou que não é pessoa de confiança e com a idade está a tornar-se pior. A Rússia inventou e assinou com todos os intervenientes no conflito sírio um Tratado contra a Escalada do Conflito em que ninguém faria algo para agravar a situação. Mesmo assim, ajudou Assad a reconquistar a região de Guta Oriental com a ajuda de milícias libanesas, iranianas, paquistanesas e outras sob a proteção sem oposição da força aérea russa.

Putin, como escrevi antes, queria que Idlib fosse conquistada e os seus dois a três milhões de refugiados, incluindo todos os djihadistas que sobreviveram passassem através da Turquia para a Europa.

Saliente-se que a província de Idlib que tinha cerca de um milhão de habitantes, mas que fugiram ou foram mortos muitos, não tem acesso ao mar, pelo que só havia duas alternativas: passar pela Turquia ou serem assassinados.

Putin prometeu fornecer aos turcos uns mísseis antiaéreos de grande alcance para substituir os “Patriot” que os alemães lá instalaram e querem retirar ou já retiraram. Entretanto, Trump está disposto a fornecer “Patriot” aos turcos para defenderem o seu espaço aéreo.

Putin julgava que os turcos iriam aceitar 3 milhões de refugiados no seu território e a Europa também ou ficar com o peso na consciência de ter contribuído para um holocausto.

Diz a imprensa internacional que Erdogan teria dito a Lavrov, o ministro dos estrangeiros russo, que não é maluco nem brinca com o fogo e para evitar a conquista de Idlib começou a fornecer armas ao Exército Sírio de Libertação, incluindo tanques e artilharia pesada, colocando os seus F-16 a patrulharem a zona. Aceitou, contudo, um corredor desmilitarizado em torno da província de Idlib e está a fornecer alimentos e bens de consumo. De resto, a província de Idlib é a zona mais fértil da Síria

Enquanto isso, Israel tem estado a bombardear alvos iranianos no sul da Síria para evitar a instalação de um poderoso exército iraniano com milhares de mísseis e roquetes a juntar a outros tantos das milícias libanesas do Hezbolah.

Erdogan salvou Putin de cometer a maior asneira da sua vida e criar uma tensão na Europa que nunca mais poderia ser reposta. Toda a gente diz que Putin estará a sofrer de alguma patologia mental ou meteu-se em assuntos e zonas que não entende, parecendo que quer fazer promover a vitória do partido nazi alemão nas próximas eleições, agora que a Merkel está praticamente de saída. Aparentemente não leu a história da URSS.

A população de Idlib prefere ficar numa espécie de protetorado turco desde que viva em paz e muitos habitantes estão já reconstruir as casas que a força aérea russa destruiu. Quase toda a gente preferia a proteção da Europa, mas a Alemanha e outras nações não se querem meter no conflito e acham que a Turquia pode e deve ser a potência mandatária da região porque o quase ditador Erdogan pode ser feroz, mas não dá a ideia de ter enlouquecido.

Saliente-se ainda que os chineses ofereceram tropas a Assad para conquistar Idlib, mas parece que ainda não chegaram e se chegarem podem entrar em combate com forças aéreas de todos os países europeus, Turquia, Israel e até com os EUA.

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por DD às 22:46

Segunda-feira, 01.10.18

Espingarda Automática G-3

 

 

 

G3A3

 

Tipo Espingarda de fogo seletivo

País: Alemanha

Inventor CETME/Mauser/H&K

Data de projeto 1950

Tempo em serviço 1958-1997 (Alemanha)

1960-presente (Portugal)

 

Características

 

Calibre 7.62 × 51 mm NATO

Cadência do Tiro 600 tpm

Velocidade de saída do projétil 790 m/s

Alcance eficaz 400 m

Peso 4,4 kg (descarregada)

Comprimento total 1026 mm

Comprimento do cano 450 mm

Alimentação carregador de 20 munições

Miras alça e olhal de mira

Variantes de A1 a A7

 

A Gewehr 3 (G3) (em Alemão:Gewehr 3 Espingarda 3) é um/a fuzil de assalto/espingarda automática (termo brasileiro/português) fabricada pela Heckler & Koch e adaptada como a espingarda de serviço pela Bundeswehr em 1959. Foi adaptada e encontra-se atualmente em utilização por vários países à volta do mundo.

 

Foi a arma de infantaria padrão do exército alemão, Bundeswehr, até 1997, e continua a ser utilizada por vários exércitos nacionais. A G3 é tipicamente um fuzil de calibre 7,62 mm NATO, capaz de fogo semiautomático ou totalmente automático com um cartucho desmontável. Pode ainda ser anexada uma baioneta à G3.

 

Foi desenvolvida pelos engenheiros da Mauser, após terem passado algum tempo na Espanha a trabalhar para outros fabricantes de armas nesse mesmo país. Ajudaram a criar o fuzil CETME e levaram-na de volta para a Alemanha. De facto, por algum tempo as G3 tiveram a palavra "CETME" estampada num dos lados; o design levou, contudo, várias modificações, como por exemplo, a CETME tinha um apoio em madeira e a G3 não.

 

A G3 foi adotada em 1958 como substituta para a G1 da Bundeswehr, uma versão modificada da belga FN FAL, que estava em serviço desde 1956, o ano em que a Alemanha Ocidental entrou para a NATO, continuando ao serviço de várias forças armadas.

 

 

 

 

 

História

 

Durante o começo e meados de 1950 a RFA (Alemanha Ocidental), bem como outros paises da OTAN, teve necessidade de rearmar seus exércitos com o cartucho padrão 7,62x51mm. Inicialmente os alemães preferiram o FN FAL belga, eles o aprovaram com a designação G1 em 1956. Devido a razões óbvias a Alemanha queria fabricá-los em seu próprio território e tentou comprar a licença de fabricação do FAL, mas a Bélgica rejeitou o pedido, daí a Alemanha se voltou para outro projeto, derivado do CETME espanhol. A Alemanha comprou a licença de fabricação e transferiu o projecto para a empresa Heckler & Koch, situada em Oberndorf, com algumas modificações. O projecto de espingarda foi aprovado pelo Bundeswehr sob designação de G-3 (Gewehr 3) em 1959, sendo esta usada desde essa data até 1995 pelo exercito alemão, e não só. A G-3 e suas diversas versões são a principal arma de mais de 50 paises, entre eles: Grécia, Irã, México, Noruega, Paquistão, Portugal,Suécia, Turquia. Nos últimos 40 anos ele tem sido produzido na Grécia, Paquistão, Irã, Turquia e Portugal. O grande motivo da popularidade da espingarda G-3 é que ela é de construção e manutenção mais simples e barata que seus principais rivais contemporâneos, a FN FAL e a americana M-14. A HK continuou sua produção até idos de 2000-2001, quando ela desapareceu dos catálogos da empresa. No entanto, a HK ainda produz uma gama de armas que tem como base a G-3, como a submetralhadora HK MP-5 de calibre 9mm OTAN, a HK33 de calibre 5.56mm, as HK-23 e HK-21, metralhadoras em calibre 7.62, além do fuzil sniper PSG-1 (também em calibre 7.62), entre outros. Em geral o G-3 é um rifle como um dos melhores fuzis de assalto 7,62 do mundo, ele é versátil, confiável, controlável e não dispendioso, e também é muito popular no mercado civil, sendo que só foi produzido para operar em semi-automático conhecido, inicialmente como HK-41 e mais tarde como HK-91. O G-3 funciona com o sistema ação de recuo simples retardado também conhecido como delayed blowback, sendo que nele há dois roletes que atrasam a abertura da culatra. Esse sistema foi desenvolvido na Mauser no final da 2ª guerra mundial e refinado na Espanha. O fuzil tem a maior parte de seus componentes feita em aço estampado por isso sua construção é menos complicada que seus contemporâneos. O G-3 é feito em aço estampado quase em sua totalidade, a caixa da culatra é feita em chapas de aço, a empunhadura, o gatilho e sua unidade de habitação são ou em aço, o guarda-mato também é feito em aço estampado, sendo que em 1960 houve uma atualização e passou-se a fazer algumas partes da arma em polímero como o guarda-mato e a unidade de habitação do gatilho, essas atualizações receberam o nome de G-3A3 e G-3A4. Em 2000 A HK atraves de sua subsidiária em Luxemburgo fez uma versão do Fuzil G3 para caça denominada HSG1.

 

 

Versões

G3: versão original com punho e fuste de madeira;G3A1: variante da G3 com coronha dobrável;G3A2: desenvolvimento da G3 com um novo tubo deslizante;G3A3: aperfeiçoamento da G3A2, com novo supressor de chamas, nova mira traseira e punho e fuste em plástico;G3A4: variante da G3A3 com coronha rebatível;G3A5: designação das G3A3 fabricadas, sob licença, na Dinamarca;G3A6: designação das G3A3 fabricadas, sob licença, no Irão;G3A7: designação das G3A3 fabricadas, sob licença, na Turquia;HSG1: designação das HSG1 fabricadas, sob licença, em Luxemburgo.

[editar]Serviço

 

A G3 e as suas variantes foram utilizadas por uma grande variedade de forças armadas de vários países, tal como forças policiais. Como resultado, foi utilizada num grande número de conflitos nos anos 90. A sua primeira utilização em combate conhecida foi na Guerra do Ultramar nas mãos do Exército Português, durante os anos 60 e 70.

 

A versão de atirador furtivo, a G3SG/1, viu uma utilização notável durante a Operação Urgent Fury de 1983, também conhecida como a Invasão de Granada. Uma equipa SEAL foi enviada para proteger uma casa do governo, onde se acredita que o Governador Paul Scoon estava a ser feito prisioneiro. A equipa SEAL entrou por helicópteros e a resistência foi pouca; Pouco depois a casa e o perímetro foram assegurados. Entre as posições, um atirador furtivo dos SEAL posicionou-se numa escada com a sua G3SG1. Pouco depois soldados PRA começaram um contra-ataque. O atirador furtivo conseguiu sozinho eliminar 21 soldados PRA durante o ataque. Tal facto como o restante fogo dos outros elementos da equipa SEAL resultou numa retirada dos PRA.

 

[editar]Em Portugal

 

Portugal teve necessidade de adotar uma nova arma no início dos anos 60, por conta da guerra do Ultramar na África. No entanto as possibilidades não eram muitas. Os Estados Unidos mantinham um claro embargo a Portugal durante a era Kennedy. Portanto, a escolha tinha que recair sobre uma arma fornecida por um país que estivesse na disposição de transferir a tecnologia para a fabricação da arma em Portugal. A escolha foi pela arma alemã, que passou a ser fabricada em Portugal pela Fábrica de Braço de Prata.

 

Quando chegou a África, em comparação com as antigas armas ligeiras das forças armadas a G3 era vista como extremamente sofisticada. Tratava-se de uma arma automática, que podia disparar rapidamente uma considerável quantidade de munição.

 

Foi necessário bastante treino de forma que a tropa se habituasse a entender que a posição normal da arma deveria ser a posição semi-automática, porque do ponto de vista operacional, gastar rapidamente a munição no meio do mato, seria um problema.

 

Em 1965, já o número de espingardas automáticas G3 tinha ultrapassado as 150.000 nas forças armadas, e mesmo assim, ainda existiam em funcionamento 15.000 espingardas automáticas FN, fornecidas de emergência pelo exército alemão, antes da introdução da G3.

 

A arma esteve presente em vários cenários de guerra, em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Viu-se ainda a G3 ser utilizada em Timor-Leste pelas guerrilhas das Falintil. Até 2000, algumas velhas G3 ainda se encontravam operacionais naquele território.

 

A substituição da G3 nas forças armadas portuguesas aproxima-se a passos largos. A sua provável substituta será provavelmente a Heckler & Koch G36, que é vista internacionalmente como a substituta lógica da HK G3, embora outras possibilidades continuem em aberto.

 

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por DD às 16:24

Segunda-feira, 27.08.18

Ter ou Não Serviço Militar Obrigatório?

 

 

O Expresso apresentou dois textos em “duelo”, o de Rui Pereira a favor do Serviço Militar Obrigatório e outro de Helena Carreiras contra o mesmo.

Rui Pereira defende o Sim na base da Constituição e na necessidade de educar a juventude para ao patriotismo e defesa da Pátria, apesar da Constituição não ser a favor nem contra, mas relegar a existência do SMO para uma lei da AR.

Pereira diz que em caso de conflito a AR teria de aprovar a lei com “sofreguidão” e que não se deve prescindir de um exército profissional.

A Helena Carreiras diz que os argumentos estratégicos para um SMO estão ausentes e que o serviço militar de uma forma generalista não responde às atuais necessidades militares.

Eu estou de acordo com Helena Carreiras, apesar de que ninguém colocou o problema financeiro em termos militares e atualmente é o mais importante. Há muito coisa mais importante para gastar dinheiro, mesmo até no âmbito de um pequeno exército profissional.

Ter um SMO de 1, 1,5 ou 2 anos é ter dois exércitos e dois quadros de instrutores e oficiais comandantes. Num curto espaço de tempo, dá-se uma recruta geral de tipo soldado de infantaria e uma especialização curta, não ficando muito tempo para o País ter unidades operacionais bem treinadas e equipadas para defesa e intervenção em ações externas com os jovens do SMO.

Sairia imensamente caro ter um SMO sem haver a necessidade da educação cívica já que os jovens não são os de antigamente que vinham da aldeia meio analfabetos, mas frequentam os 12 anos de escolaridade ou quase. Há pouco tempo falei com um GNR dos Grupos de Intervenção muito culto que me disse ter andado no IST a tentar tirar o curso de engenharia física e fez várias cadeiras e que esperava ainda tirar uma licenciatura em física.

Em termos militares só há uma solução, a de um exército pequeno na base de três brigadas profissionais e mais bem pagas e equipadas que as atuais.

Ter SMO e não possuir uma só bateria de mísseis antiaéreos de médio alcance, isto para não falar de longo alcance é quase anedótico. Temos umas coisinhas de curto alcance. Os 19 F-16 não dão para uma eficiente defesa aérea. Mesmo os aquartelamentos de Tancos e Santa Margarida e outros não possuem abrigos suficiente contra quaisquer ataques aéreos que seria algo que deveria ter sido construído ao longo de décadas sem grandes despesas. Nem os paióis de munições estavam devidamente protegidos como é do conhecimento geral.

Para além disso, o exército possui as velhas G-3 com mais de 50 anos com calibre 7,62x51 posto de lado pela NATO. Há, contudo, alguns pequenos lotes de armas de calibre Nato atual de 5,56 mm como são a Galil, uma cópia israelita da AK-47 russa, e SG 501 suíça e cara. Saliente-se que, neste momento, a Nato não tem mais a certeza que o calibre 5,56 mm é o mais adequado, apesar de ser mais leve e permitir ao militar levar mais balas, mas parece que matam muito pouco e não perfuram os coletes balísticos.

A situação estratégica de Portugal é a de que não enfrentar um perigo militar evidente e o País participa numa Aliança no âmbito de uma Europa não muito armada, mas poderosa em termos financeiros e industriais. Sem o Brexit a União Europeia tem 7% da população mundial e 25% do Pib de todo o Planeta com engenharia suficiente para fabricar rapidamente qualquer tipo de arma e consta que, mesmo com o Brexit, o exército inglês instalado na margens do Reno na Alemanha não deverá sair, dado que está integrado no dipositivo de forças da Nato e mesmo que Trump consiga acabar com a Nato, a Alemanha, o Reino Unido, a França e outras nações vão manter uma aliança na qual, certamente, Portugal e a Espanha também farão parte, entre outros países.

Se os europeus estão a envelhecer, o mesmo sucede com a Rússia e a China. Ambas as potências terão dentro uma a duas décadas mais de 50% da população com idade superior aos 60 anos. Os EUA têm uma população mais jovem graças à emigração de mexicanos e outros sul americanos que o Trump não quer deixar entrar e mesmo expulsar. As crianças mexicanas tão mal tratadas por Trump seriam uns bons americanos do futuro.

Por isso, anda toda a gente a criar robots de combate sob a forma de drones e até tanques e navios sem guarnições, o que significa que as Forças Armadas carecem cada vez mais de pessoal instruído e capaz.

Portugal deve concentrar-se nas forças profissionalizadas, alargando o tempo de permanência nas diversas armas e, permitindo, a subida a postos mais elevados. Assim, os oficiais do quadro dos contratados que atualmente só são admitidos jovens já com uma licenciatura, pelo menos, deverão poder chegar a tenente coronel e ir para a Academia Militar, resolvendo o problema do eterno conflito entre milicianos (agora contratados) e pessoal do quadro permanente. Há a ideia de prolongar o tempo de permanência dos contratados para 18 anos.

Desde 2017 e antes mesmo, está-se em vias de lançar um concurso para equipar o exército com o seguinte material novo:

  • 11 mil espingardas automáticas (5,56 mm)
  • 300 espingardas automáticas (7,62 mm)
  • 830 metralhadoras ligeiras (5,56 mm)
  • 320 metralhadoras médias (7,62 mm)
  • 450 espingardas de precisão (7,62 mm)
  • 1700 lança-granadas
  • 380 caçadeiras
  • 3400 aparelhos de pontaria

 

As 15.320 armas e peças complementares vão custar quase 43 milhões de euros e o pagamento dessa fatura será dividido em vários anos. Prevê-se que a última parcela, e a mais pesada, seja paga em 2022, no valor de 13,4 milhões de euros.

 

As cerca de 15 mil armas a comprar vão servir, de acordo com o ministro da Defesa, para colocar o Exército em linha com as forças militares de outros países. E, num universo de aproximadamente 28 mil militares, o Exército será o grande beneficiário desta compra.

Mesmo assim, as G-3 continuarão a ser utilizadas para treino.

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por DD às 22:20

Domingo, 01.07.18

Combater os Drones

 

 

A possibilidade de abater drones é hoje um problema para todos os ramos das Forças Armadas nacionais e estrangeiras. Como é habitual, os americanos devem estudar a solução mais cara e complexa. Talvez em drones anti-drone comandados por sistemas de inteligência artificial ou mísseis para abater drones.

Em Portugal, a marinha alvitrou a hipóteses de utilizar caçadeiras de canos cerrados, as quais lançam um cone invertido de chumbinhos muito dispersos. Só que o alcance de uma arma deste tipo não vai além dos 50 a 70 metros. A caçadeira de canos normais tem um alcance que pode ultrapassar os 100 metros que é ainda pouco. A metralhadora ligeira não parece grande solução.

Talvez se consiga inventar uma arma tipo caçadeira com cartucho cheio de chumbos e um alcance muito superior ao das armas civis de caça ou tiro aos pratos. Não me parece difícil construir caçadeiras com canos mais resistentes e cartuchos com mais pólvora de modo a alcançarem 400 a 500 metros ou mais e um esquema operativo na base de vários atiradores a dispararem em simultâneo ou quase e as armas equipadas com visores óticos para melhorarem a pontaria a maiores distâncias. Assim, o drone encontraria uma densa barreira de chumbos com grande probabilidade de acertarem.

A esse propósito diz o DN:

Num recente exercício naval, um drone comercial adquirido por menos de 800 euros conseguiu evitar os radares e sistemas de armas dos navios de guerra, que custam centenas de milhões de euros, que operavam junto de uma cidade portuária na costa portuguesa.

No que foi o primeiro teste de um ataque com drones a uma força naval localizada próximo de áreas densamente povoadas, onde as chamadas regras de empenhamento impunham limitações de recurso às armas automáticas de grande calibre (para evitar vítimas civis) e de contramedidas eletrónicas (para não afetar as redes digitais civis), o exercício militar Swordfish 2018 revelou o elevado grau de ameaça militar que atualmente representam os aparelhos não tripulados mesmo pouco complexos.

A informação foi dada esta terça-feira pelo comandante naval, vice-almirante Gouveia e Melo, durante a visita do ministro da Defesa e do secretário de Estado da Defesa à fragata D. Francisco de Almeida, o navio chefe da força - 12 navios, 11 aeronaves, 2381 militares - de cinco países (Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Itália) que participam naquele grande exercício bienal ao largo de Setúbal.

O exercício conjunto (diferentes ramos) e combinado (com vários países) simulou a resposta a uma situação de crise, em que as Nações Unidas mandataram uma força militar multinacional para responder ao apelo de um Estado falhado, com dissidentes apoiados pela potência hegemónica na região e que se opõe à operação internacional de embargo e estabilização.

Enquanto se ouvia um oficial na ponte da fragata dar uma ordem de "máquinas avante 120", após um sobrevoo de dois caças F-16 e a passagem em voo rasante de uma aeronave de patrulhamento marítimo a lançar uma sonobóia para localizar um submarino inimigo, o comandante da força militar, comandante Diogo Arroteia, explicou ao DN que o exercício com os drones constituiu "uma primeira experimentação" para verificar se era possível destruir um drone com armamento ligeiro.

Mesmo num ambiente eletromagnético "muito saturado" com a utilização dos radares - de aviso, defesa aérea, navegação - dos 12 navios, a incapacidade de abater um drone com cerca de metro e meio de largura e uns 80 centímetros de comprimento explica-se com a sua pequena dimensão e uma movimentação muito rápida.

Solução para uma ameaça de deteção visual e a cerca de 1500 metros de distância? "Talvez uma caçadeira de canos serrados", admitiu Diogo Arroteia, frisando que estudar e encontrar essas respostas vão ser os próximos passos desta lição identificada.

Para o ministro Azeredo Lopes, com o Swordfish 2018 "fica provado que temos de estar sempre a trabalhar para estarmos sempre preparados, fica provado que é impossível assegurarmos o que quer que seja se não trabalharmos em conjunto com os amigos e aliados, e também fica provado que temos uma excelente Marinha e uma capacidade de pensar exercícios complexos e onde se testam as respostas aos mais recentes riscos e ameaças".

Neste caso, foi possível "testar a capacidade defensiva perante drones que podem ser muito baratos mas também muito eficientes", alertou o governante, realçando a participação no Swordfish de países com "uma tradição de defesa muito europeia e baseada num princípio de segurança coletiva".

Exemplo disso foi o do desembarque anfíbio lançado por fuzileiros portugueses a partir de um navio polivalente logístico espanhol.

A ciberdefesa foi outra componente treinada pela primeira vez pela Marinha num exercício desta dimensão, com os ataques cibernéticos a obrigarem as guarnições a combater com meios alternativos às redes informáticas, referiu Gouveia e Melo.

O comandante da Marinha, almirante Mendes Calado, destacou a importância da "capacidade de comando e controlo" dos múltiplos meios de diferentes países presentes no teatro de operações por parte do ramo, revelando como "por trás está imenso treino, imensa coordenação e imenso esforço".

Demonstração de desembarque anfíbio, operação de submarinos, defesa aérea e de assalto a uma embarcação - que "fazemos com grande frequência nas nossas operações [militares] de rotina", disse o almirante - foram algumas das capacidades destacadas por Mendes Calado para garantir que o ramo opere em segurança.

 

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por DD às 21:32

Terça-feira, 15.05.18

Luta contra o Terrorismo Incendiário

 

António Costa e o Governo não gostam de falar muito. São gestores responsáveis e não comentadores baratos.

Sob a orientação do PM Costa, a Ministra da Justiça tomou uma importante medida, nomeou para o cargo de diretor da Polícia Judiciária o agora ex-diretor da Unidade Nacional Contra Terrorismo.

Ao nomear um especialista em luta contra terrorismo, o Governo dá bem entender que o combate aos fogos não passa em primeiro lugar pela limpeza das florestas e reforços dos bombeiros, mas sim em evitar que os INCENDIÁRIOS - já politicamente motivados por afirmações descabidas do PR e de Rui Rio- lancem fogo à PÀTRIA.

.

Saliente-se também a formação de unidades GIPS de Intervenção e Prevenção contra o fogo que vão patrulhar as zonas mais sensíveis.

Curiosamente, a nomeação de um especialista em na luta contra ações terroristas está a ser muito criticada por comentadores da direita no jornais online, chegando alguns a dizer que se trata de uma ditadura encapotada.

É verdade, a Pátria necessita de uma verdadeira ditadura de combate aos INCENDIÁRIOS incentivados pela direita e por chorudos negócios com aviões, material de combate ao fogo e madeiras.

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Parabéns pois a todo o Governo e esperemos que novo chefe da PJ se preocupe com o crime e não apenas com novos edifícios e instalações luxuosas. O combate ao terrorismo não se faz em boas secretárias na Rua Gomes Freire, mas sim no TERRENO e quem não quer ir para o teatro de guerra contra o terrorismo que vá para casa dar banho ao gato.

Lamento que não haja em Portugal uma direita patriota que não quer o combate aos INCENDIÁRIOS e vendeu ativos altamente estratégicos da Pátria ao Comunismo Estatal Chinês.

 

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por DD às 22:11

Domingo, 13.05.18

Sanções Loucas do Trump

 

 

 

O General Michem Hayden, ex-diretor da NSA (National Security Agency) e da CIA garante em entrevista à revista alemã "Der Spiegel" que o Irão não possui armamento nuclear nem está a construir, mas poderá fazê-lo a partir de agora.

Segundo o general americano, a maior sumidade americana em investigações militares secretas, Trump deixou-se influenciar por Israel e pelo genro de origem judaica, aceitando as afirmações de Natanayu que podem colocar o Mundo em pé de guerra.

Trump declarou sanções ao Irão que abrangem muito mais que o simples comércio entre o Irão e os EUA.

Tal como fizeram com Cuba, os EUA proíbem a atividade industrial e comercial no seu país a qualquer empresa do Mundo que exporte ou compre a Cuba e, agora, ao Irão.

Assim, se aparecer um VW nas ruas de Teerão, a grande empresa alemã terá de fechar as suas fábricas nos EUA e não venderá um parafuso sequer aos americanos.

As sanções ao Irão são extremamente injustas para não dizer CRIMINOSAS da parte de Trump porque o Irão está altamente interessado em ter uma indústria de bens de consumo e negociar com todo o Mundo, principalmente agora que o barril de petróleo subiu bastante para cima dos 60 dólares.

O Irão tinha contratado a compra de cerca de 200 aviões à Boeing, à Airbus e a outra empresa e negociava o fabrico de automóveis.

Assim, com as sanções fica limitado a negociar com a Rússia que não exporta quase nada para os EUA, mas também não possui uma importante indústria de bens de consumo.

Trump já disse que está contente por fazer vergar a Europa e, em particular, a Alemanha.

A resposta alemã e europeia em geral é deixar de apoiar Israel e não devemos esquecer que os alemães, a troco de uma encomenda de dois submarinos, ofereceram um terceiro muito mais adiantado e destinado a lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares tal como fornecem a preço muito baixo os motores dos tanques e outras viaturas israelitas e muita coisa mais.

Israel tem há mais de 20 anos a arma nuclear e os meios para a lançar em toda a zona do Médio Oriente, pelo que está devidamente defendido e os iranianos sabem que nunca poderiam atacar Israel. E se os israelitas acharem que os iranianos estão a construir armas nucleares que façam o mesmo que já fizeram com o Iraque e a Síria quando bombardearam aquilo que poderiam ser o início da construção de centrais nucleares, o que não significa possuir bombas.

A Europa está desarmada, possui apenas uma brigada incompleta por cada 20 milhões de habitantes, pelo que tem de modernizar o seu equipamento, mas à sua custa com material 100% europeu. Claro que a revista "Der Spiegel" diz que os israelitas continuam a fornecer certos equipamentos militares à Europa e a negociar parcerias comuns.

A posição da China e as suas relações com os EUA são desconhecidas ainda. Os chineses têm nos EUA o seu maior mercado, tal como a Coreia do Sul. A única solução para eles é colocar empresas suas, mas disfarçadas na Coreia do Norte que daí exportem para o Irão a troco do seu petróleo. Contudo não sabem se o Trampa não se vai zangar e partir novamente a loiça na península coreana.-

 

Sanções Loucas do Trump

O General Michem Hayden, ex-diretor da NSA (National Security Agency) e da CIA garante em entrevista à revista alemã "Der Spiegel" que o Irão não possui armamento nuclear nem está a construir, mas poderá fazê-lo a partir de agora.

Segundo o general americano, a maior sumidade americana em investigações militares secretas, Trump deixou-se influenciar por Israel e pelo genro de origem judaica, aceitando as afirmações de Natanayu que podem colocar o Mundo em pé de guerra.

Trump declarou sanções ao Irão que abrangem muito mais que o simples comércio entre o Irão e os EUA.

Tal como fizeram com Cuba, os EUA proíbem a atividade industrial e comercial no seu país a qualquer empresa do Mundo que exporte ou compre a Cuba e, agora, ao Irão.

Assim, se aparecer um VW nas ruas de Teerão, a grande empresa alemã terá de fechar as suas fábricas nos EUA e não venderá um parafuso sequer aos americanos.

As sanções ao Irão são extremamente injustas para não dizer CRIMINOSAS da parte de Trump porque o Irão está altamente interessado em ter uma indústria de bens de consumo e negociar com todo o Mundo, principalmente agora que o barril de petróleo subiu bastante para cima dos 60 dólares.

O Irão tinha contratado a compra de cerca de 200 aviões à Boeing, à Airbus e a outra empresa e negociava o fabrico de automóveis.

Assim, com as sanções fica limitado a negociar com a Rússia que não exporta quase nada para os EUA, mas também não possui uma importante indústria de bens de consumo.

Trump já disse que está contente por fazer vergar a Europa e, em particular, a Alemanha.

A resposta alemã e europeia em geral é deixar de apoiar Israel e não devemos esquecer que os alemães, a troco de uma encomenda de dois submarinos, ofereceram um terceiro muito mais adiantado e destinado a lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares tal como fornecem a preço muito baixo os motores dos tanques e outras viaturas israelitas e muita coisa mais.

Israel tem há mais de 20 anos a arma nuclear e os meios para a lançar em toda a zona do Médio Oriente, pelo que está devidamente defendido e os iranianos sabem que nunca poderiam atacar Israel. E se os israelitas acharem que os iranianos estão a construir armas nucleares que façam o mesmo que já fizeram com o Iraque e a Síria quando bombardearam aquilo que poderiam ser o início da construção de centrais nucleares, o que não significa possuir bombas.

A Europa está desarmada, possui apenas uma brigada incompleta por cada 20 milhões de habitantes, pelo que tem de modernizar o seu equipamento, mas à sua custa com material 100% europeu. Claro que a revista "Der Spiegel" diz que os israelitas continuam a fornecer certos equipamentos militares à Europa e a negociar parcerias comuns.

A posição da China e as suas relações com os EUA são desconhecidas ainda. Os chineses têm nos EUA o seu maior mercado, tal como a Coreia do Sul. A única solução para eles é colocar empresas suas, mas disfarçadas na Coreia do Norte que daí exportem para o Irão a troco do seu petróleo. Contudo não sabem se o Trampa não se vai zangar e partir novamente a loiça na península coreana.-

 

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por DD às 21:11

Sexta-feira, 27.04.18

Dieter Dellinger - Comentário "A Vitória de Trump"

 

 

 

Donald Trump é um presidente populista, mentiroso, arrogante e altamente imprevisível. Como tal suscita temor a uns e pouca credibilidade a outros. No fundo é um segundo Ronald Reagan que derrotou a URSS com uma ideia estapafúrdia, a da Guerra das Estrelas.

Trump sempre quis travar os avanços da Coreia do Norte no campo do nuclear militar e na construção de mísseis balísticos intercontinentais, sabendo, como toda a gente, que por de trás da Coreia do Norte está a China que mantém relações comerciais intensas e fornece muito do que o país necessita e importa e exporta.

Há quem acredite que o armamento nuclear do Norte tem origem parcial ou total na China que admitiria um conflito nuclear por interposto país. Mas, se todos pensarem bem, o nuclear militar não tem qualquer sentido, é quanto muito um conjunto de armas de resposta, pelo que não servem para o ataque e a Coreia do Norte nunca poderia destruir os EUA, podendo suceder o contrário, os americanos podem anular a capacidade nuclear do Norte. Todavia, a arma termonuclear dá um estatuto de potência e importância a qualquer país e regime político. É, no fundo, uma arma diplomática a nível mundial.

Os EUA possuem 6.800 ogivas e 450 mísseis de grande alcance, enquanto a China terá 260 ogivas e 62 mísseis. A diferença numérica não tem sentido e é quase uma igualdade, dado o enorme poder destruição de cada ogiva. Em caso de guerra seria como uma pessoa morrer com duas balas ou com 20.

Por isso, a questão nuclear é secundária e os EUA não entrariam em conflito militar com a China, mas não toleram a ideia de uma guerra nuclear por interposto país, nomeadamente a destruição nuclear das suas base de Guam e Hawai e, talvez, San Diego na Califórnia. Responderiam contra a Coreia do Norte, mas não contra a China que seria o instigador de um ataque no caso de os EUA quererem impedir a conquista de Taiwan e o domínio de todos os mares frente à China.

A China é a nação mais gigantesca do Mundo em população e tropa numerosa, cuja conquista não interessa a ninguém como não interessa a ninguém outras conquistas.

Trump ameaçou, mas não se meteu em qualquer conflito militar. Em vez disso, fez aquilo que os chineses não esperavam, desencadeou uma GUERRA COMERCIAL. Há poucas semanas ou dias as alfândegas passar a exigir 25% do valor do aço importado pelos EUA e 10% do alumínio. Além disso, Trump anunciou que mais de 120 artigos diversos - tidos como cópias de inventos americanos - seriam taxados a valores elevados se não pagarem royalties ou direitos de autor. Estão aí quase todos os telemóveis, computadores e muita coisa mais da Huawei e outras empresas chinesas. Uma verdadeira catástrofe para a China.

Foi instantâneo, a Coreia do Norte deixou imediatamente de lançar os seus perigosos mísseis que passavam por cima do Japão e nunca mais fez explodir qualquer ogiva nuclear de ensaio. Em vez disso lançou a mão ao presidente Mon Jae da Coreia do Sul com a participação de desportistas do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno e agora com o abraço fraternal na fronteira. Ambos os presidentes defenderam as duas Coreias desnuclearizadas, apesar de muita gente não acreditar que Kim o faça. Pelo menos pode congelar o desenvolvimento do seu armamento que deveria custar uma fortuna para uma nação com uma área ligeiramente superior à de Portugal e cerca de 24 milhões de habitantes, enquanto a Coreia do Sul tem uma área semelhante e 48 milhões de habitantes e é uma potência económica mundial que produz tudo desde os maiores navios do Mundo aos mais pequenos smartphones de pulso tipo relógio e um grande concorrente da China e do Japão nas suas exportações. Os sul coreanos já vendem mais automóveis na Europa que o Japão.

O PIB per capita da Coreia do Sul é ligeiramente superior ao português (multiplicado por 48 milhões no total), sendo da ordem dos 25 mil dólares, enquanto o do Norte anda pelos 2.500 dólares, mas não “desperdiça” em milhões de automóveis e aparelhagem eletrónica pessoal, exceto televisores que o regime de Kim necessita para comunicar ao minuto com o seu povo.

Kim já convidou Donald Trump a visitar o seu país ou a encontrar-se com ele como fez ao presidente do Sul.

Para além da questão comercial que é de importância vital, a China, cujo crescimento está em desaceleração, necessita de uma imensa reconversão industrial para não se afundar numa poluição quase mortal para a sua população.

A Coreia do Norte pretende a saída das tropas americanas da Coreia do Sul, o que não seria qualquer problema dado que o sul possui muita tecnologia e forças armadas muito bem armadas com material moderno não nuclear. Nada que se compare com a situação de 1950 quando o Norte invadiu um Sul quase desarmado. Além de que num improvável conflito, os aliados americanos estariam em poucas horas a lançar os seus mísseis de cruzeiro contra bases e centrais nucleares norte-coreanas.

Curiosamente, a Coreia do Sul nunca defendeu a unificação como fazia a Alemanha Ocidental que cortava relações diplomáticas com todos os países que reconheciam a Alemanha Oriental e sempre defendeu a integração do leste na sua República Federal como veio a acontecer há 28 anos. Por outro lado, talvez Kim não deve querer ser o líder de um protetorado da China como foi a Coreia durante séculos ou uma segunda Cuba impossibilitada de exportar e importar.

Por último, há a questão da mãe do presidente da Coreia do Sul que estava retida no Norte e suponho que tenha tido autorização de se juntar ao filho. A não ser assim, seria tudo uma farsa hipócrita.

Ao contrário da Coreia do Norte, a Alemanha Oriental ou Comunista deixou sair todos os reformados para o Ocidente. Assim, o Estado Oriental Alemão poupava nas reformas e nos cuidados de saúde e espaço habitacional. Já nos anos 50, a RFA já era tão rica que pagava a reforma de todos os idosos vindos do Oriente e cuidados de saúde, lares, etc., mesmo à minha avó que veio para Portugal.

 

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por DD às 17:41

Quinta-feira, 15.03.18

Nato Europeia Desarmada

 

Ainda em Dezembro passado, os EUA queixavam-se que dos 29 países da NATO só 23 aumentaram as despesas militares e de todos os países europeus, incluindo Portugal, ficaram abaixo dos 2% do Pib nos seus orçamentos militares decidido em 2015.

O novo avião Eurofighter Typhon voou pela primeira vez há 24 anos em 27 de Março de 1994 e entrou numa das Forças Aéreas europeias em 2003 e ainda hoje os 375 aviões encomendados pela Alemanha, Reino Unido e Espanha não foram entregues na totalidade. O último deverá ser entregue a uns 40 anos do primeiro voo, enquanto os Tornado alemães já não podem transportar armas por serem demasiado velhos e os F-16 de muitos países europeus estão no fim de vida. Portugal teve de desmantelar os velhos jatos de treino e ataque ao solo Alpha Jet por terem quase cinquenta anos de idade. Os pilotos portugueses têm de ir aprender a voar em jatos nos EUA ou outro país da Nato.

A Alemanha que chegou a ter quase 2 mil tanques tem agora 230, estando mais de metade em reparações. Os seus seis submarinos estão todos no estaleiro em revisão geral. Os helicópteros alemães já não voam e os aviões de transporte de tropas estão paralisados, enquanto os novos Airbus 400 militares estão atrasados de anos e nos primeiros ensaios mostraram imensos defeitos.

A França voa com os seus Rafale modernizados, mas que datam de há mais de 30 anos.

Putin não percebeu que os países europeus deixaram há muito de ser uma AMEAÇA pois acabaram com o serviço militar obrigatório e estão gastar cerca 1,3% dos seus Pib na defesa...

Talvez nunca a Europa viveu um período de Paz desejada e concretizada no atraso em renovar material obsoleto quando subitamente Putin lança as bases de uma nova corrida aos armamentos depois de conquistar a Crimeia e ocupar uma parte da Ucrânia que não tiveram grande reação dos países europeus. Os russos começaram a exibir novos aviões e Putin ameaça a Europa e o Ocidente em geral com uma nova arma termonuclear indetectável.

Putin diz que os americanos não respeitaram o acordo de limitação de mísseis nucleares, o que não é verdade, mas Putin considera as armas antimísseis como mísseis ofensivos e esquece que na região de Moscovo, os russos têm -sem protestos ocidentais - têm centenas de grandes mísseis S-300 e S-400 destinados a combater aviões e mísseis intrusos. Um desses mísseis abateu o avião civil malaio cheio de turistas holandeses por cima da Ucrânia. Para além disso, os russos têm milhares de misseis desse tipo em telas gonflávels e aquecedor interno para dispersar eventuais atacantes quando a Europa quase não têm mísseis de ataque.

Putin cometeu um gravíssimo erro ao ameaçar a Europa e impulsionar o desenvolvimento dos seus armamentos.

Saliente-se que os EUA limitaram a construção dos seus bombardeiros B-1 e B-2, bem como os caças F-35, por serem demasiado caros. Toda a modernização armamentista está planeada para ser completada para lá dos anos 30 deste século.

Até Portugal atrasou a substituição da velha G-3, limitando-se à compra de pequenos lotes da arma israelita Galil e da suíça S&G.

Foto: Eurofighter Tyfon que nasceu já "velho".

 

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por DD às 22:20

Terça-feira, 26.12.17

Guerra na Coreia: Pouco Provável em 2018

 

 

 

 

Muitos futurólogos admitem a possibilidade de se desencadear uma guerra entre a Coreia do Norte e os EUA.

Pode ser que Kim Jong Un seja demente e esteja confrontado com outra figura não muito melhor, Donald Trump.

Mas se a Kim ninguém se atreve a dar um conselho que não seja do seu agrado, relativamente ao Trump há o Senado, a Câmara dos Representantes e muita gente normal à sua volta.

A questão dos mísseis e armas nucleares foi herdada pelo Kim do seu pai que sucedeu ao avô do jovem ditador comunista. Só que, familiares e outras personalidades do regime julgavam que, pela sua idade, Kim iria ser uma espécie de mandarete dos mais velhos quando se revelou afinal uma pessoa sedenta do poder e disposto a tudo internamente.

É sabido que mandou matar o tio e, aparentemente, a tia mais uma série de generais e pessoas altamente colocadas no partido único e até o irmão, assassinado na Malásia por agentes femininas dos seus serviços secretos.

Mas, para reforçar o seu poder, principalmente em relação ao seu gigantesco exército, Kim necessita de uma situação conflitual que una todos os coreanos do norte á sua volta e daí as provocações com o lançamento de mísseis balísticos que passam por cima do Japão. Uma ameaça que está a levar o Japão a alterar a sua Constituição para reforçar o seu potencial bélico e até fabricar armas nucleares.

A Guerra da Coreia terminou há 65 anos, sem que tenha havido qualquer reacendimento e, além disso, não resultou de uma invasão ocidental, mas do ataque surpresa dos norte coreanos que em poucos dias conquistaram Seul, a capital do Sul, e ocuparam quase toda a Coreia do Sul com exceção de uma extremidade no sul.

A pedido da Coreia do Sul e da ONU, os americanos e outras nações intervieram e desembarcaram num porto perto de Seul, conquistando a capital num ápice, ficando em vias de cercar todo o exército norte coreano que se retirou imediatamente para o norte e os americanos chegaram ao rio Yalu que faz fronteira com a China.

Verificou-se de seguida a intervenção da China que mandou mais de um milhão de soldados mal armados, mas pelo número tinham muito peso. Os americanos recusaram entrar mesmo em guerra com a China e recuaram até ao paralelo 38 que fazia fronteira entre as duas Coreias.

A guerra continuou, mas parada, até se assinar um cessar-fogo e chineses e russos retiraram-se, enquanto permaneceu até hoje o estado de guerra com cessar-fogo sem grandes incidentes militares.

65 anos é muito tempo para que se possa dizer que há algo a alterar e a Coreia do Sul tornou-se na mais industrializada e próspera pequena nação do Mundo, a avaliar pelo muitos carros sul coreanos que circulam nas nossas estradas, nos televisores Samsung e no imenso material que exportam.

Kim sabe da derrota imensa do Japão quando atacou os EUA e os seus "aliados", a China e a Rússia nada têm a ganhar com uma guerra. Os chineses sofriam sanções e acabariam as exportações para o Ocidente e a Rússia não iria conquistar nada nem chegar aos EUA, o que não lhe deve interessar.

Na atualidade, as provocações de Kim servem para os americanos aperfeiçoarem os seus sistemas antimísseis, algo que tanto chineses como russos não podem ouvir, apesar de também possuírem meios do género. Dizem que só em volta de Moscovo há dezenas de baterias e radares antiaéreos e antimísseis de grande alcance apesar de não se conhecer bem a sua eficácia.

Enfim, uma guerra provocada por Kim só serviria para destruir a Coreia do Norte e provocar vítimas em mais países. Uma bomba nuclear nos EUA seria respondida com mais de uma dezena na Coreia do Norte que passaria a ser um quase deserto.

Por sua vez, uma guerra convencional com uma ameaça mútua de disparo de armas nucleares seria uma derrota imediata das forças de Kim que são numerosas, mas mal equipadas com material velho e pilotos e guarnições de tanques e artilharia pouco treinados para não gastar o material. Até as Kalshnikovs são velhas e o pessoal não dispara muito para não as estragar.

Enfim, a ameaça de Kim serve apenas para manter o complexo militar-industrial americano a funcionar, o que obriga russos e chineses a acompanhar e, como tal, a gastar recursos que deveriam servir para melhor a vida do povo.

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por DD às 19:29


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