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Guerra, Estratégia e Armas



Quinta-feira, 15.03.18

Nato Europeia Desarmada

 

Ainda em Dezembro passado, os EUA queixavam-se que dos 29 países da NATO só 23 aumentaram as despesas militares e de todos os países europeus, incluindo Portugal, ficaram abaixo dos 2% do Pib nos seus orçamentos militares decidido em 2015.

O novo avião Eurofighter Typhon voou pela primeira vez há 24 anos em 27 de Março de 1994 e entrou numa das Forças Aéreas europeias em 2003 e ainda hoje os 375 aviões encomendados pela Alemanha, Reino Unido e Espanha não foram entregues na totalidade. O último deverá ser entregue a uns 40 anos do primeiro voo, enquanto os Tornado alemães já não podem transportar armas por serem demasiado velhos e os F-16 de muitos países europeus estão no fim de vida. Portugal teve de desmantelar os velhos jatos de treino e ataque ao solo Alpha Jet por terem quase cinquenta anos de idade. Os pilotos portugueses têm de ir aprender a voar em jatos nos EUA ou outro país da Nato.

A Alemanha que chegou a ter quase 2 mil tanques tem agora 230, estando mais de metade em reparações. Os seus seis submarinos estão todos no estaleiro em revisão geral. Os helicópteros alemães já não voam e os aviões de transporte de tropas estão paralisados, enquanto os novos Airbus 400 militares estão atrasados de anos e nos primeiros ensaios mostraram imensos defeitos.

A França voa com os seus Rafale modernizados, mas que datam de há mais de 30 anos.

Putin não percebeu que os países europeus deixaram há muito de ser uma AMEAÇA pois acabaram com o serviço militar obrigatório e estão gastar cerca 1,3% dos seus Pib na defesa...

Talvez nunca a Europa viveu um período de Paz desejada e concretizada no atraso em renovar material obsoleto quando subitamente Putin lança as bases de uma nova corrida aos armamentos depois de conquistar a Crimeia e ocupar uma parte da Ucrânia que não tiveram grande reação dos países europeus. Os russos começaram a exibir novos aviões e Putin ameaça a Europa e o Ocidente em geral com uma nova arma termonuclear indetectável.

Putin diz que os americanos não respeitaram o acordo de limitação de mísseis nucleares, o que não é verdade, mas Putin considera as armas antimísseis como mísseis ofensivos e esquece que na região de Moscovo, os russos têm -sem protestos ocidentais - têm centenas de grandes mísseis S-300 e S-400 destinados a combater aviões e mísseis intrusos. Um desses mísseis abateu o avião civil malaio cheio de turistas holandeses por cima da Ucrânia. Para além disso, os russos têm milhares de misseis desse tipo em telas gonflávels e aquecedor interno para dispersar eventuais atacantes quando a Europa quase não têm mísseis de ataque.

Putin cometeu um gravíssimo erro ao ameaçar a Europa e impulsionar o desenvolvimento dos seus armamentos.

Saliente-se que os EUA limitaram a construção dos seus bombardeiros B-1 e B-2, bem como os caças F-35, por serem demasiado caros. Toda a modernização armamentista está planeada para ser completada para lá dos anos 30 deste século.

Até Portugal atrasou a substituição da velha G-3, limitando-se à compra de pequenos lotes da arma israelita Galil e da suíça S&G.

Foto: Eurofighter Tyfon que nasceu já "velho".

 

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por DD às 22:20


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