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Kim Yon JUNG - O ditador Cebola segundo humoristas americanos
A Coreia do Norte terá colocado uma mina terrestre na zona de patrulhamento dos soldados sul coreanos na fronteira ao longo do célebre paralelo 38 e, em retaliação, os sul-coreanos colocaram de nova a funcionar as suas torres fronteiriças com múltiplos alto-falantes que emitem propaganda anti comunista e que estavam calados há onze anos. A Coreia do Norte já fez uma espécie de ultimato aos sul-coreanos: ou se calam ou o Norte entra em guerra com o seu exército de 650 mil a um milhão de homens e mulheres.
Contudo, ninguém acredita na jactância norte coreana dada a sua fraca potencialidade aérea, mesmo, com a posse de mísseis de curto, médio e, talvez, longo alcance. O material aéreo e terrestre é profundamente “geriátrico”.
O melhor que os coreanos do Norte possuem são uns 17 a 20 Migs 27, dos quais uma parte de geometria variável que servem bem para ataques ao solo. O pai ou o avô do atual ditador terá comprado mais aviões desse tipo e de grande qualidade desmontados, parecendo que nunca os montaram para poderem aproveitarem os seus componentes na modernização do atuais aviões e, de acordo, com a espionagem por satélite têm voado pouco para serem poupados, pelo que os pilotos não possuem grande treino. Para além disso, a Coreia do Norte ainda faz voar uns velhíssimos Mig 17 e Mig 21 de construção chinesa que para pouco servem. É certo que a força aérea do Coreia do Sul não é muito moderna com mais de uma centena de F-16 de diversos blocos e uns 60 F-15 também com mais de uma ou duas décadas de existência.
No fundo, em caso de conflito, o que interessa é a capacidade dos mísseis ar-ar e ar-solo de que ambas as Coreias possuem uma certa quantidade, mas nada de novo. Só que em caso de conflito, a força aérea norte-americana seria capaz de fornecer material muito moderno antiaéreo, incluindo os mísseis Patriot que tanto abatem aviões como mísseis, pelo que dizem. O material terrestre de ambas as Coreias é numeroso, sendo o sul coreano muito mais moderno e de fabrico nacional como o seu tanque mais antigo K1 e o supermoderno K2 de que estão operacionais poucas unidades. Os sul-coreanos tiverem problemas com os motores diesel de 800 cv pelo que adquiriram motores alemães MTU.
Os norte-coreanos procuram aperfeiçoar as suas bombas nucleares que muita gente acredita terem e que duvidam que possuam ainda lançadores para as mesmas. Ao mesmo tempo experimentam os seus mísseis, tendo recentemente afirmado que dispararam um míssil balístico a partir de um submarino no passado dia 9 de Maio, o que foi desmentido pelos sul-coreanos que dizem que os seus radares indicaram três lançamentos a partir do solo. O submarino com 1.500 toneladas de deslocamento não representa qualquer perigo para os EUA, mas pode tornar difícil uma retaliação ou ataque preventivo da Coreia do Sul às instalações atómicas do norte da península coreana. Saliente-se ainda que os mísseis balísticos norte coreanos utilizam combustível líquido, o qual é de difícil manuseamento em solo fixo quanto mais numa plataforma instável como um submarino. Para o miúdo ditador norte coreano, o momento para uma guerra seria ainda o atual, dado que a modernização do potencial bélico das duas coreias mal começou, mas consta que a sua fúria deve-se ao "bulling" jornalístico americano, sul-coreano e até chinês que o tem ridicularizado com o títulos de presidente ou marechal cara de Cebola e como sendo o homem mais sexi do Mundo e arredores..
O sul encomendou aos americanos o sistema antimíssil “Kil Chain” que funciona com base num satélite geoestacionário de observação e em vários drones do tipo Hale e Male. A esta capacidade baseada em armas de grande precisão acrescenta-se os atuais mísseis “Patriot PAC 3”em rede com os KM-SAM (Cheolmac 2).
O problema da Coreia do Norte é que neste ano de seca e fome, é preciso distrair a população com o perigo de guerra ou mesmo com uma guerra pois as ditaduras, principalmente, as comunistas têm na Paz o seu inimigo principal. Sem a luta de classes interna ou externa, o comunismo não se justifica como ditadura férrea. Mas, a Coreia do Norte não tem os aliados dos tempos de guerra da Coreia em 1950. A China que continua a dar algum apoio à Coreia do Norte seria capaz de sofrer graves sanções se os norte-coreanos atacassem novamente o sul. Estando em vias de ser o maior exportador mundial, os chineses estão dependentes da boa vontade dos EUA e União Europeia que, juntos, possuem um PIB superior a 50% do mundial, não se podendo dar ao luxo de perder o seu comércio para apoiar um “puto ditador” maluco. A Federação Russa não tem qualquer razão para ver algo no miúdo e no seu regime dinástico que não tem dinheiro para pagar armamentos. Fora disso, talvez o Estado Islâmico possa ser um aliado, mas a distância é tão grande como se não existisse. Por sua vez, a Coreia do Sul pode contar com o apoio em material bélico e até em forças militares dos EUA e se entrasse em causa a bomba atómica norte-coreana também o Japão não iria autorizar disparos nucleares à sua porta. O disparo de uma bomba sobre a Coreia do Sul acarretaria a destruição de todos os equipamentos militares norte-coreanos.
Os EUA dispõem de 4 mil bombas B-61 de capacidade explosiva variável que vai de 1 a 5% do poder da bomba de Hiroshima até 10 vezes mais. A mais perigosa é a bomba pequena que serve para destruir bases aéreas sem grandes danos colaterais, instalações de fabrico de armas nucleares subterrâneas e concentrações de forças blindadas, de artilharia ou infantaria. As cidades não seriam atacadas, mesmo que alberguem forças militares e armamentos poderosos. Mas, para fazer guerra, essas forças terão de sair para o exterior e aí estariam à mercê das B-61 que podem ser lançadas de um F-16, F-15, F-18 e dos recentemente em vias de introdução F-35. A polemologia como ciência da racionalidade e irracionalidade da guerra mostra-nos pela história muitas guerras irracionais, os alemães que o digam, e o VI. Volume da biografia de Hitler distribuído pelo Expresso é muito elucidativo sobre isso. Daí que ninguém pense que da Coreia do Norte não possam surgir atos de loucura. O miúdo funciona mal e os geriátricos generais carregados de medalhas são tão fanáticos que nunca tiveram um pingo de bom senso. Se alguém alguma vez foi racional naquele país, deve estar há muito bem enterrado e crivado de balas. Uma guerra na Coreia teria as botas dos coreanos no solo e os aviões, mísseis de cruzeiro e drones americanos no ar. Com 10 porta-aviões e bases no Japão, os EUA põem com facilidade mais de mil aviões no ar e outros tantos mísseis e drones.