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Guerra, Estratégia e Armas



Sábado, 25.11.17

Da Espuma Branca da Cerveja Carlsberg nasceu a Bomba Atómica.

Parece asneira, mas é verdade. O capitalista dinamarquês J. C. Jacobsen fundador da cervejeira Carlsberg fez uma fortuna colossal na segunda metade do século XIX com a sua empresa que hoje é proprietária de todas as fábricas portuguesas de cerveja e muitas centenas no Mundo.

Em 1876, Jacobsen criou uma Fundação para o desenvolvimento da ciência com um capital de um milhão de coroas dinamarquesas.

Nos anos vinte e trinta do século XX, o notável físico dinamarquês Niels Bohr passou a ser financiado pela fundação Carlsberg que recebeu muito mais dinheiro e a própria enorme mansão do milionário que serviu para residência do físico e dos muitos físicos que convidava para seminários e congressos ou simples discussões sobre a física do átomo. Um dos frequentadores habituais da mansão foi Albert Einstein, apesar Bohr não comungar das ideias do então físico alemão.

A Niels Bohr deve-se a descrição do chamado átomo quântico ou apenas átomo com o seu núcleo de protões e neutrões e os orbitais de eletrões. O termo quântico resulta de que as dimensões ínfimas existentes nos átomos obedeciam a múltiplo da constante de Planck que determinou dimensões insuscetíveis de serem menores.

A matéria é constituída por átomos quânticos e seus isótopos com diferentes números atómico ou número de neutrões, sendo radioativos e emissores da radiações alfa, gama e neutrónica.

A partir desta arquitetura estabelecida definitivamente por Niels Bohr descobriu-se que a compressão de átomos radioativos, principalmente de urânio U 238 enriquecido com o seu isótopo instável U 235 podia provocar-se uma reação de fissão produtora de calor quando controlada com barras de grafite que absorvem neutrões em excesso, já que estes aumentam a capacidade dos seus átomos vizinhos para se desintegrarem.

Sem o controle e sob a compressão produzida por explosivos convencionais num tubo ou bola de aço muito forte dá-se a tenebrosa explosão atómica.

Com o dinheiro da cerveja Carlsberg, Niels Bohr pôde trabalhar à vontade sem a obrigação de dar aulas numa universidade ou prestar contas seja a quem for. Bastou que tivesse ganho o prémio Nobel para ser um pesquisador livre.

Claro, nem a Carlsberg, nem Niels Nohr, pensavam numa bomba, mas nos anos trinta deu a conhecer as suas descobertas que foram aproveitadas pelo físico alemão Otto Hahn para experiências com miligramas de Urânio.

Otto Hahn não viu nas suas experiências a possibilidade de fazer uma arma, mas a sua assistente Lise Meitner viu e foi para os EUA com os resultados das pesquisas de Bohr e Hahn, convencendo Albert Einstein, então nos EUA, a escrever ao presidente Roosevelt da possibilidade de fazer uma bomba que iria destruir uma cidade inteira ou duas no Japão.

Roosevelt perguntou a um dos seus assistentes quem era esse senhor Einstein. Disseram-lhe que era um físico que tinha ganho dois prémios Nobéis. De imediato, Roosevelt convocou um conselho científico com os cientistas das forças armadas dirigidos pelo general Grooves e um a dois anos antes do início da guerra de 1939 decidiram iniciar o célebre projeto Manhatan que deu origem às bombas que explodiram em Hiroshima e Nagasaqui e que tornaram o Mundo extremamente perigoso para todo o sempre.

Os físicos alemães também iniciaram trabalhos para obterem a fissão ou reação nuclear, mas não descobriram o material isolante que permitia fazer um reator nuclear e manipular os seus componentes à vista sem se apanhar com a radioatividade. Também nos seus cálculos nunca conseguiram determinar o modo como provocar a fissão nuclear.

Quis o destino que os ingleses, julgando os alemães muito adiantados na matéria resolveram fornecer-lhes o segredo do material isolante que era a água pesada explorada na Noruega. Durante a guerra mandaram uma equipe de comandos sabotar o local de onde se aproveitava a água pesada que imediatamente alertou toda a comunidade científica alemã e que antes tinha uma reduzida aplicação como desinfetante e antibiótico primitivo.

Foi uma estupidez que poderia ter causado graves danos ao Reino Unido se Hitler tivesse chegado á posse da bomba.

Os ingleses não precisavam de sabotar a água pesada porque voando por cima das minas alemãs de minérios de Urânio poderia observar a quantidade de Urânio que estava a ser extraída e durante toda a guerra foi quase zero. Além disso, podiam medir do ar as pequenas quantidades de radioatividade que os referidos minérios libertavam e acompanhar o trajeto do mesmo para algum laboratório.

Sabiam pois que nunca foi retirado qualquer quantidade significativa de Urânio das minas da Saxónia. Simplesmente, Hitler não acreditou na possibilidade de se fazer uma bomba nuclear, deixando os físicos mais velhos trabalharem e mobilizando os mais jovens para a tropa alemã.

Curiosamente, o prémio Nobel tem a ver com a guerra, pois resulta da imensa fortuna acumulada pelo sueco Alfred Nobel, inventor do dinamite e de toda a série de explosivos largamente utilizados em duas guerras mundiais que mataram quase 100 milhões de seres humanos.

Em princípio um pacifista nunca devia aceitar um prémio Nobel que ainda hoje é concedido com os dinheiros ganhos pela empresa Dynamit Nobel AG, Nobel Chemie, entre outras, que ainda fornecem explosivos aos mais diversos exércitos.

Informação Ínicial: "O Átomo Quântico" - Edição Especial da revista "National Geographic".

 

 

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por DD às 19:08

Terça-feira, 21.11.17

TERRORISMO INCENDIÁRIO EM PORTUGAL

Foi GUERRA contra PORTUGAL

 

 

Do Instituto da Conservação da Natureza

A base de dados nacional de incêndios florestais (Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais – SGIF) regista, no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de outubro de 2017, um total de 16.981 ocorrências (3.653 incêndios florestais e 13.328 fogachos) que resultaram em 442.418 hectares de área ardida de espaços florestais, entre povoamentos (264.951ha) e matos (177.467ha).

 

Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 3,6% de ocorrências e mais 428% de área ardida relativamente à média anual do período (Quadro 1).

 

O ano de 2017 apresenta, até ao dia 31 de outubro, o 6.º valor mais elevado em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, desde 2007. Até 31 de outubro de 2017 há registo de 1.446 reacendimentos, menos 8% do que a média anual do período 2007-2016.(...)

 

Nota Pessoal: Mais área ardida significa mais bidões de gasolina ou solventes que a Justiça não quer ver, investigar e descobrir.

 

 

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por DD às 21:38

Sábado, 18.11.17

Portugal vai Substituir a Velha G-3

 

O concurso para aquisição de quase 15 mil armas de guerra – desde espingardas de assalto a metralhadoras ligeiras ou lança-granadas – será lançado até ao final do ano.

O negócio, previsto na Lei de Programação Militar 2015-2026, ascende a 40,2 milhões de euros e será feito através da NSPA, a agência da NATO que coordena as ‘compras’ de material militar dos países-membros. Evita-se assim qualquer suspeita de corrupção, pelo menos portuguesa.

A maior parte deste armamento destina-se ao Exército e vai substituir as velhinhas G3, que já não são fabricadas e cuja renovação era aguardada pelos militares há quase 20 anos. Aliás, todo o processo negocial será acompanhado pelo Chefe do Estado Maior do Exército, em quem o ministro da Defesa Nacional delegou a prática de "todos os atos necessários à execução contratual.

As forças que têm participado em missões no estrangeiro têm utilizado pequenos lotes de armas estrangeiras e mais modernas que as G-3 como a israelita Galil que aguenta mergulho na água e o pó dos desertos com o calibre Nato de 5,56 mm, mas tem como defeito ser bastante pesada. Razão pelo que os israelitas só a fabricam para exportação. Na verdade a Galil é uma cópia da arma soviética AK-47 (Kalashnikov) ligeiramente melhorada. Os israelitas recrutam tropas com 17 anos de idade, já treinadas nas escolas com tiro real a partir dos 15 anos, pelo que o peso é importante, enquanto os miúdos palestinianos de 12 anos manejam muito bem as velhas Kalashnikovs.

Além disso, o exército também usa um lote de uma arma suíça, a SIG SG 540 também de calibre 5,56 mm que foi agora substituída por um modelo mais moderno o SG 550.

Estas duas armas são operadas a gás, isto é, uma parte do gás formado com a explosão do cartucho volta para trás através de um tubo ligado ao cano e faz mover o carregador para disparar de imediato outra bala logo a seguir à expulsão do cartucho.

O problema que o Governo tem de examinar, nomeadamente, as chefias militares é saber quanto tempo vai durar o calibre 5,56 mm, dado que dizem os especialistas que a bala mata pouco e tem dificuldade em atravessar os coletes balísticos. Talvez fosse melhor esperar por uma decisão da Nato quanto às armas ligeiras e calibres do futuro próximo para Portugal não adquirir uma arma obsoleta se a mudança de calibre e arma for feito dentro de poucos anos.

As chefias militares também podem estudar a aquisição de armas em stock não usadas de outros exércitos como a americana M-4 que é descendente da A 10 utilizada pelos paraquedistas nas guerras coloniais, mas como o calibre 5,56 mm. A mudança de calibre a nível NATO terá custos exorbitantes, mas ter armas pouco letais também tem os seus custos, tanto mais que não se esperam guerras com armas pesadas, mas apenas pequenos conflitos em que a arma de infantaria é principal com viaturas semi-blindadas como os Humvee ou ligeiramente blindadas como os Pandur.

Para já, parece que a G-3 mata mais devido ao seu maior calibre que se traduz em maior peso e carregadores com menos

 

 Foto: Espingarda Galila fabricada em Israel como cópia da AK-47

 

 Militares Canadianos com a SIG SG 540 de fabrico suíço

 

 

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por DD às 23:25


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