Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Guerra, Estratégia e Armas



Sexta-feira, 20.01.17

Comandos Portugueses na República Centro Africana

O PR Marcelo Rebelo de Sousa despede-se dos Comandos e prometeu visitá-los em Bangui 

 

 

 

127 militares portugueses viajaram na madrugada de17 de Janeiro de 2016para a República Centro-Africana, um país tomado de assalto por uma guerra civil desde dezembro de 2012. Levaram consigo dezenas de veículos e armamento para, ao serviços das Nações Unidas, desbravar os caminhos da paz.

QUARTEL-PORTUGUÊS. Os militares portugueses (160) ficarão instalados junto ao aeroporto de Bangui, capital da República Centro Africana, onde em 2015 (últimos dados disponíveis) residiam quase 800 mil pessoas

Num país em conflito e num ambiente hostil, os Comandos Portugueses irão participar na operação das Nações Unidas na RCA, com a missão de apoio às autoridades deste país nos setores da defesa, segurança e gestão das Forças Armadas Centro-Africanas, proteção dos civis e apoio dos processos de transição em curso.

A revista The Way of The Warriors dedicou a edição de dezembro (https://goo.gl/XVI7oF) ao Aprontamento desta Força que será projetada para este Teatro de Operações,no início de 2017.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por DD às 14:30

Quinta-feira, 19.01.17

Kanonenvogel

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por DD às 18:02

Sábado, 14.01.17

Dieter Dellinger: Turcos perdem 11 Tanques no Norte da Síria

 

 

Os turcos perderam 10 tanques de fabrico alemão Leopard 2A4 e um M-60 modernizado na batalha pela conquista da cidade fronteiriça de Al-Bab na posse dos curdos.

 

Os curdos utilizaram dentro da cidade mísseis russos Kornet guiados por fio, atacando os tanques de lado pela retaguarda.

 

Os tanques alemães tinham 30 anos de idade e foram adquiridos em segunda mão, pelo que não possuíam blindagens modernas reativas que se instalam posteriormente em blindados mais antigos.

 

Além disso, a tática de utilização não foi a mais conveniente. Já em Grosy na Chechénia os russos perderam muitos tanques e os israelitas também perderam quando avançaram há anos pelo sul do Líbano.

 

O tanque é uma arma de duelo frontal e não se destina a avançar dentro de uma cidade que não foi previamente destruída pela artilharia do tanque e até pela aviação.

 

No combate urbano, o tanque pode ser destruído com armas antitanques disparadas de cima dos prédios sobre a parte superior da torre ou pela retaguarda contra os radiadores do tanque que são o setor mais vulnerável dos mesmos.

 

Os israelitas chegaram a pensar em retirar os tanques do seu exército, dado que as armas antitanques são pequenas e extremamente poderosas.

 

Por exemplo, o míssil filoguiado Tow que o exército português possui, pesa 22 kg e cabe num VW Golf para ser instalado por uns três soldados debaixo de uma rede de camuflagem, podendo destruir ou avariar qualquer tanque a grande distância.

 

Por isso, a Merkel vendeu mais de 1.200 tanques a diversos países, retendo cerca de 300 ativos e alguns em reserva.

 

Já há muito que o exército alemão utilizava pequenas secções denominadas técnicas (Technogruppen) que se fazem transportar em duas pequenas viaturas constituídas por uma chapa com pequenas rodas e uma altura inferior a uns 50 cm e motores por debaixo onde transportam um ou dois mísseis Milan ou Tow, uma metralhadora pesada e uns 5 a 7 homens mais algumas munições e mantimentos. Uma frente com uma centena de secções do género torna impossível o avanço de uma brigada blindada que, geralmente, tem 70 a 80 tanques.

 

Um grupo de tanques nessa frente serve de isco e as secções técnicas colocam-se de modo a atacarem os blindados inimigos de lado ou por trás.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por DD às 22:49

Terça-feira, 03.01.17

Dieter Dellinger: A Noite em que Putin Chorou

 

Os soviéticos desenvolveram há décadas vários mísseis supersónicos contra navios que resolveram agora utiliza-los a partir de plataformas móveis terrestres e fabricar uma versão de exportação não muito fiável que têm fornecido à Índia, Indonésia e outros países. A Síria recebeu em 2010 setenta e duas unidades do Modelo Yakhount/Bastion que não preocuparam muito os israelitas porque nem sabiam em que mãos estavam e não tinham radar de pontaria.

Mas, em Maio de 2013, os russos colocaram umas dezenas desses mísseis na sua versão mais moderna com um radar melhorado na sua base de Latáquia na costa da Síria.

São mísseis que alcançam velocidade de 3 mil km/h e distâncias de 300 a 600 km conforme voam rente ao solo ou em altitude onde são mais vulneráveis aos mísseis antimísseis. Os israelitas quiseram mostrar a Putin que a Rússia não é uma superpotência e não havendo alvos militares na Síria para a pequena bomba de 250 kg de explosivo convencional seriam um perigo para Israel.

Por isso, na noite do dia 5 Julho de 2013, meios aéreos israelitas destruíram esses mísseis com tal energia que Putin teve vergonha em protestar e ninguém sabe se o ataque foi feito pelos poderosos drones israelitas ou por aviões e nem sequer de onde vieram, mais presumível foi que tivessem voado do mar. Putin terá chorado de raiva.

Em 5 minutos deram cabo de todo o stock russo desses mísseis que custam mais 3 milhões de dólares cada um. Qualquer alvo que não seja um silo de míssil ou mísseis antiaéreos vale menos que o custo do míssil atacante. Uma bomba de 250 kg pode fazer grandes estragos num prédio, mas o mesmo custa menos que os 3 milhões do míssil.

Isso levou os russos a colocarem na base os seus mísseis antiaéreos S-500, S-400 e S-300 muito bons para atacar alvos aéreos em altitude, mas de pouco préstimo para serem lançados contra drones a voarem a 10 ou 20 metros do solo.

Os russos queriam criar perto de Alleppo uma bolha de denegação de voos de ataque por parte da marinha americana, mas esqueceram-se de Israel com os seus 20 mil km2 (menos de ¼ de Portugal) não se pode dar ao luxo de ter mísseis poderosos que alcancem as suas três cidades. Mesmo com cargas explosivas de 250 kg, uma centena desses mísseis representa 25 toneladas explosivas capazes de matar muito civis, mas não a aviação e outros meios militares israelitas que estão em hangares subterrâneos bem à prova de bombas tão pequenas. Também contra forças djihadistas dispersas esses mísseis poucos danos podem provocar, já que foram concebidos para atacarem navios ou lançarem ogivas nucleares de pequena dimensão e todos têm cargas nucleares que vão de 10% do poder da bomba de Hiroshima até 10 vezes mais. As mais pequenas podem destruir um aeroporto ou alguns batalhões de tanques ou artilharia e infantaria se não estiverem dispersos numa área de muitos km2.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por DD às 18:33


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Janeiro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031