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Guerra, Estratégia e Armas



Sábado, 28.09.19

Tancos: Cronologia do "Crime"

 

 

 

 

Cronologia do Crime

Data desconhecida: PJ e MP são avisados que algo se prepara contra Tancos e não cumprem a sua OBRIGAÇÃO de informar os militares para reforçarem a defesa dos paióis e até apanhar os assaltantes em flagrante delito.

De acordo com o processo, a ideia de assaltar um paiol de Tancos tinha como objetivo furtar armas para vender à ETA, uma organização terrorista basca que não existe há vários anos, entregou as suas armas e viu muitos dos seus militantes presos serem amnistiados. Só magistrados muito estúpidos que não sabem ler jornais é que colocam isso no processo. Toda a gente acredita que uma parte do material roubado se destina ao grupo de terroristas incendiários que o MP e PJ não descobriram ou não querem descobrir, apesar de muita gente saber quem são.

Cronologia incompleta do Expresso

2017
28 de junho: Assalto ao paiol com roubo de importante material explosivo.

04 de julho: Joana Marques Vidal que se queixa de falta de pessoal tira com legalidade duvidosa a investigação da PJM para a colocar na PJ civil que luta com muita falta de pessoal.

04 de agosto: O coronel Vieira vai ao Ministério da Defesa pedir que o MD interceda para que a investigação volte aos militares porque tem um plano para uma operação de recuperação do material roubado. O Expresso e o MP designam de operação ilegal quando não há nada mais legal que recuperar explosivos perigosíssimos que nas mãos de incendiários homicidas em liberdade podem causar estragos e mortes importantes. A operação teria o apoio da GNR. Não ficou provado que a operação tenha sido pormenorizadamente descrita ao chefe de gabinete do MD.

18 e outubro: Os militares conseguiram recuperar uma grande parte das armas por via de uma confissão do eventual autor do furto, João Paulinho.

18 de outubro: Joana Marques Vidal liga ao MD, não para se congratular com a recuperação do material e identificação do principal assaltante, mas para se queixar de a PJM ter descoberto as armas e ameaçou fazer queixa do ministro por o material explosivo ter sido recuperado. Deve ser a primeira vez numa Justiça que uma Procuradora ameaça fazer queixa de militares de uma polícia judiciária por encontrarem material de guerra roubado. Nunca deve ter acontecido em Portugal como nem em qualquer país do Mundo. Nenhum Estado democrático ou ditatorial gosta de ver o seu material de guerra roubado e não deve haver nenhum Código Penal que penalize a sua recuperação.

20 de outubro: A PJM entrega ao Ministério da Defesa um memorando com o anúncio do resultado da operação secreta para recuperar o material de guerra roubado. Costa como bom patriota elogia a PJM.

2018

20 de setembro: O governo anuncia a não recondução de Joana Marques Vidal, o que era mais que óbvio porque se trata de uma procuradora que considera a recuperação de material de guerra suscetível de sustentar uma guerra terrorista interna como ILEGAL. Ela não percebeu que que a investigação também pode e foi feita internamente pelas chefias militares sem precisarem de um mandato do MP ou da PGR, até por ter sido um furriel a indicar que aquilo podia ser roubado.

25 de setembro: Joana vinga-se e consegue que o coronel Vieira seja preso, apesar de ter prestado um grande serviço à Pátria.

04 de outubro: MP vinga-se e manda para a Com. Social a primeira notícia a criminalizar a recuperação explosivos perigosos, classificando como encobrimento, palavra que não se coaduna com nada do que foi feito. Magistrados não conhecem bem a língua nacional.

10 de outubro: Negrão faz perguntas de merda a António Costa.

12 de outubro: Mentira do Expresso. Não interessa mais. Ministro demite-se para não ser obrigado a cheirar a merda.

Atualidade: A acusação do MP e PGR destina-se apenas a condenar a recuperação das armas sem investigar se elas se destinavam a uma espécie de MPLP de direita para incendiar ou fazer explodir objetivos estratégicos numa guerra terrorista como foi o bem planeado mega fogo que destruiu o Pinhal de Leiria e outras áreas florestais.

 

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por DD às 22:37

Sábado, 21.09.19

Ataque dos Drones Russos do Irão

 

O ataque em massa perpetrado por 18 ou mais drones de desenho e fabrico russo ou iraniano contra instalações petrolíferas sauditas pode ter causado vítimas, mas em custo não causou prejuízos dado que o petróleo bruto aumentou logo em 20%, pelo que proporciona uma receita imensamente superior ao custo dos estragos sofridos pelos sauditas.

Os drones que os Hutis dizem ter lançado são de modelo russo Samad 1,2 e 3 mais o Qasef 2.

Em termos dimensionais este foi o maior ataque perpetrado por material sem piloto e inaugura a guerra do futuro sem soldados, apenas com oficiais condutores de equipamento aéreo, terrestre ou submarino sem guarnições e, portanto, sem expor a vida dos combatentes atacantes.

Não é que não haja defesa contra drones. O exército português possui uma arma tipo caçadeira que dispara balas cartucheiros que espalham uma nuvem de esferas de aço capazes de atingir qualquer drone. Se forem disparadas por um pelotão de 33 homens ou companhia de 150, o céu pode ficar de tal maneira coberto de das referidas esferas que todos os drones serão atingidos e, como tal, destruídos ou desviados do seu objetivo.

Esse tipo de bala tipo caçadeira pode ser utilizado por artilharia ligeira de longo alcance depois do ataque ser detetado por radares. Além disso, a observação contínua por satélite permite identificar a origem do local de saída dos drones e responder com material idêntico ou mísseis a qualquer ataque.

Entramos agora num guerra armamentista em que a cada novo drone arranja-se uma defesa mais eficaz e a inteligência artificial pode ser utilizada em ambas as ações bem como as radiações laser capazes de desviar drones do seu curso programado.

Nas guerras, o primeiro ataque de surpresa é sempre muito eficaz, mas o segundo já não.


Os japoneses conseguiram afundar muitos navios em Pearl Harbour quando atacaram de surpresa porque os americanos não tinham montado um sistema de vigilância com patrulhas aéreas a grande distância das ilhas Hawai, a fim de advertirem os seus caças da presença de aviões atacantes.

Mas, quando foi do ataque a Midway, meses depois, os japoneses sofreram uma derrota tão pesada que se pode dizer que praticamente perderam num dia a guerra pois foram afundadosseus principais porta aviões.

 

 

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por DD às 16:28

Sábado, 14.09.19

Nova Espingarda Automática para o Exército Português

 

 

Chegou à idade da reforma, a velhinha G-3 de 1962/63 e anos seguintes que serviu nas guerras coloniais e das quais Portugal fabricou 250 mil unidades, além de ter recebido da Alemanha um primeiro lote de 2.400 armas. Na história do armamento português só o mosquete inglês “Brown Bess” de 1808 é que foi utilizado em maior quantidade nas guerras napoleónicas e depois na guerra entre absolutistas e liberais.

A G3 com o calibre 7,92x51 mm não se adequava ao atual calibre oficial de 5,56x45 mm, além de que a maior parte das armas em stock necessitavam de canos novos e muitas peças do percutor e mola recuperadora.

Para evitar que alguma PGR ou magistrado do ministério público diga que houve corrupção, o governo de António Costa teve a perclara ideia de incumbir o Departamento de Compras do Quartel Geral da Nato de escolher a melhor arma para o exército português. Por enquanto a Marinha e a Força Aérea continuam com as G-3, já que a espingarda não é a sua arma principal.

A arma escolhida, fabricada pelo gigante da defesa FN Herstal, é a SCAR L em calibre 5,56x45mm. Esta é uma das melhores espingardas de assalto da atualidade, se não mesmo a melhor. Com uso extenso pelo Exército Belga, Norte Americano, Francês, Esloveno e Lituano, assim como inúmeras Forças Especiais de outras nações, trata-se de  uma arma extremamente moderna, com tudo o que é requerido de uma arma para umas Forças Armadas bem equipadas e preparadas para combate de alta intensidade, e que apresenta uma fiabilidade e ergonomia adequada aos rigores do campo de batalha.

A escolha da nova espingarda de assalto vai influenciar muito positivamente a performance do Exército Português em combate. Isto porque não só estamos a reequipar com um novo calibre (5,56x45mm) que permite aumentar em muito a probabilidade de impactos no inimigo (aquilo que no estrangeiro se chama de Hit Probability) em relação ao antigo calibre (7,62x51mm) que não consente grandes cadências e demora demasiado tempo a reenquadrar a arma no alvo, como porque esta arma em especifico tem um sistema de amortecimento de recuo que permite ao militar não perder o alvo do seu enquadramento, mesmo em rajadas de fogo automático.

A velocidade de saída a bala da nova arma é superior à da G 3, atingindo os 900 m/segundo e o alcance vai de 300 a 800 metros, sendo de 600 metros o padrão. O acionamento automático é do tipo gás como nas Kalashnikov em que de um pequeno tubo ligado ao cano na ponta de saída recua um fluxo de gás que vai acionar o mecanismo de substituição da bala na câmara do percutor e de ejeção do cartucho.

Os paraquedistas portugueses utilizam já 2 mil espingardas com esse mecanismo que são as Galil de fabrico israelita, mas desenvolvidas pelos finlandeses a partir da AK-47 Kalashnikov, dado que a AR-10 e a G-3 são tidas como muito pesadas para estas tropas e envelheceram igualmente.

A substituição da Espingarda Automática G3 deverá começar já este ano de 2019, sendo que a Brigada de Reação Rápida terá a prioridade. Força de Operações Especiais, Comandos e Paraquedistas serão das primeiras unidades a receber a SCAR de modo a poder emprega-la nos teatros de operações onde estão empenhados.

O custo é de 41 milhões de euros a pagar de modo faseado com as entregas e incluindo no total 15.000 armas automáticas, 2 mil lança granadas, 550 espingardas de precisão de tiro a tiro tipo “Sniper” para serem utilizadas por aqueles soldados todos camuflados numa espécie de arbusto do qual só sai a ponta da arma. Também serão fornecidas 1.500 metralhadoras baseadas na espingarda automática.

Estas armas são fabricadas pela belga Herstal com base numa encomenda de desenvolvimento das forças militares norte-americanas, estando atualmente em serviço em 20 países nos quais é tida como a melhor arma automática de assalto.

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por DD às 19:26

Segunda-feira, 02.09.19

Rui Rio Vai Comprar uma Guerra

 

Esta manhã apanhei um susto. Estava a sorver o meu café Delta quando ouvi na RDP 1 o Rui Rio a falar e a dizer que vai comprar uma guerra.

Assustei-me e fiquei aflito, uma guerra neste país tão pacífico e fiquei indignado, o gajo não disse onde é que ia comprar a GUERRA.

Sai depois de casa e fui à loja Dia que pertence a um oligarca amigo do Putin e pensei como este anda com tantas manias de armas fantásticas talvez tivesse algo no retalho e perguntei se vendiam guerras. O rapaz da caixa ficou espantado e disse que não conhecia essa marca e nunca vendeu nada com essa marca.

Ao lado há uma loja dum chinês que até está aberta ao Domingo. Entrei e perguntei se vendia guerras. O china não percebeu e fiz-lhe então aquele gesto do Bolsonaro com os braços a imitar uma espingarda e disse pum, pum. Uma guerra percebeu com muitos pum, puns,

Ah! respondeu o chinoca, uma guella quer? Sim, sim disse-lhe eu. Na, na, aqui no vender guella, só em Hong Kong.

Está bem, não vou a Hong Kong, é muito caro, e só queria saber o preço da guella chinesa.

Depois fui ao Continente novinho perto da minha rua e perguntei ao guarda fardado de tropa especial com o telemóvel à cintura e perguntei se a empresa vende guerras. O gajo olhou-me como se estivesse a ver um louco e perguntou para que queria eu uma guerra. É que, respondi, o Rui Rio quer comprar uma guerra e não sei onde se vende. Mas quem é esse Rui Rio? Perguntou o guarda, nunca ouvi falar nele e, de qualquer modo, o grupo Sonae na vende guerras em Portugal.

Já desesperado de ver o Rui Rio fazer uma guerra sozinho fui ao Pingo Doce e aí perguntei a um operador de loja se vendia guerras. Respondeu-me que em Portugal não vende disso, mas talvez na Colômbia tenham a distribuição das guerras da FARC ou das milícias paramilitares e estejam a vender a retalho, mas ao certo não sei.

Enfim, fui perguntar ao meu vizinho coronel que estava a sair apoiado numa bengala para ir a um café e perguntei: sr. coronel, onde é que se pode comprar uma guerra em Portugal? Porra, respondeu-me, isso de guerras é só para as direitas e você é socialista ou já virou?

Não, disse-lhe, ouvi o Rui Rio dizer que ia comprar uma guerra. Ó Pá, eu estou reformado e já não sei nada de guerras, mas talvez em Tancos, vá lá ver se ainda vendem qualquer coisa ou talvez em Alcochete, ao lado do campo de tiro, há lá um centro comercial do exército que tem tudo, munições, granadas, canhões com e sem recuo, G-3, cópias israelitas da Kalashnikovs, etc. Talvez lhe vendam alguma coisa.

Obrigado Sr. Coronel e passe bem o Domingo.

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por DD às 23:20


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