![]()
Soldados Daesh com as suas AK-47 impotentes a ataques aéreos que levaram segundos a destruir o seu material
O Daesh está em risco de perder a sua maior cidade, Mossul no Norte do Iraque, pois as forças iraquianas árabes e curdas preparam-se para o golpe final.
O governo de Bagdad formou um grande número de oficiais de reserva e efetivos a partir de estudantes das Universidades laicas da capital. Foram formado no modelo britânico “Sandhurst”. Também foram treinados grande número de soldados, incluindo-se na brigada de treino espanhola um contingente português.
O apoio aéreo do Ocidente vai ser total e antes do ataque todas as estradas que ligam Mossul serão bombardeadas, podendo depois os drones americanos fazer tiro certeiro contra postos de comando e polícia daesh no interior da cidade e atacar em mais de dez locais, incluindo o desembarque de tropas com veículos rápidos no interior da cidade.
Entretanto, a aviação iraquiana lançou milhares de folhetos sobre a cidade de Mossul, no norte do Iraque, para avisar os residentes de que as tropas de Bagdade vão lançar uma ofensiva contra as posições do Daesh na região.
O chefe do Comité de Segurança de Ninive, cuja capital provincial é a cidade de Mossul, Mohamed al Bayati, disse à agência EFE que os folhetos do exército referem que a "batalha contra os extremistas vai ser decisiva".
De acordo com a mensagem inscrita no panfleto, as forças governamentais apoiadas pelos combatentes dos clãs tribais sunitas e da milícia xiita "Multidão Popular" dirigem-se para a cidade, depois das vitórias alcançadas em Biyi (norte de Bagdade) e Anbar, a Oeste da capital iraquiana.
Deste modo, o exército pediu aos residentes de Mossul para se manterem afastados das posições e das instalações ocupadas pelos membros do Daesh, também autoproclamado Estado Islâmico, na cidade, principal bastião dos extremistas islâmicos no norte do Iraque.
A mesma mensagem pede aos jovens que se juntaram ao Daesh para abandonarem a organização para que "se possam salvar".
Por outro lado, uma fonte das forças de segurança de Bagdade disse à EFE que milhares de folhetos foram também lançados nos arredores de Mossul.
A mesma fonte disse que o Ministério da Defesa pediu à população local para colaborar com os serviços de segurança e acatar as recomendações que são emitidas através da emissora de rádio do Exército.
Bagdade pôs também à disposição dos cidadãos um número de telefone gratuito para que possam ser transmitidas informações sobre o DAESH em Mossul.
Al Bayati sublinhou que "desta vez" o governo iraquiano "vai mesmo" libertar a cidade, referindo-se a anúncios semelhantes anteriormente divulgados pelo governo iraquiano.
Atualmente, as tropas governamentais encontram-se perto de Al Sharqat, entre Mahmur e Al Qayara, a cerca de 100 quilómetros a sul de Mossul.
O Daesh conquistou Mossul em junho de 2014 e, pouco depois proclamou um califado nos territórios controlados na Síria e no Iraque.
Em 21 de Janeiro de 2015, 5 mil soldados Curdos Peshmerga libertaram um grande número de aldeias nos arredores de Mossul e destruíram rotas essenciais de abastecimento entre Mossul e a Síria, matando mais de 200 combatentes “daes”, incluindo o governador daesh da região de Nineve, celebrada pela destruição das ruinas e monumentos dos primórdios da civilização urbana da Humanidade.
Os curdos dispararam 20 mísseis “Grad”, mas não tinham como missão libertar a cidade que consideram iraquiana e não deveriam ter forças suficientes para um prolongado combate de ruas que poderia durar mais de 10 meses.
Desde então, a região de Mossul tem sido alvo de muitos ataques aéreos iraquianos e ocidentais, destruindo postos de defesa no exterior da cidade de tal modo que os daesh mataram centenas dos seus próprios feridos por não terem meios para os tratar. Os médicos e enfermeiros, tal como grande número de especialistas e profissionais diversos, saíram já da cidade. O pessoal europeu, mas geralmente de origem muçulmana, que vai para o Daesh não tem profissão e nada sabem fazer, a não ser combater depois de devidamente treinados, dado não haver mais serviço militar nos países europeus.
Os jihadistas do Daesh tentaram um ataque à cidade curda de Kirkuk a 27 de Janeiro de 2015 para reduzirem a pressão curda sobre a região de Mossul, mas foram derrotados e tiveram de retirar da região mais rica em petróleo do Curdistão Iraquiano.
Em Fevereiro, a Força Aérea Jordana atacou objetivos do Daesh na área de Mossul, tendo liquidado o comandante conhecido como o “Príncipe de Ninive”.
Desde o passado dia 11 de Junho de 2015, o general iraquiano Najim al-Jubouri está a planear o assalto a Mossul, colocando a 15ª e a 16ª divisão a norte de Mossul na localidade conquistada de Baiji. A “Brigada Dourada” do exército iraquiano, altamente treinada e armada, já foi despachada para o sukl de Mossul e foi com outras tropas iraquianas e polícia equipadas com armamento mais moderno e poderoso, enquanto a região continua a ser flagelada pelos aviões F-18 canadianos (agora retirados) e dos EUA mais os Tornado da RAF.
O Daesh perdeu muito material pesado na região de Mossul, tanto artilharia, mísseis como blindados, não tendo já quase nada. A arma mais poderosa são os pequenos camiões carregados de explosivos que são lançados a alta velocidade para o condutor se fazer explodir junto às tropas inimigas, mas as forças iraquianas estão equipadas com a espingarda “Barret M108” de alta precisão que faz explodir qualquer veículo com explosivos, incluindo blindados e atinge alvos a mais de 2000 metros de distância com visores óticos diurnos e noturnos e até miras laser.
Enfim, no Norte do Iraque, os dias do Daesh estão contados e, talvez por isso, estão a atacar a Europa, mas acabam só por acicatar ainda mais os ânimos e até a ida de forças europeias apoiarem o assalto a Mossul.