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Guerra, Estratégia e Armas


Segunda-feira, 02.09.19

Rui Rio Vai Comprar uma Guerra

 

Esta manhã apanhei um susto. Estava a sorver o meu café Delta quando ouvi na RDP 1 o Rui Rio a falar e a dizer que vai comprar uma guerra.

Assustei-me e fiquei aflito, uma guerra neste país tão pacífico e fiquei indignado, o gajo não disse onde é que ia comprar a GUERRA.

Sai depois de casa e fui à loja Dia que pertence a um oligarca amigo do Putin e pensei como este anda com tantas manias de armas fantásticas talvez tivesse algo no retalho e perguntei se vendiam guerras. O rapaz da caixa ficou espantado e disse que não conhecia essa marca e nunca vendeu nada com essa marca.

Ao lado há uma loja dum chinês que até está aberta ao Domingo. Entrei e perguntei se vendia guerras. O china não percebeu e fiz-lhe então aquele gesto do Bolsonaro com os braços a imitar uma espingarda e disse pum, pum. Uma guerra percebeu com muitos pum, puns,

Ah! respondeu o chinoca, uma guella quer? Sim, sim disse-lhe eu. Na, na, aqui no vender guella, só em Hong Kong.

Está bem, não vou a Hong Kong, é muito caro, e só queria saber o preço da guella chinesa.

Depois fui ao Continente novinho perto da minha rua e perguntei ao guarda fardado de tropa especial com o telemóvel à cintura e perguntei se a empresa vende guerras. O gajo olhou-me como se estivesse a ver um louco e perguntou para que queria eu uma guerra. É que, respondi, o Rui Rio quer comprar uma guerra e não sei onde se vende. Mas quem é esse Rui Rio? Perguntou o guarda, nunca ouvi falar nele e, de qualquer modo, o grupo Sonae na vende guerras em Portugal.

Já desesperado de ver o Rui Rio fazer uma guerra sozinho fui ao Pingo Doce e aí perguntei a um operador de loja se vendia guerras. Respondeu-me que em Portugal não vende disso, mas talvez na Colômbia tenham a distribuição das guerras da FARC ou das milícias paramilitares e estejam a vender a retalho, mas ao certo não sei.

Enfim, fui perguntar ao meu vizinho coronel que estava a sair apoiado numa bengala para ir a um café e perguntei: sr. coronel, onde é que se pode comprar uma guerra em Portugal? Porra, respondeu-me, isso de guerras é só para as direitas e você é socialista ou já virou?

Não, disse-lhe, ouvi o Rui Rio dizer que ia comprar uma guerra. Ó Pá, eu estou reformado e já não sei nada de guerras, mas talvez em Tancos, vá lá ver se ainda vendem qualquer coisa ou talvez em Alcochete, ao lado do campo de tiro, há lá um centro comercial do exército que tem tudo, munições, granadas, canhões com e sem recuo, G-3, cópias israelitas da Kalashnikovs, etc. Talvez lhe vendam alguma coisa.

Obrigado Sr. Coronel e passe bem o Domingo.

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por DD às 23:20

Sexta-feira, 30.08.19

Pacto Germano-Soviético

 

No passado dia 23 fez 80 anos que os ministros dos estrangeiros alemão e russo, Ribentrop e Molotov, assinaram o Pacto Germano-Soviético de Não Agressão e um protocolo secreto que conferia à URSS a conquista e posse de parte da Polónia, Lituânia, Letónia, Finlândia e Roménia.

Com a certeza de que tinha a URSS como aliada, Hitler ordenou a conquista da parte ocidental da Polónia que era composta por muitos territórios ex-alemães e cedidos no âmbito do tratado de Versalhes.

Quinze dias depois, Estaline manda as suas tropas invadir a parte oriental da Polónia e as citadas repúblicas bálticas e anexar a Moldávia que fazia então parte da Roménia. Um pouco mais tarde invade a Finlândia e o exército vermelho vê-se aflito na guerra de inverno contra os valentes finlandeses que se defenderam muito bem e infligiram pesadas perdas aos russos soviéticos.

O protocolo secreto foi conhecido pelo Reino Unido e a França que concluíram que Hitler foi obrigado a ceder muito espaço geográfico à URSS, mostrando fraqueza e daí terem declarado guerra à Alemanha

Por outro lado, as dificuldades enfrentadas pelo exército russo na Finlândia foram interpretadas por Hitler como sinal de fraqueza, pelo que que considerou que poderia invadir e conquistar rapidamente a URSS. Aparentemente o ditador, ex-cabo e ex-sem abrigo alemão, desconhecia o essencial da geografia da Europa e Ásia soviética pelo que se lançou ao ataque a toda a gente para acabar como um cão morto e queimado no jardim do seu abrigo subterrâneo em Berlim.

Hoje, os polacos e os bálticos não esquecem isso, tal como sabem o que aconteceu com a conquista da Crimeia e da região mineira e siderúrgica ucraniana de Donetsk e pedem aos EUA e aos países da quase desmantelada NATO para se instalarem nos seus territórios, a fim de terem a certeza que uma invasão da Rússia de Putin seria uma guerra com os EUA

Mas, consta dos mentideros da política internacional que há também um Pacto Trump-Putin de não agressão mútua e daí Trump ter-se afastado da Europa e ter dito aos europeus que se defendam.

Os polacos organizaram já uma milícia nacional que deverá vir a ter um milhão de rapazes e raparigas dotadas com uniforme camuflado, Kalashnikov e armas antitanques porque sabem que Putin nunca irá utilizar a arma atómica e as suas armas modernas sem o nuclear só servem para gastar dinheiro e tirar o pão e a manteiga da boca dos seus cidadãos, mas o nuclear é impossível de ser utilizado porque permitiria uma resposta não americana e americana

Quer dizer, os americanos forneceram a vários aliados como Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e mais não sei quem a bomba nuclear B 61 que pode ser lançada de avião a grande distância com orientação automática por GPS. Essas bombas têm duas palavras passes que estão na mão dos americanos, uma para a tornar utilizável e outra para destruir o sistema de detonação, desarmando-a completamente.

Os exercícios das milícias e exército polaco são sempre contra os homenzinhos verdes que seriam os separatistas falsamente polacos que quereriam fazer a Polónia sair da Nato como aconteceu com a Ucrânia e sabem que a guerra moderna com armas automáticas, inteligência artificial, etc. necessita de botas no terreno, a não ser que se opte pela destruição nuclear que não seria consentida pelo mundo inteiro.

Putin tem de meter na cabeça que a época do colonialismo ou prisão de nações como dizia Lenine do Império do Czar acabou.

Assim como não cabe na cabeça de nenhum português conquistar Angola e Moçambique, nenhum russo pode imaginar a reconquista do ao seu império soviético e dos países satélites. Há páginas na História que se voltaram para sempre.

 

 

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por DD às 15:54

Quarta-feira, 07.08.19

Nova Guerra Fria com dois Loucos: Putin e Trump.

 

 

 

Fabrico em série de mísseis hipersónicos russos

 

Devido à jactância que Putin mostrou no texto em baixo, o Tratado de Força Nucleares de Alcance Intermédio foi denunciado a 20 de outubro de 2018 pelo Trump com um prazo até 2 de Agosto de 2019 para negociações que não foram aceites por Putin por várias razões.

Putin diz que os sistemas e defesa antiaérea e antimíssil com os poderosos radares Aegis instalados na Roménia pelos americanos podem servir para lançar bombas nucleares.

Na verdade, a tecnologia atual permite miniaturizar de tal maneira a arma nuclear que até pode ser instalada em balas de 12,5 das metralhadoras Browning, havendo aqui uma reciprocidade total porque os mísseis russos do tipo do que abateu o avião de passageiros malaio sobre a Ucrânia também pode lançar explosivos nucleares e está instalado em camiões que circulam rapidamente de um ponto para o outro.

Por outro lado, os mísseis de cruzeiro hipersónicos não têm defesa possível por voarem a baixa altitude e serem detetados pelos radares demasiado tardes ou depois de terem passado por cima. Putin diz que o novo 9M729 (SSC-8 na designação Nato) pode voar a mais de 10 mil km/k, atingindo qualquer objetivo na Europa em minutos, até porque podem ser instalados na antiga Prússia Oriental (Kaliningrad) entre a Polónia e a Lituânia, dois países da Nato.

Os EUA não têm mísseis de alcance intermédio na Europa nem a França e o Reino Unido que só possuem míseis balísticos instalados em submarinos. Assim, uma invasão da Ucrânia com armas nucleares seguida da cnquista da Rep+ubkicas Bálticas só poderia ter como resposta o lançamento de mísseis balísticos que, por sua vez, teriam uma contra resposta russa nuclear contra Nova Iorque, Paris e Londres. Claro que ninguém vai querer sofrer danos tão irreparáveis por causa da Ucrânia e Repúbkicas Bálticas e talvez a Polónia.

Toda a gente sabe que o sistema Aegis instalado na Roménia não está lá para defender aquele país da Nato, mas sim para amedrontar Putin quando este concretizar o seu plano de conquista da Ucrânia que é a maior nação não imperialista totalmente instalada na Europa com os seus 603,6 mil km2 menos a pequena porção da Crimeia que he foi retirada e o enclave de Donetsk.

Putin não quer conquistar a Europa, mas refazer territorialmente a antiga URSS que nos tempos o Czar era designada por Lenine como a "prisão de nações", mas quando conquistou o poder tratou de invadir todas essas nações que se tornaram independentes, incluindo a Ucrânia comunista soviética sem obediência a Moscovo. Putin disse que a maior desgraça do Século foi a independência das Repúblicas soviéticas que foram desenhadas por Estaline e eram juridicamente independentes, mas sob o domínio do Partido Comunista da União que em todos mandava. Curiosamente não foram essas repúblicas que se declararam independentes, mas a Rússia que se declarou independente desses territórios, mas queria fazer uma espécie de União Europeia que só conseguiu em parte.

Uma invasão russa da Ucrânia nunca seria feita com armas nucleares, mas com mísseis equipados com explosivos convencionais, aviões e outro material como foi feito contra a Crimeia, Donetsk, Georgia, etc.

O problema para Putin é que a Rússia tem um PIB igual ao da Itália e um orçamento militar semelhante ao da França, pelo que meter-se numa corrida aos armamentos do tipo da guerra fria é condenar-se a uma morte certa e já o povo de Moscovo anda a protestar contra a chamada ditadura de Putin e o seu baixo nível de vida.

 

 

O presidente russo Vladimir Putin mostrou imagens novas de armas avançadas do exército russo, que não existem em mais lugar nenhum do mundo.

A Rússia começou o desenvolvimento de armas estratégicas invulneráveis para os sistemas de defesa antimísseis inimigos, anunciou esta quinta-feira o presidente da Rússia Vladimir Putin, na sua mensagem anual perante as Câmaras da Assembleia Federal.

Segundo a RT, que citou o presidente russo, nenhum país levava a Rússia a sério até que o país desenvolveu sistemas de armas de última geração, mas agora têm a prova de que deveriam começar a fazê-lo.

“Não fizemos segredo dos nossos planos. Sempre falamos deles abertamente para, antes de tudo, chamar os nosso aliados a dialogar. Foi em 2004. Surpreendentemente, apesar de todos os problemas que enfrentamos na economia, finanças, indústria de defesa e no exército, a Rússia permaneceu e permanece como a maior potência nuclear. Ninguém queria falar connosco. Ninguém nos ouvia. Ouçam agora”, afirmou Putin.

O mandatário mostrou imagens de novas e avançadas armas do Exército russo. “Ninguém tem esta classe de armamento no mundo”, apontou o presidente, assinalando que, quando os outros países conseguirem desenvolver um arsenal similar, já Moscovo terá desenvolvido “algo novo”.

Sistema de mísseis Sarmat

Durante o discurso, Putin mostrou imagens do novo sistema de mísseis Sarmat, que não tem limites no que toca ao alcance e capacidade de portar ogivas nucleares.

“Nenhum sistema de defesa antimíssil é impedimento para o Sarmat”, assegurou, agregando que o novo míssil pesa mais de 200 toneladas.

Outro dos mísseis revelados pelo chefe de estado russo é o Avantgard, capaz de alcançar velocidades hipersónicas e manobrar por entre as densas camadas da atmosfera terrestre. O Avantgard será “como um meteorito”, advertiu.

Além disso, também foi iniciado um pequeno sistema energético nuclear com o qual se equiparão os submarinos autónomos e os mísseis de cruzeiro. Com estes dispositivos, os mísseis de cruzeiro serão invulneráveis perante os sistemas de defesa antimísseis e terão um alcance ilimitado.

Sistema Kinzhal

Num dos vídeos, foi também exibido o sistema Kinzhal (Daga). Putin informou que o sistema já entrou em serviço nos aeródromos do Distrito Militar Sul em dezembro do ano passado.

“As características técnicas e de voo do avião portador permitem levar o míssil ao ponto de lançamento numa questão de minutos“, destacou. “Ao mesmo tempo, o míssil que atinge velocidades hipersónicas e supera em 10 vezes a velocidade do som, é possível de manobrar em todas as secções da trajetória de voo”, afirmou Putin.

“Isto permite-lhe superar todos os sistemas existentes e, acredito eu, todas as perspetivas de defesa antimíssil e antiaérea, levando as cargas convencionais e nucleares até 2.000 quilómetros de distância”, detalhou.

Veículo submarino não tripulado

Putin anunciou também a criação de um veículo submarino não tripulado para grandes profundidades e distâncias intercontinentais. “A sua velocidade supera várias vezes a dos submarinos e torpedos mais rápidos. É fantástico”, sublinhou o presidente.

Nas fronteiras da Rússia, criou-se uma “área de radio-localização única com um sistema de alerta de ataque com mísseis”.

Assim, Putin detalhou que 80 novos mísseis balísticos intercontinentais entraram ao serviços em diferentes ramos das Forças Armadas russas. Enquanto que 12 divisões de mísseis estratégicos do Exército foram equipadas com os mísseis balísticos intercontinentais Yars.

Por outro lado, o presidente russo fez questão de esclarecer que o “crescente potencial militar da Rússia não ameaça ninguém“: “O poderio militar russo é uma firme garantia da paz no nosso planeta, porque este poder mantém e continuará a manter um equilíbrio estratégico e um balanço de orças no mundo, o que continua a ser um fator chave da segurança internacional desde a II Guerra Mundial até hoje”, ressaltou Putin.

Todos estes trabalhos realizam-se “no marco dos acordos vigentes no âmbito do controlo do armamento. Não violamos nada, concluiu o presidente.

 

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por DD às 22:46

Quarta-feira, 31.07.19

Uma Guerra Esquecida há dez Anos

 



No chamado "africanistão", o grande estado que é a Nigéria não consegue abater as guerrilha do "Boko Haram" (significa Educação Ocidental é Pecado) como não conseguem os confinantes Tchad, Niger e Camarões e nem se trata de uma guerra de libertação, mas antes de um guerra de religiões em que os muçulmanos combatem em teoria os cristão do sul, mas mais de 95% das pessoas que matam cruelmente são muçulmanos, apesar de o Corão proibir assassinar irmãos de fé.O objetivo destes radicais muçulmanos é converter e conquistar toda a África negra, incluindo Angola e Moçambique até chegarem à Cidade do Cabo. Com as suas ideias arcaicas impedem o desenvolvimento africano e tornam assim a Europa proporcionalmente mais forte, dado que só tem dois concorrentes mundiais e muito distantes, os EUA e a China.

 

Os homens do "Boko Haram" aderiram ao djihadismo e são neste momento a única força que domina um território do tamanho de Portugal na fronteira norte este da Nigéria, cujo exército não consegue derrotar essa guerrilha, apesar de controlar as principais cidades como Maidugari, Nguru e Damatini, mas fora de uma autoestrada construída na zona ninguém se atreve a sair, exceto os próprio guerrilheiros


Ainda recentemente, Portugal parece ter vendido os seus Alpha Jets de treino e ataque ao solo que é o avião que a Força Aérea Nigeriana mais utiliza para derrotar a guerrilha. Esta guerra dura há mais de 10 anos, estando os terroristas equipados com muito material oriundo da líbia, nomeadamente Kalshnikovs, munições, lança granadas russas RPG, drones, foguetões e telefones, etc. e paga pelos aiados dos americanos da Arábia Saudita, Dubai, etc. que compram assim o seu sossego relativo.

Onde atuam, o djihadistas do BH destroem tudo e, em particular, escolas, até mesquitas, antenas de telemóveis, edifícios administrativos. Recusam e odeiam tudo que é ocidental e europeu, exceto as armas

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por DD às 23:46

Sábado, 23.03.19

O Fim do Estado Islâmico (Daesh)

 

Com a queda do último reduto jihadista de Baghus, o Estado Islâmico desapareceu como um futuro califado que deveria repetir a proeza de Maomé e conquistar todo o Médio Oriente, O Norte de África até à República Centro Africana e, talvez, converter todas as populações africanas até à Namíbia e África do Sul, passando por Moçambique, Angola, Zambia, Bostwana, etc.

Nos sonhos do seu líder estaria a reconquista das terras de Al-Andaluz ou Andaluzia, Algarve e quase toda a península ibérica.

Os jihadistas organizaram uma guerrilha bem treinada a partir do grupo Al-Qaeda que atuava no Iraque e conseguiram num ataque surpresa conquistar a cidade iraquiana de Mossul e pôr em fuga todos os soldados de uma ou duas divisões, apoderando-se do armamento e de um vasto stock de munições. Com isso fizeram uma guerra com bastante êxito até se esgotarem as munições e muito material ser destruído. Com o contrabando de petróleo para a Turquia, vendido a metade do preço conseguiam, aparentemente, comprar munições e algumas armas até os turcos fecharem as fronteiras e as forças aéreas ocidentais destruírem camiões tanques e poços de petróleo.

Derivados da Al Qaeda, mas muito mais agressivos e cruéis té à barbárie extrema com a mania de degolarem os seus “inimigos” muçulmanos, pecando assim contra os ensinamentos do Alcorão que proíbe a matança de outros muçulmanos. Os jihadistas começavam por recusar o caráter muçulmano a todos os militares iraquianos, sírios, curdos, etc., cometendo o erro que uma força guerrilheira inicialmente não deve fazer que é recusar a conquista moral e ideológica das populações. Só o terror não chega e causa uma repulsa sob a forma de combatentes inimigos.

Nos seus ataques, os jihadistas utilizaram muito o “Google Map” para verem o ponto em que uma viatura suicida cheia de explosivos iria forçar a entrada numa cidade ou espaço defendido. A Google deve encriptar as suas emissões para zonas de guerra para não fornecer todos os meios de reconhecimento quase à borla.

Depois com o combate no deserto, a situação tornou-se diferente porque as forças opositoras passaram a disparar à distância com metralhadoras pesadas ou canhões automáticos e, além disso, utilizavam bombas inteligentes guiadas por infravermelhos e comando à distância televisivo que perturbavam o abastecimento, obrigando os jihadistas a andarem de mota e dispersos de modo a que cada bomba não fazia grandes estragos mas prejudicavam a logística e qualquer força em combate com armas automáticas necessita de uma logística extremamente importante. Por isso, uma guerrilha necessita do apoio de uma potência que lhe possa fornecer tudo o que necessita. As modernas tecno-guerrilhas podem utilizar armamentos portáteis antitanques e antiaéreos extremamente poderosos, mas de fabrico só disponível pelas grandes potências. Por isso, os jihadistas acabaram sucumbidos e acabam as guerrilhas do Boko Haram quando deixarem de ter o stock logístico acumulado antes do início dos combates. Podem continuar com um tiro de vez em quando que pode matar e perturbar, mas não ganhar um conflito.

 

A derrota dos jihadistyas não foi uma vitória do ditador Bashar-al-Assad, presidente não eleito da Síria desde 2000 e filho do anterior ditador Hafez que esteve no poder durante 30 anos até morrer, mas sim da Forças Armadas Democráticas da Síria aliado aos fortíssimos combatentes curdos, os Peshmergas, apoiados pela aviação americana e francesa com algumas forças especiais dos EUA e artilharia vinda da França.

Nem as tropas iranianas confinadas no sul da Síria nem os russos aquartelados numa base naval e aérea síria entraram verdadeiramente em combate. Os turcos também se amedrontaram ou o atual ditador necessita de todas as suas forças para prender dezenas de milhares de intelectuais, funcionários e quase toda a população instruída do seu país.

Assad terá agora que negociar com o exército democrático e com os curdos ou deixar ambos ocuparem uma parte do norte da Síria dividido numa espécie de república democrática e num pequeno prolongamento do Curdistão iraquiano que existe de facto como nação independente, mesmo que não reconhecida pela comunidade internacional.

O ditador governa hoje uma grande parte da Síria destruída com quase meio milhão de mortos, todas as cidades feitas em cacos e mais de dois milhões de refugiados, ou seja, quase todas a classe média não ligada ao poder de Assad. Ninguém lhe dará apoio económico sem se sujeitar à democracia e aceitar o regresso dos refugiados sem vinganças, acabando com as suas polícias torcionárias secretas.

O fim do Califado não será o termo do terrorismo. Muitos dos jihadistas fugiram para o deserto depois das violentas batalhas de Mossul e Raqqa e outros grupos formaram-se nas “willayats” (províncias) do Califado que se estendem ao deserto do Sinai onde combatem as tropas egípcias, prolongando-se pelo Cáucaso para combater os russos, indo à Argélia, Banda do Sahel em África até ao Iémen, Filipinas, etc.

Por último saliente-se que estão na Europa. Aqui a guerra nem necessita de armas. Um só radical islâmico num camião pode matar civis que passeiam em Nice ou atropelar alemães numa feita de Natal em Berlim.

Um anti-islâmico pode matar 50 muçulmanos na Nova Zelândia enquanto um turco mata os ocupantes de um elétrico na Holanda.

Em termos militares, essas ações não levam a nada e exigem apenas mais polícia e mais investigação secreta sobre quem é muçulmano e quem se mostra radicalizada com um sucesso limitado, tanto para o lado islâmico como para os nazifascistas que fazem do medo a sua possibilidade de êxito eleitoral.

Em muitos países, torna-se necessário proibir todas as organizações radicais, tanto da direita nacional como dos emigrantes de qualquer tipo.

 

 

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por DD às 18:19

Sexta-feira, 08.02.19

Trump quer sair do Afeganistão

Lançamento de um poderoso míssil Javelin anti-tanques e anti-edifícios com alcance de 5 km e carga de quase 9 kg.

 

 

Os EUA têm estado a negociar com os talibãs a sua saída do Afeganistão iniciadas pelo presidente Obama. Desde 2013 que há negociações no Qatar (Emiratos Árabes) onde os Talibãs mantêm ums espécie de embaixada que recentemente negociou com Zalmay Khalizad, um americano de origem afegã, que foi embaixador e é agora o enviado especial do Trump.

Até ao momento foi negociado um acordo de quatro pontos que ainda não abrange a totalidade do problema, mas tem a seguinte constituição:

 

  1. Os talibãs comprometem-se a não permitir que o Afeganistão volte a ser base de grupos radicais como Al Kaeda ou Estado Islâmico ou outros que apareçam por aí.
  2. Os EUA retiram todas as suas tropas do Afeganistão.
  3. Todos os líderes afegãos iniciam um diálogo entre si para encontrarem um método de governarem o País.
  4. Com o início desse diálogo é declarado um cessar fogo total entre todas as forças em presença.

Em Cabul, os governantes sentem-se traídos pelo americanos, mas acreditam no seu poder militar porque têm um exército de 174.000 homens e mulheres mais uma força policial de quase 100.000 homens e todos acreditam que os talibãs no poder Irão enforcar todos esses homens e mulheres mais as muitas mulheres que, entretanto, tiraram cursos superiores e trabalham para o serviço público, principalmente nas muitas escolas femininas que foram abertas na última década.

Nas televisões, rádios e jornais há mulheres a trabalhar, o que era impensável no regime talibã.

 

Há 20 milhões de afegãos com telemóveis e quase 10 milhões têm acesso à Internet.

Os talibãs não querem falar com o governo atual e nem pensar em eleições. Só falam com dirigentes tribais, sendo que muitos são senhores da guerra talibãs.

Os americanos querem que o Paquistão deixe de fornecer armas aos talibãs e faziam por causa da chantagem em que na falta de certos equipamentos, rebentavam grandes bombas no Paquistão.

A China ali próxima não quer os mesmo talibãs do passado e não deseja que junto à sua fronteira poderosas rádios emitam propaganda islâmica nas línguas faladas pelos uigures e outros povos islâmicos do território chinês.

Pode acontecer que se os talibãs conseguirem conquistar o poder, as tropas governamentais as se retirem para o Norte como fizeram no passado e continuem a guerra, podendo os americanos continuarem a financiar os soldados afegãos que ganham 240 dólares por mês em zonas perigosas e os oficiais muito mais, enquanto os talibãs só têm os lucros da exportação de drogas.

O principal problema após a saída dos talibãs é saber qual o papel da mulher emancipada na sociedade afegã.

Os talibãs são muito fortes com a sua moderna tecno-guerrilha que depende do Paquistão pois é baseada em armas do tipo Manpad, mísseis antiaéreos e anti blindados ou pessoal lançados de tubos levados ao ombro. Curiosamente, o Paquistão é financiado pelos EUA e é uma das razões porque Trump quer sair do Afeganistão e deixar de ajudar o Paquistão que têm na Índia um poderoso inimigo. Além disso, os americanos estão a sair da Síria e no Iraque só tem uma força que guarda uma base aérea e outra que está em torno da embaixada dos EUA em Bagdad.

Trump está com pressa porque quer apresentar resultados antes das eleições e quer dizer aos americanos que fez regressar a casa todos os soldados americanos e construir o muro para acentuar o caráter isolacionista dos EUA como deseja, só permitindo entrar a mão de obra que o país necessita.

Os mais de vinte anos de guerra no Afeganistão terão causado mais de 200.000 mortos divididos em partes mais ou menos iguais por ambos os lados.

 

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por DD às 19:20

Terça-feira, 01.01.19

Dieter Dellinger: Andaluzes querem Guerra contra Portugal e como a Liberdade está em Risco

A extrema direita fascista andaluza pretende conquistar uma parte de Portugal do Algarve a Cacilhas para formar uma República Federal Andaluza.

Já foi criada a referida entidade enquanto estado virtual, mas admitem que no caso da independência da Catalunha venham a criar a Andaluzia que está retratada no mapa, à qual falta acrescentar o Rif marroquino.

Para Portugal, isso só seria possível no âmbito de uma situação de guerra, pelo que temos de dizer a verdade: o crescente fascismo na Europa, incluindo o da Espanha e nas Américas pode provocar uma guerra a nível internacional extremamente perigosa, principalmente para países pacíficos e pouco armados como Portugal e muitos outros.

Divulgar e combater o ou os autores desta ideia andaluza é fundamental para a defesa da Pátria, cuja Constituição considera crime gravíssimo a alienação de parte do seu território e que deverá incluir no futuro também a venda de bens estratégicos como a EDP, REN, ANA, etc. que são ativos estratégicos da Pátria.

O conhecido Álbum das Caras americano onde toda a gente escrevia começou vida nova por influências institucionais obscuras e bloqueou a colocação deste post que representa o ponto de vista livre de uma cidadão português de ascendência paterna alemã e daí o nome.

O referido álbum é ou era um espaço individual de liberdade em que o cidadão anónimo no sentido lato do termo - que não é uma figura pública -  tinha a liberdade de manifestar as suas ideias em defesa ou contra algo. Neste caso é em defesa de Portugal contra ideias absurdas vindas da Andaluzia.

Quem esteja a ler isto perguntará, então porque foi bloqueado. Eu respondo que, presumo, neste início de ano "big brother" que o sistema de inteligência artificial que censura o Álbum das Caras não é inteligência nenhuma e orienta-se apenas por palavras, além de nada saber de geografia e não perceber que a ideia andaluza era a velha ideia espanhola de anexar uma parte de Portugal como quis nos tempo napeolónicos Godoy, o amante da reina de Espanha, para ser princípe dos Algarves.

Assim, fiquei bloqueado por sete dias, mas não sei dizer se voltarei a escrever nessa coisa americana.

Saliento que já tinha sido bloqueado por me ter insurgido contra a greve das enfermeiras às cirurgias e ter reproduzido a frase da bastonária que em linguagem sinonimial dizia: a referida ausência de funções poderiam causar o fim existencial de muitas pessoas que necessitava das intervenções que não foram feitas.

A utilização de sinónimos - principalmente sob a forma de termos de duplo sentido - no referido álbum tem o objetivo de enganar o tradutor automático do sistema para inglês que não sabe contextualizar certas palavras, deixando o sistema de IA sem agulha para onde apontar.

O cidadão da rua nas democracias tem a chamada liberdade institucional que geralmente é pouca ou nenhuma. Pode escolher organizações partidárias, seguir outras de caráter sindical, mesmo que ponham vidas em perigo ou periguem a economia da Pátria de modo a impedir que todos tenham um acesso a uma digna vida social. Além disso, o cidadão julga-se livre por ter acesso aos meios de informação institucionais que se orientam por determinados objetivos políticos e ideias dos seus proprietários. Como tal, enganam o cidadão como o aparelho judiciário o engana ao acusar pessoas que podem nem chegar a ser julgadas e que ficam fora de uma corrida eleitoral, por exemplo.

Saliento aqui o caso de Lula da Silva, acusado de ter aceite uma promessa de oferta de um apartamento, o célebre duplex, que não foi concretizada e que não há prova alguma que a referida promessa foi feita e, menos ainda, aceite. Há uma delação premiada, mas não há um documento escrito, um registo notarial e não houve qualquer ocupação do espaço prometido. Se não existisse o objetivo de retirar Lula da corrida eleitoral, qualquer procurador experava por uma das referidas concretizações.

Por isso, Lula foi afastado da corrida ao Palácio do Planalto na qual estava confortavelmente em primeiro lugar, o que afastou outros candidatos potencialmente fortes, e acabou por produzir a eleição de um candidato da segunda ou terceira divisão política, o Jair Bolsonaro que não se sabe como poderá governar sem ter um único governador federal do seu lado nem uma maioria no Senado e Câmara dos Representantes. Para se impor tem apenas dois instrumentos: a ameaça militar e a justiça que pode tornar arguido qualquer governador ou membros de um governo federado, sendo que muitos são corruptos, mas todos devem ter apagado as possíveis provas e não creio que haja escutas de conversas em telefones que possam deduzir qualquer tipo de crime.

Enfim, o cidadão pode escolher um partido ou candidato, mesmo que não goste de nehum, ler jornais e revistas que não gosta, ouvir noticiários das televisões e rádios deturpados, repetidos e que não gosta e não receber informações que lhe poderiam ser úteis ou abrir o espírito para mais do que os tristes desastres nas estradas,

O último espaço para um cidadão expor as suas ideias é constituído pelos blogs e não sei por quanto tempo. Por enquanto os meus blogs são pouco lidos e, como tal, não importunam qualquer instituição. Mas se não for assim no futuro, não sei o que acontecerá.

Seria interessante que o "Sapo" fizesse uma espécie de livro das caras em português que fosse intitulado "Fórum da Cidadania Livre" como já existiu na SIC, mas que Pinto Balsemão acabou precisamente por ser livre e ele estar naturalmente ao serviço do PSD.

Claro, podia ser esse ou qualquer outro nome desde não reproduzisse o nome americano por causa de direitos de autor.

 

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por DD às 15:43

Segunda-feira, 12.11.18

Dieter Dellinger: Serão as Elites Necessárias?

 

 

Faz hoje 100 anos que terminou o até então maior massacre bélico da História da Humanidade que levou à morte mais de dez milhões de jovens soldados das diversas potências. Durante um pouco mais de quatro anos mataram-se mutuamente sem que ninguém tinha nada contra o outro que matou.

A I. Guerra Mundial - quase sem motivo - resultou de um processo iniciado com o assassinato em Serajevo do casal herdeiro da Império Austro Húngaro, mas tinha atrás de si um historial de corrida aos armamentos que as falsas elites dirigentes não souberam lidar nem perceberam o seu caráter letal. Daí que esta guerra tenha feito desaparecer três imperadores e as respetivas cortes de nobres sem qualidade e ainda hoje pergunta-se “temos necessidades de elites” e o que são essas pessoas que de uma ou outra forma são colocadas à dirigir nações e grandes empresas.

Famílias de industriais como Krupp e outras desenvolveram as suas metalurgias mais no sentido bélico que pacífico após a construção de uma vasta rede caminhos de ferro, comboios e pontes em toda a Europa.

Feita a obra, parece que tinha surgido a necessidade de a destruir para que as economias e fortunas continuassem a crescer. O desemprego evitava-se com o “aborto” tardio de milhões de jovens soldados, quase todos com a bênção das várias igrejas que de Moscovo a Paris e de Londres a Istanbul rezavam pela alma dos mortos e pela salvação dos vivos com menos êxito, é claro.

Os velhos generais e marechais formatados pela história das guerras napoleónicas não perceberam o que poderiam fazer com as armas modernas ou cada um julgava que era o único detentor da moderna artilharia e das metralhadores e espingardas.

Com a mobilização de todas as potências e ultimatos que se cruzavam nos telégrafos, toda a gente dos Perineus aos Urais entrou em guerra.

Os franceses entraram na guerra com calças vermelhas e dolmans azuis, o que ficava muito bem nas paradas militares, mas serviam de alvo a todos os atiradores, pelo que tiveram de passar rapidamente a utilizar tecidos cinzentos pardos. Os alemães foram para guerra como que comandados por um morto, o Marechal Schliefen que gizou os planos de guerra e falecera dois anos antes. Os russos foram comandados pelo Grão Duque Nikolay, tio do Czar, e que desconhecia os planos elaborados pelos generais russos. Dava ordens sem conhecer a tabuada militar

A velha tática militar era a da movimentação rápida com cavalaria armada de lança ou espada e artilharia muito eficaz para tropas descobertas no terreno, mas pouco para os soldados entrincheirados.

As metralhadoras arrasavam a cavalaria e bastava, por vezes, um metralhador com um ajudante para liquidar um esquadrão inteiro de cavalaria ou uma companhia de infantaria que queria atacar á baioneta como lhe tinham ensinado nos quarteis.

Em termos mais estratégicos, os franceses tinham a sua fronteira com a Alemanha bem guarnecida de fortins, mas nada na fronteira com a Bélgica e foi por aí que os alemães entraram e chegaram até perto de Paris para esbarrarem com um poderoso exército de três milhões de soldados entrincheirados. A guerra parou aí e passou a ter como objetivo o desgaste mútuo dos contendores. A vitória deveria pertencer a quem conseguisse matar mais e até os partidos socialistas e radicais de esquerda alinharam na guerra sem perceberem que estavam a ser comandados por idiotas ignorantes acoutados em Estados Maiores longe das frentes de batalhas a escrevinharem estatísticas entre duas taças de café ou chá.

A classe operária que incluía mulheres mobilizadas para as fábricas de recurso fabricava quantidades astronómicas de munições e armas para matarem os mais jovens operários dos outros lados.

A guerra acabou quando os operários, soldados e marinheiros alemães disseram não e revoltaram-se contra os seus almirantes e marechais. Não foram acompanhados pelas outras classes operárias, exceto a russa que foi a primeira a dizer não, e daí que a rendição alemã tivesse sido assinada numa carruagem de caminho de ferro a 11 de novembro de 1918 que ficou como memorial para ser utilizada vinte e dois anos depois para a rendição ao contrário, ou seja, da França perante o ditador Hitler.

Quando as elites educadas para governarem, mas sem qualidades, desapareceram surgiram outras de origem plebeia e convencidas de que eram a guarda avançada do futuro. Ignorantes, analfabetas, assassinas e más levaram o Mundo para outra guerra.

Fica a questão crucial. Precisam as sociedades humanas de elites para fazer outras guerras ou simplesmente destruir o planeta com os dejetos de uma indústria que obedece a uma ideia estúpida de que as economias têm sempre de crescer para felicidade dos povos ou só dos mais ricos.

 

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por DD às 14:16

Domingo, 11.11.18

Os Alemães ou Americanos podem estar a enganar os portugueses

 

 

O Diário de Notícias revelou que nos estaleiros do Arsenal do Alfeite (AA) entraram esta quinta-feira num novo patamar da sua atividade, ao receberem pela primeira vez um submarino da classe Tridente para reparar um tubo lançador de armas onde se detetou a entrada de água.

Na minha opinião, admito que o submarino tenha navegado à superfície e a meter água por um tubo lança torpedos ou mísseis em mergulho profundo poderia ser o seu fim e a morte de uma guarnição inteira.

A reparação vai decorrer dentro da garantia e ocorre semanas após o submarino ter regressado dos estaleiros alemães de Kiel, onde esteve vários meses a ser objeto da primeira revisão intermédia, explicou ao DN o porta-voz da Marinha, comandante Pereira da Fonseca.

Eu falei com uma pessoa da Marinha que me disse que nunca houve unidades navais que envergonhassem tanto a Armada portuguesa por causa de tudo o que é dito acerca da corrupção dos 30 milhões comprovada na Alemanha com a condenação de dois administradores da empresa vendedora a 2 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização de 144 milhões no caso de ter havido a condenação de um decisor português. A PGR e o DCIAP ainda quiseram tornar arguido um advogado português que deve ter redigido os contratos, mas viram logo que o jurista fez o que lhe mandaram fazer e não teve parte ativa na decisão nem em qualquer acordo de pagamento de comissões.

Os estaleiros ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) dizem que querem que o Arsenal do Alfeite (AA) seja seu parceiro para reparar submarinos de países terceiros construídos na Alemanha, revelou ao DN a presidente da empresa, Andreia Ventura.

O negócio promete traduzir-se em “milhões de euros” para os estaleiros portugueses, tendo em conta o número de países com submarinos alemães e os valores que o AA vai receber, a partir de 2020, por reparar e manter os dois navios portugueses Tridente (fabricados pela TKMS em Kiel): cerca de cinco milhões de euros nas pequenas reparações e 25 milhões nas intermédias - mais o conhecimento, competências e experiência dos seus profissionais (engenheiros, mestres, operários).

 

Andreia Ventura, tendo participado em reuniões realizadas na semana passada em Lisboa com uma delegação da TKMS, explicou que o objetivo destes estaleiros de Kiel passa por subcontratar o AA ao longo da década de 2020, ano a partir do qual ficam responsáveis pela manutenção e reparação dos submarinos portugueses.

Note-se que o primeiro dos submarinos, o Tridente, já está em manutenção nos estaleiros de Kiel. O processo está a ser acompanhado por elementos do AA, a obter formação para fazerem o mesmo no Arpão em 2018 e no Alfeite - sob supervisão dos técnicos alemães.

 

Os responsáveis germânicos assinaram um contrato de prestação de serviços com o AA e outro para formar 12 funcionários portugueses. Depois foram ao Ministério da Defesa e ao Estado-Maior da Marinha, onde disseram que "apoiavam e acreditavam no AA" para atuar como estaleiros subcontratados da TKMS, referiu Andreia Ventura.

O Ministério e a Marinha adiantaram ao DN que a TKMS - uma companhia que se apresenta "com mais de 300 anos acumulados" de tecnologia e engenharia "Made in Germany" - lhes apresentou os projetos de parceria com o AA para a manutenção dos navios portugueses e de formação profissional.

Este será "um processo gradual de transferência de know-how" e envolve "um investimento de quase um milhão de euros" na formação dos elementos enviados para Kiel, lembrou a presidente do AA.

Vários fatores - além de eventuais considerações de natureza política - jogaram a favor da opção germânica, referiu Andreia Ventura: ser "uma empresa competitiva, porque a mão-de-obra é mais barata que a alemã"; a sobrelotação dos estaleiros alemães "durante uma década", com a construção de mais navios; a existência de espaço para esse efeito após as obras de alargamento da doca seca (dos 138 metros para os 220); a localização geográfica na ponta sudeste da Europa, poupando tempo e dinheiro aos clientes.

Note-se que os estaleiros do AA são de construção alemã (contrapartidas da I Grande Guerra) e estão quase a comemorar 78 anos.

Àquele conjunto de vantagens juntam-se "a capacitação" técnica do pessoal e "a vontade" do AA - as quais implicam investir tanto na formação dos seus engenheiros, mestres e operários como na modernização das infraestruturas, o que já começou a ser assegurado pela tutela política no final do ano passado ao transferir 10 milhões de euros para o Arsenal.

O Brasil, que tem cinco submarinos alemães e dois deles vão necessitar de fazer reparações dentro de três a cinco anos, poderá ser o primeiro dos países estrangeiros - e em particular da América Latina - com esse tipo de navios alemães a utilizar o AA, admitiu outro responsável da empresa ao DN.

Nesse período, acrescentou esta fonte, os estaleiros de Kiel - mais vocacionados para a área da construção naval - "não terão os recursos necessários" para assumir essas responsabilidades e por isso está na mesa a subcontratação dos estaleiros portugueses pela TKMS.

 

Nota de DD: “Um milhão para formar 12 especialistas operacionais e mais uns 30 milhões para a aquisição de equipamento técnico para fazer a manutenção dos submarinos que é algo que o DN não diz, mas deve saber bem. Também deve saber que os 30 milhões terão sido roubados pelo Ministro da Defesa que fez a aquisição dos submarinos, pelo que ainda têm de ir à Alemanha para manutenção, o que custa uma fortuna, tanto na viagem como em trabalhos com pessoal alemão muito bem pago. A notícia em si destina-se a atirar areia para os olhos dos portugueses e desviar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por DD às 00:13

Segunda-feira, 22.10.18

Armas Portuguesas

 

 

 

 

Tanque Leopard 

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por DD às 23:27


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