Contra Ataque Ucraniano
Foram usados drones terrestres. Dois soldados russos morreram e um foi capturado. Pokrovsk continua a ser um dos pontos mais críticos da linha da frente
Os militares ucranianos lançaram uma operação ousada na frente de Pokrovsk, um dos pontos da frente de batalha mais violentos, na Ucrânia. Soldados do 3.º Regimento das Forças Especiais de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia fizeram um contra-ataque com apoio de drones terrestres, que desbloqueou posições importantes e permitiram o resgate de soldados feridos.
De acordo com os meios de comunicação ucranianos, os militares das forças especiais ucranianas lançaram um operação diretamente contra uma "concentração de forças russas" para permitir a retirada de soldados que se encontravam encurralados em território controlado pelos soldados russos. Aproveitando as condições meteorológicas favoráveis, com forte nevoeiro, os militares infiltraram-se nas posições inimigas.
A ação das forças especiais ucranianas apanhou um grupo de militares russos de surpresa e uma troca de tiros aconteceu, com dois soldados russos a perderem a vida e um terceiro a ser capturado. O prisioneiro de guerra recebeu assistência médica imediata e foi evacuado da linha da frente.
O sucesso deste ataque permitiu o desbloqueio temporário de uma posição ucraniana que se encontrava isolada, permitindo aos ucranianos passarem com três drones terrestres que permitiram retirar os militares feridos da frente. O uso destes veículos é cada vez mais comum por parte das forças ucranianas, permitindo retirar soldados feridos da frente sem colocar outros militares em perigo.
Estes veículos são capazes de atingir 10 quilómetros por hora, têm um alcance de 20 quilómetros e possuem blindagem robusta contra as ameaças modernas do campo de batalha. Recentemente, em declarações à CNN Portugal, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Ferrão Mendes, revelou que os militares portugueses estão a conseguir modernizar as antigas viaturas blindadas de transporte M113, equipando-as com kits que lhes permitem que os veículos sejam operados remotamente, transformando-se em drones terrestres.
A região da cidade de Pokrovsk continua a ser um dos pontos cruciais dos combates. Os russos não precisam da cidade destruída para nada, mas querem uma vitória a qualquer preço e estão enraivecidos porque a linha defensiva ucraniana ainda não entrou em colpaso ao fim de 3 anos e 8 meses de guerra.




