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Guerra, Estratégia e Armas



Terça-feira, 25.04.17

Dieter Dellinger: Perigo para a China em Caso de Guerra na Coreia

 

 

 

Na costa oeste da Coreia da do Norte que dá para a gigantesca China há uma pequena península que se prolonga ao longo da costa chinesa.

Aí, o ditador Kim instalou os silos dos mísseis intercontinentais "Taepong 2" que poderão ter ou vir a ter ogivas termonucleares..

O inacreditável disto é a China permitir este violento atentado à sua segurança e soberania, mesmo vinda de um "aliado".

As nações nunca são "aliadas". Determinados partidos ou detentores do poder político é que são enquanto os seus homens viverem nos palácios presidenciais, Neste caso, o ditador Kim.

A imprudência da China é enorme porque a Coreia do Norte ainda está oficialmente em guerra com a Coreia do Sul e com os EUA, tendo assinado apenas um armistício e não algum tratado de paz em mais de sessenta anos desde que terminou a guerra da Coreia.

Como podem os chineses tolerar tal coisa?

Já do lado leste, os silos dos mísseis norte coreanos estão mais distantes da fronteira com a Rússia que, de resto, é só de uns 30 km.

Em caso de ataque norte-americano aos silos dos mísseis norte-coreanos, o território chinês pode ser atingido e não interessa à China responder e entrar em guerra com o Ocidente por duas razões: primeiro porque não ganharia nada, antes pelo contrário, e segundo porque perdia o imenso mercado de exportações para os EUA, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia, União Europeia e outros países aliados ao Ocidente.

Numa situação de guerra não há transações comerciais e as muitas comunidades chinesas residentes em dezenas de países ricos seriam expulsas.

 

 

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por DD às 23:41

Terça-feira, 25.04.17

Dieter Dellinger: O Inimigo Ideal dos EUA

 

Para os belicistas americanos, a Coreia do Norte é o inimigo ideal.

Tem 25 milhões de habitantes (ca. 8% da população americana) e 120 mil km2 (ca. 20% mais que Portugal) e um PIB baixíssimo e muito inferior ao português. Enquanto a Coreia do Sul tem 50 milhões de habitantes e é a nação mais rica da Ásia depois do Japão, sem contar com o minúsculo Brunei.

A Coreia do Norte está a armar-se com mísseis balísticos e terá umas 20 ogivas nucleares ou poderá vir a ter dentro de pouco tempo.

Os americanos têm trabalhado muito nas últimas décadas em mísseis para abater outros mísseis, sejam balísticos ou não, o que tem irritado russos e chineses, duas potências com as quais os EUA não poderão entrar em conflito, dado o tamanho, população e armamento, tendo sido sempre obrigados a conter

os seus impetos e chegar a acordos de redução de mísseis balísticos, ogivas e não entrar naquilo que chegou a chamar-se "guerra das estrelas" que nunca foi para a frente.

Agora, a Coreia do Norte dá essa oportunidade aos EUA e ao Japão, cujo PM Abes quer alterar a Constituição que é demasiado pacifista e não permite ter grandes forças armadas e intervir em qualquer conflito, salvo em legítima defesa. Mesmo assim, o Japão possui forças muito modernas e eficazes, apesar de relativamente pequenas.

Por enquanto, ninguém teme os mísseis balísticos norte coreanos, mas há a certeza que poderão vir a conseguir fabricá-los em alguns anos ter uma ou duas centenas equipados com ogivas termonucleares que poderiam originar uma guerra assimétrica em que a potência mais fraca impõe a sua vontade por ter armas terríveis e ser mais descarada.

O maior perigo, segundo os EUA, é a disseminação de armas nucleares por via da sua venda a vários países. Os norte-coreanos em vez de venderem os carros KIA, Hyunday, etc. podem vender bombas de hidrogénio e mísseis a países como o Irão que podem pagar bem em petróleo. De resto, isso já é feito, mas com mísseis não nucleares, por enquanto. Israel pode ser arrasado com os seus 20 mil km2 (tamanho inferior ao Alentejo).

De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Coreia do Norte tem o quinto maior exército do mundo, com uma população de militares estimada em 1,21 milhão, com cerca de 20% dos homens situados na faixa de 17 a 54 anos de idade nas forças armadas regulares que, em caso de guerra, farão muita falta à produção de alimentos e bens civis e militares.

A Coreia do Norte tem a maior percentagem de pessoas militares per capita da população inteira, com aproximadamente 1 soldado alistado para 25 cidadãos norte-coreanos.[

A estratégia militar é designada para inserção de agentes e sabotagem atrás de linhas inimigas durante uma guerra, com grande parte das forças da Coreia do Sul estacionadas ao longo da altamente fortificada Zona Desmilitarizada da Coreia.

O Exército Popular da Coreia opera uma grande quantidade de equipamentos, incluindo 4 060 tanques de guerra, 2 500 VBTPs, 17 900 peças de artilharia (incl. morteiros), 11 000 armas aéreas de defesa da Força Terrestre; pelo menos 915 navios da Marinha e 1 748 aviões da Força Aérea, bem como cerca de 10 000 MANPADS e mísseis antitanques, mas quase tudo de baixo nível técnico e até antiquado.

A Coreia do Sul diz, por sua vez, que possui forças especiais altamente treinadas com material supermoderno para atacar a capital do Norte, Pyongpiang, e prender o ditador, o que obrigará o Norte a manter poderosas forças de infantaria e blindadas na sua capital.

O equipamento é uma mistura de veículos da Segunda Guerra Mundial e pequenas armas, altamente proliferadas da tecnologia da Guerra Fria, e algumas (poucas) modernas armas soviéticas. De acordo com os meios de informação oficiais norte-coreana, os gastos militares para 2009 são 15,8% do Produto Interno Bruto.

A Coreia do Norte possui programas de armas nucleares e de mísseis balísticos o que motivou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a aprovarem as resoluções 1695 de julho de 2006, 1718 de outubro de 2006 e 1874 de junho de 2009, para verificações e precauções com a realização de testes nucleares e de mísseis.

O país provavelmente tem material físsil para até 9 armas nucleares e tem a capacidade de implantar ogivas nucleares em mísseis balísticos de médio alcance.

A Coreia do Norte também vende seus mísseis e equipamentos militares para o exterior.

Em abril de 2009 as Nações Unidas chamaram a Corporação de Vendas de Minas da Coreia ( KOMID) como o negociante primário de armas da Coreia do Norte e principal exportador de equipamentos relacionados a mísseis balísticos e armas convencionais. A ONU também chamou a Ryonbong coreana de ajudante das vendas militares norte-coreanas.

Em 6 de outubro de 2009, a Coreia do Norte anunciou que estava pronta para retomar o seu centro nuclear em Yongbyon, embora o alto-escalão do governo anunciassem que o país ainda mantém em aberto a possibilidade de desarmamento nuclear, porém apenas depois dos Estados Unidos concordarem em conduzir conversas diretas com a Coreia.

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por DD às 23:20


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